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	<title>Ponto Tecnologia</title>
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	<title>Ponto Tecnologia</title>
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		<title>Invenções criadas no trabalho, de quem é a ideia, do funcionário ou da empresa?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 11:50:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[direitos trabalhistas]]></category>
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		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma boa ideia pode surgir em qualquer lugar. Durante uma reunião, no chão de fábrica, enquanto alguém executa uma tarefa repetitiva ou simplesmente quando um colaborador percebe que existe uma forma melhor de fazer determinada atividade. Imagine, por exemplo, um profissional de manutenção que desenvolve uma peça capaz de fazer uma máquina produzir mais. Ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma boa ideia pode surgir em qualquer lugar. Durante uma reunião, no chão de fábrica, enquanto alguém executa uma tarefa repetitiva ou simplesmente quando um colaborador percebe que existe uma forma melhor de fazer determinada atividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine, por exemplo, um profissional de manutenção que desenvolve uma peça capaz de fazer uma máquina produzir mais. Ou um colaborador que cria um dispositivo para reduzir falhas em determinado processo. A solução funciona tão bem que começa a gerar economia para a empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse momento surge uma pergunta que parece simples, mas pode gerar muita discussão:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Afinal, de quem é essa invenção, da empresa ou do funcionário que teve a ideia?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta depende de como essa criação aconteceu.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação brasileira estabelece regras específicas para as invenções e os modelos de utilidade desenvolvidos dentro das relações de trabalho. Em algumas situações, a criação pertence à empresa. Em outras, ao trabalhador. E também existem casos em que os direitos podem ser compartilhados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entender essa diferença é cada vez mais importante em empresas que valorizam inovação, melhoria contínua e participação dos colaboradores.</p>
<h2>O que é considerado uma invenção no trabalho?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Antes de falar sobre quem fica com a criação, é importante esclarecer um ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nem toda boa ideia apresentada por um funcionário automaticamente se transforma em uma invenção protegida por patente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma sugestão para mudar a posição de uma mesa, uma nova forma de organizar documentos ou uma ideia para agilizar determinada rotina podem ser melhorias importantes, mas isso não significa necessariamente que exista uma invenção do ponto de vista da propriedade industrial.</p>
<p class="isSelectedEnd">As patentes possuem requisitos próprios.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei nº 9.279/1996, conhecida como Lei da Propriedade Industrial, estabelece regras para invenções e modelos de utilidade, inclusive quando são desenvolvidos por empregados ou prestadores de serviço.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente essa lei que ajuda a responder quem pode ter direito sobre uma criação desenvolvida durante uma relação profissional.</p>
<h2>Quando a invenção pertence à empresa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Vamos começar pelo cenário mais simples.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine que uma empresa contrate um engenheiro especificamente para desenvolver novos equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A função dele é pesquisar, testar soluções e criar melhorias tecnológicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se durante esse trabalho ele desenvolver uma invenção relacionada exatamente às atividades para as quais foi contratado, a legislação estabelece que essa criação pertence, em regra, ao empregador.</p>
<p class="isSelectedEnd">O artigo 88 da Lei de Propriedade Industrial prevê que a invenção ou o modelo de utilidade pertence exclusivamente ao empregador quando decorre de um contrato de trabalho que tenha como objeto a pesquisa ou a atividade inventiva, ou quando a criação resulte da própria natureza dos serviços para os quais o profissional foi contratado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Traduzindo para uma situação cotidiana:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>se inventar faz parte do trabalho daquela pessoa, aquilo que ela desenvolve durante essa atividade normalmente pertence à empresa.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um exemplo ajuda a visualizar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma indústria contrata um profissional para desenvolver novos mecanismos de segurança para suas máquinas. Durante o trabalho, esse funcionário cria um dispositivo completamente novo e patenteável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como ele foi contratado justamente para desenvolver esse tipo de solução, a criação tende a pertencer à empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nessa situação, salvo previsão contratual diferente, a remuneração pelo trabalho inventivo está incluída no salário que foi acordado.</p>
<h2>E se o funcionário inventar algo que não fazia parte da função dele?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Aqui a situação começa a ficar mais interessante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine agora um profissional que não foi contratado para desenvolver produtos ou tecnologias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante sua rotina, entretanto, ele percebe um problema e cria uma solução completamente nova.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por exemplo:</p>
<p class="isSelectedEnd">Um funcionário de determinada operação identifica que um equipamento utilizado todos os dias desperdiça material. Por iniciativa própria, desenvolve uma modificação que reduz esse desperdício consideravelmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele não foi contratado para inventar nada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por outro lado, pode ter utilizado equipamentos, informações, materiais ou estrutura da própria empresa para desenvolver a ideia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse caso, pode existir uma situação de <strong>propriedade compartilhada</strong>.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-10835" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2-300x113.webp" alt="Centralize registros, acompanhe ocorrências e tenha mais segurança na gestão de ponto da sua empresa." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-2.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Quando a invenção pode ser dividida entre empresa e funcionário?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O artigo 91 da Lei de Propriedade Industrial trata exatamente dessa situação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando uma invenção resulta ao mesmo tempo da contribuição pessoal do empregado e da utilização de recursos, dados, materiais, instalações ou equipamentos do empregador, a propriedade pode ser comum entre as partes, salvo quando houver uma disposição contratual diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Podemos imaginar da seguinte maneira:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O funcionário entrou com a criatividade. A empresa entrou com os recursos que permitiram desenvolver a solução.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse cenário, ambos participaram da construção daquele resultado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria legislação prevê regras para essa relação, inclusive assegurando ao empregado uma justa remuneração em determinadas circunstâncias relacionadas à exploração da patente.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente por isso que empresas inovadoras precisam ter políticas claras sobre propriedade intelectual.</p>
<h2>Quando a invenção pertence somente ao funcionário?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe ainda uma terceira possibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O funcionário pode desenvolver uma invenção completamente independente da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para isso, de maneira geral, a criação precisa estar desvinculada de seu contrato de trabalho e não pode decorrer da utilização dos recursos da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um colaborador do setor administrativo que, em casa, utilizando seus próprios equipamentos e recursos, desenvolve uma tecnologia para um segmento completamente diferente da atividade profissional que exerce.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se essa criação não tiver relação com seu contrato e não tiver utilizado dados, materiais, instalações, equipamentos ou outros recursos do empregador, a invenção pertence exclusivamente ao trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa previsão aparece no artigo 90 da Lei de Propriedade Industrial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, simplesmente possuir vínculo empregatício com uma empresa não significa que tudo aquilo que o trabalhador inventar passará automaticamente a pertencer à organização.</p>
<h2>Dá para resumir em três situações</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para facilitar, podemos imaginar três cenários principais.</p>
<p><strong>1. O funcionário foi contratado para criar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atividade inventiva faz parte da função.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse caso, a invenção normalmente pertence à empresa.</p>
<p><strong>2. O funcionário criou algo fora de sua função, mas utilizou recursos da empresa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Existe participação tanto do trabalhador quanto da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo das circunstâncias e das regras contratuais, pode existir propriedade compartilhada.</p>
<p><strong>3. O funcionário criou sozinho, fora de suas funções e sem utilizar recursos da empresa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A criação tende a pertencer exclusivamente ao trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, naturalmente, cada situação precisa ser analisada individualmente.</p>
<h2>E se a patente for solicitada depois que o funcionário deixar a empresa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é outro detalhe importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fim do contrato de trabalho não necessariamente encerra imediatamente qualquer discussão relacionada à invenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei de Propriedade Industrial estabelece uma presunção relevante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Salvo prova em contrário, uma invenção ou modelo de utilidade cuja patente seja requerida pelo empregado até <strong>um ano após o fim do vínculo empregatício</strong> pode ser considerado desenvolvido durante a vigência do contrato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso existe justamente para evitar situações em que uma criação desenvolvida dentro da empresa seja apresentada como se tivesse surgido somente após o desligamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por outro lado, trata-se de uma presunção que admite prova em contrário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Documentação sobre o desenvolvimento do projeto pode se tornar fundamental nesse tipo de discussão.</p>
<h2>O funcionário sempre recebe um valor adicional quando cria alguma coisa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não necessariamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse é um dos pontos que mais podem gerar confusão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se a pessoa foi contratada justamente para desenvolver pesquisas, soluções ou invenções, a própria legislação estabelece que, salvo previsão contratual diferente, a remuneração dessa atividade está limitada ao salário acordado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe, entretanto, a possibilidade de a empresa estabelecer programas próprios de participação nos ganhos econômicos provenientes de determinadas patentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso pode ser feito por negociação com o profissional ou por uma política interna da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em outras situações, especialmente quando a propriedade é compartilhada, a análise é diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, não existe uma regra simples dizendo:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Se o funcionário inventou, automaticamente deve receber determinado percentual.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">É necessário entender como a criação surgiu, qual era sua função, quais recursos foram utilizados, qual foi a participação das partes e se aquela criação efetivamente reúne os requisitos de proteção previstos em lei.</p>
<h2>Uma decisão recente do STF trouxe esse assunto novamente ao debate</h2>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganhou destaque recentemente depois de uma discussão envolvendo uma criação desenvolvida por um trabalhador e utilizada pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo análise publicada pelo Migalhas em setembro de 2026, o caso envolvia um empregado que teria desenvolvido aperfeiçoamentos para aplicação em locomotivas. O desenvolvimento de soluções técnicas desse tipo não fazia parte de sua função original.</p>
<p class="isSelectedEnd">Houve pedido relacionado a modelo de utilidade perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI. Durante o procedimento, entretanto, surgiram questionamentos quanto ao preenchimento dos requisitos necessários para a proteção, e posteriormente houve desistência do pedido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão chegou à Justiça do Trabalho e posteriormente ao Supremo Tribunal Federal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos aspectos relevantes destacados no julgamento foi justamente a importância da análise técnica sobre a existência de uma verdadeira invenção ou modelo de utilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso traz uma lição bastante prática para empresas e trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ter uma boa ideia e ter uma invenção juridicamente protegível são coisas diferentes.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O reconhecimento técnico da criação pode ter grande importância quando existe uma discussão sobre propriedade e eventual remuneração.</p>
<h2>Qual é o papel do INPI nessa história?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O INPI é o órgão responsável, entre outras atribuições, pela análise dos pedidos de patente no Brasil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando alguém apresenta uma criação para patenteamento, não basta dizer que aquilo é novo ou inovador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe um processo de avaliação.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso das invenções, por exemplo, entram em análise requisitos previstos na legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, quando uma empresa acredita ter desenvolvido algo realmente inovador e economicamente relevante, simplesmente guardar desenhos, conversas e protótipos internamente pode não ser a melhor estratégia.</p>
<p class="isSelectedEnd">É importante avaliar a proteção adequada daquela propriedade intelectual.</p>
<h2>E se a empresa decidir não patentear a criação?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Nem toda tecnologia empresarial é patenteada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas organizações preferem manter determinadas soluções em segredo industrial, principalmente quando revelar o funcionamento daquela tecnologia poderia facilitar sua reprodução por concorrentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que a ausência de uma patente não necessariamente elimina toda discussão envolvendo uma criação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio artigo analisado pelo Migalhas destaca que podem existir situações em que uma criação mantida em segredo seja tecnicamente avaliada para verificar se efetivamente havia uma invenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, documentação e políticas internas continuam sendo importantes mesmo quando a organização não pretende buscar uma patente.</p>
<h2>O problema começa quando ninguém combinou nada antes</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine este cenário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um funcionário cria uma solução.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa implementa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A solução gera economia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador entende que deveria receber parte do benefício.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa entende que a ideia surgiu durante o trabalho e, portanto, pertence à organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Meses depois, surge um conflito.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse tipo de problema poderia ser reduzido se as regras estivessem claramente definidas desde o início.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em empresas onde inovação, desenvolvimento de produtos ou aperfeiçoamento de processos são atividades frequentes, contratos e políticas internas podem esclarecer questões como:</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem deve comunicar uma nova criação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como uma possível invenção será avaliada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem pode solicitar proteção perante o INPI.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como são tratados projetos desenvolvidos por equipes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quais são as regras para utilização de equipamentos, informações e estrutura da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se existe alguma política de recompensa ou participação por inovação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como informações sigilosas devem ser protegidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem é responsável por documentar o desenvolvimento de um projeto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas definições ajudam tanto a empresa quanto os colaboradores.</p>
<h2>Documentar o processo de criação pode evitar muita dor de cabeça</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando existe uma discussão sobre quem desenvolveu determinada solução, um dos maiores problemas costuma ser reconstruir a história meses ou anos depois.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem teve a primeira ideia?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando ela surgiu?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem participou?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quais equipamentos foram utilizados?</p>
<p class="isSelectedEnd">A solução foi desenvolvida durante o expediente?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existiam outros colaboradores envolvidos?</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa financiou testes ou protótipos?</p>
<p class="isSelectedEnd">O profissional foi contratado para trabalhar justamente naquele tipo de desenvolvimento?</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem registros, essas respostas podem ficar baseadas apenas na memória das pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas que trabalham constantemente com inovação podem criar processos simples de documentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não precisa necessariamente existir uma burocracia enorme.</p>
<p class="isSelectedEnd">Registros de projetos, responsáveis, versões, testes, datas e decisões já ajudam a construir uma linha do tempo muito mais confiável.</p>
<h2>O RH também precisa prestar atenção nesse assunto</h2>
<p class="isSelectedEnd">À primeira vista, propriedade intelectual pode parecer um assunto exclusivo do departamento jurídico ou das equipes de pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH possui uma participação importante porque muitos dos elementos que ajudam a esclarecer uma eventual discussão estão relacionados ao vínculo profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre eles:</p>
<ul>
<li class="isSelectedEnd">Descrição do cargo.</li>
<li class="isSelectedEnd">Contrato de trabalho.</li>
<li class="isSelectedEnd">Alterações de função.</li>
<li class="isSelectedEnd">Políticas internas.</li>
<li class="isSelectedEnd">Termos de confidencialidade.</li>
<li class="isSelectedEnd">Histórico das atividades desempenhadas.</li>
<li class="isSelectedEnd">Treinamentos.</li>
<li class="isSelectedEnd">Participação em determinados projetos.</li>
<li class="isSelectedEnd">Composição das equipes.</li>
<li class="isSelectedEnd">Datas de admissão e desligamento.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, uma gestão documental organizada também contribui para a segurança da empresa nesse tipo de situação.</p>
<h2>Contratos claros protegem os dois lados</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma boa política de propriedade intelectual não deve ser vista como uma tentativa de a empresa se apropriar de qualquer ideia de seus funcionários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na verdade, regras claras fazem justamente o contrário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Elas ajudam a mostrar previamente o que pertence à empresa, o que pode pertencer ao trabalhador e como serão tratadas situações em que ambos participam do desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso evita expectativas diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também cria um ambiente mais seguro para que os colaboradores apresentem sugestões e contribuam com melhorias sem receio de que uma eventual discussão sobre autoria apareça somente depois que o projeto se tornar valioso.</p>
<h2>Empresas deveriam incentivar funcionários a terem ideias?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sem dúvida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma organização não deveria interpretar as regras de propriedade intelectual como motivo para limitar a criatividade da equipe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muitos dos melhores aperfeiçoamentos de processos podem surgir justamente de quem convive diariamente com determinado problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">O profissional que executa uma atividade todos os dias frequentemente percebe detalhes que não aparecem em relatórios ou reuniões de gestão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas podem criar canais para receber ideias de melhoria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas organizações vão além e estabelecem programas de inovação, premiações ou reconhecimento para profissionais que desenvolvem soluções relevantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Lei de Propriedade Industrial permite que o empregador titular de uma patente conceda ao empregado inventor participação nos ganhos econômicos resultantes de sua exploração.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando bem estruturados, esses mecanismos podem criar um ciclo positivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador é estimulado a propor melhorias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa ganha eficiência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A inovação é reconhecida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Todos passam a enxergar a melhoria contínua como parte da cultura organizacional.</p>
<h2>Inovação também depende de organização</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma tendência de associarmos inovação somente à criatividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas ideias valiosas também precisam de processos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa que possui excelente capacidade criativa, mas não mantém contratos, documentos, responsabilidades e registros organizados, pode transformar uma oportunidade em um problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso vale para propriedade intelectual e também para diversas outras áreas da gestão empresarial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Contratos, jornadas, responsabilidades, documentos e históricos precisam estar organizados e acessíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais a empresa cresce, mais importante se torna contar com processos capazes de demonstrar o que aconteceu, quando aconteceu e quem estava envolvido.</p>
<h2>Tecnologia e gestão ajudam a criar ambientes empresariais mais seguros</h2>
<p class="isSelectedEnd">A mesma lógica vale para a gestão de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando registros importantes dependem de planilhas dispersas, anotações manuais ou informações guardadas individualmente por diferentes gestores, reconstruir acontecimentos se torna muito mais difícil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na gestão da jornada, por exemplo, sistemas digitais permitem registrar horários, ocorrências, justificativas, banco de horas, documentos e diversas outras informações relacionadas à rotina dos colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de facilitar o trabalho do RH e do Departamento Pessoal, uma gestão organizada cria históricos confiáveis e traz mais transparência para a relação entre empresa e trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Soluções modernas de gestão de ponto, como as plataformas Secullum disponibilizadas pela Ponto Tecnologia, permitem centralizar informações importantes da jornada e reduzir processos manuais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não substitui políticas de propriedade intelectual, naturalmente. São assuntos diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas ambos partem do mesmo princípio:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>informações organizadas e regras claras reduzem conflitos e ajudam a empresa a tomar decisões melhores.</strong></p>
<h2>O que as empresas podem aprender com esse debate?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O caso das invenções no trabalho traz uma reflexão que vai muito além das patentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas estão constantemente recebendo conhecimento, sugestões e melhorias provenientes das pessoas que fazem parte da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão não deveria ser somente &#8220;de quem é a ideia?&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também vale perguntar:</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa possui regras para lidar com inovação?</p>
<p class="isSelectedEnd">Os colaboradores sabem como apresentar uma criação?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe documentação sobre projetos importantes?</p>
<p class="isSelectedEnd">Contratos estão alinhados às funções realmente exercidas?</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização reconhece quem contribui com melhorias?</p>
<p class="isSelectedEnd">Informações estratégicas estão protegidas?</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas perguntas tornam o ambiente empresarial mais preparado para inovar.</p>
<h2>Para concluir</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma invenção criada dentro do ambiente de trabalho não pertence automaticamente à empresa, assim como também não pertence automaticamente ao funcionário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tudo depende das circunstâncias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se a atividade inventiva fizer parte da função para a qual o profissional foi contratado, a criação tende a pertencer ao empregador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o trabalhador desenvolver algo totalmente independente de sua função e sem utilizar recursos da organização, a invenção pode ser exclusivamente dele.</p>
<p class="isSelectedEnd">E quando criatividade do funcionário e recursos da empresa se encontram no desenvolvimento da solução, pode existir uma situação de propriedade compartilhada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei nº 9.279/1996 estabelece as bases para essa análise, mas cada caso possui suas particularidades. Por isso, criações com potencial econômico relevante merecem avaliação especializada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as empresas, fica uma lição importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Incentivar ideias é fundamental, mas inovação também precisa de organização.</p>
<p>Contratos claros, políticas internas, documentação adequada e processos bem estruturados ajudam a transformar a criatividade dos colaboradores em oportunidades para todos, em vez de permitir que uma grande ideia se transforme em um grande conflito.</p>
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<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/09/03/invencoes-no-trabalho-direitos-empresa-funcionario/">Invenções criadas no trabalho, de quem é a ideia, do funcionário ou da empresa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Assédio eleitoral no trabalho: o que empresas e gestores precisam saber nas Eleições 2026</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/09/02/assedio-eleitoral-no-trabalho-eleicoes-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias - Fique Atento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada de mais um período eleitoral, discussões políticas naturalmente ganham espaço nas conversas entre amigos, familiares, redes sociais e também no ambiente profissional. Ter opinião política é um direito de qualquer cidadão. O problema começa quando a posição de quem ocupa uma posição de poder dentro da empresa se transforma em pressão sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Com a chegada de mais um período eleitoral, discussões políticas naturalmente ganham espaço nas conversas entre amigos, familiares, redes sociais e também no ambiente profissional. Ter opinião política é um direito de qualquer cidadão. O problema começa quando a posição de quem ocupa uma posição de poder dentro da empresa se transforma em pressão sobre trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">É nesse cenário que surge o <strong>assédio eleitoral no trabalho</strong>, prática que pode envolver ameaças, intimidações, promessas de benefícios, perseguições ou outras formas de constrangimento destinadas a interferir na liberdade política de trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2026, o assunto ganhou ainda mais relevância. O Tribunal Superior Eleitoral atualizou as regras de propaganda eleitoral e passou a prever expressamente que <strong>é vedada a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado</strong>, com responsabilização de quem der causa ou permitir sua ocorrência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas, departamentos de Recursos Humanos, gestores e lideranças precisam compreender onde termina a liberdade de expressão e onde pode começar uma conduta abusiva.</p>
<h2>O que é assédio eleitoral no ambiente de trabalho?</h2>
<p class="isSelectedEnd">De maneira simples, o assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza uma relação de poder existente no ambiente profissional para tentar interferir na escolha política de outra pessoa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público do Trabalho define essa prática como situações de coação, intimidação, ameaça ou constrangimento, inclusive em ambientes virtuais relacionados ao trabalho, utilizados para manipular o voto ou a manifestação política dos trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que a prática não acontece apenas quando existe uma ameaça explícita de demissão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também podem existir formas mais sutis de pressão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine, por exemplo, um gestor que reúne sua equipe e afirma repetidamente que a permanência de determinados empregos depende da vitória de determinado candidato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ou uma empresa que oferece benefícios somente aos trabalhadores que participarem de um evento político.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ou ainda situações em que funcionários são questionados sobre sua intenção de voto e posteriormente passam a receber tratamento diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo do contexto e das circunstâncias, comportamentos desse tipo podem ultrapassar os limites da manifestação pessoal e entrar no campo do assédio eleitoral.</p>
<h2>Assédio eleitoral não é o mesmo que conversar sobre política</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é um ponto importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ambiente profissional não deixa de ser um espaço de convivência social. Portanto, comentários e conversas espontâneas sobre política podem ocorrer entre colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A liberdade de manifestação do pensamento permanece protegida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema aparece quando existe <strong>abuso da relação hierárquica, pressão, ameaça, discriminação ou tentativa de direcionamento do voto</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma conversa entre colegas sobre candidatos, propostas ou acontecimentos políticos não possui automaticamente natureza ilícita.</p>
<p class="isSelectedEnd">Da mesma maneira, uma manifestação isolada de preferência política feita por alguém da empresa não necessariamente configura assédio.</p>
<p class="isSelectedEnd">O contexto precisa ser observado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença fundamental está na presença de elementos como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>intimidação;</li>
<li>ameaça;</li>
<li>coação;</li>
<li>constrangimento;</li>
<li>promessa de vantagem;</li>
<li>tratamento discriminatório;</li>
<li>utilização da posição profissional para influenciar a escolha política;</li>
<li>tentativa de descobrir ou controlar o voto do trabalhador.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A jurisprudência trabalhista também vem analisando essa distinção conforme as circunstâncias de cada caso, buscando separar a liberdade de expressão das situações em que o poder empresarial é utilizado de maneira abusiva. Essa discussão foi abordada recentemente pelo Migalhas ao analisar decisões de diferentes Tribunais Regionais do Trabalho.</p>
<h2>O que mudou para as Eleições 2026?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Há uma novidade importante neste ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2 de março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral publicou a <strong>Resolução nº 23.755/2026</strong>, modificando a Resolução nº 23.610/2019, responsável por disciplinar a propaganda eleitoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização acrescentou uma disposição específica estabelecendo que:</p>
<blockquote>
<p class="isSelectedEnd">É vedada a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado.</p>
</blockquote>
<p class="isSelectedEnd">A regra também prevê a responsabilização de quem causar ou permitir a ocorrência da prática, conforme a legislação aplicável.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio TSE reforçou essa orientação ao divulgar as principais regras da propaganda eleitoral das Eleições 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isso aumenta a importância de as empresas criarem orientações claras para gestores e trabalhadores durante o período eleitoral.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-10827" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1-300x113.webp" alt="Automatize registros, escalas, horas extras e banco de horas com uma gestão de ponto mais segura." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Quais atitudes podem ser consideradas assédio eleitoral?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não existe apenas uma maneira de cometer assédio eleitoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo orientações divulgadas pelo Ministério Público do Trabalho, diferentes comportamentos podem levantar esse tipo de preocupação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os exemplos estão:</p>
<p><strong>Ameaçar demissões dependendo do resultado eleitoral</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Falas sugerindo que trabalhadores poderão perder seus empregos caso determinado candidato seja eleito podem representar tentativa de interferência na liberdade de voto, principalmente quando partem de alguém que efetivamente possui poder sobre contratações ou desligamentos.</p>
<p><strong>Prometer benefícios em troca de apoio político</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Oferecer aumento salarial, bonificação, promoção, folga, vantagens ou qualquer benefício condicionado à escolha de determinado candidato também pode configurar situação grave.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Código Eleitoral possui inclusive dispositivos relacionados à concessão ou promessa de vantagens para obtenção de votos, além de prever punições para situações envolvendo violência ou grave ameaça destinadas a coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.</p>
<p><strong>Realizar reuniões obrigatórias para orientar o voto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Reunir colaboradores durante o expediente para recomendar candidatos ou direcionar escolhas políticas é outra situação apontada pelo MPT entre os exemplos de potencial assédio eleitoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a relação de subordinação envolvida, maior pode ser a percepção de pressão por parte do trabalhador.</p>
<p><strong>Obrigar colaboradores a utilizar materiais de campanha</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Exigir que funcionários utilizem camisetas, bottons, adesivos, bonés ou outros materiais relacionados a determinado candidato ou campanha também pode representar interferência indevida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O MPT inclui a imposição do uso de vestimentas e acessórios eleitorais entre os exemplos de práticas relacionadas ao assédio eleitoral.</p>
<p><strong>Perseguir funcionários por suas opiniões políticas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O trabalhador não pode receber tratamento profissional prejudicial simplesmente porque possui convicção política diferente daquela defendida por seu superior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mudanças injustificadas de função, isolamento, humilhações, perseguições, fiscalização excessiva ou tratamento desigual associado à posição política podem gerar consequências trabalhistas.</p>
<p><strong>Tentar descobrir em quem o funcionário votou</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O voto é secreto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empregadores e gestores não devem criar mecanismos destinados a comprovar a escolha eleitoral de seus funcionários.</p>
<p class="isSelectedEnd">O MPT cita, inclusive, situações como exigir a indicação da seção eleitoral ou pedir que o momento do voto seja filmado como exemplos de condutas inadequadas.</p>
<h2>E grupos de WhatsApp da empresa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O cuidado não deve ficar limitado ao espaço físico da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Grupos corporativos de WhatsApp, plataformas de comunicação interna, chats de equipes, e-mails profissionais e reuniões virtuais também fazem parte das relações de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, um gestor utilizar sistematicamente esses canais para pressionar subordinados politicamente pode gerar os mesmos problemas existentes em situações presenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma boa prática é estabelecer orientações de convivência para canais corporativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode determinar, por exemplo, que grupos criados para atividades profissionais sejam utilizados prioritariamente para assuntos relacionados ao trabalho, diminuindo conflitos e evitando que canais institucionais sejam utilizados como instrumentos de campanha.</p>
<h2>A dimensão do problema no Brasil</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os números mostram que o assunto não é apenas teórico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho, durante as eleições de 2022 foram recebidas milhares de denúncias relacionadas a assédio eleitoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma publicação recente do MPT em Minas Gerais informa que naquele pleito foram registradas cerca de <strong>3,4 mil denúncias em todo o país</strong>, sendo 654 somente em Minas Gerais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro levantamento divulgado pelo MPT em junho de 2026 indica 3.505 denúncias recebidas nas eleições presidenciais de 2022. O mesmo material já registrava novas denúncias relacionadas ao processo eleitoral de 2026 meses antes da votação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Independentemente de pequenas diferenças metodológicas entre levantamentos institucionais, os números demonstram que o tema ganhou dimensão relevante nas relações de trabalho brasileiras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por esse motivo, o Ministério Público do Trabalho mantém campanhas, cartilhas e grupos específicos destinados ao enfrentamento da prática.</p>
<h2>O empregador pode manifestar sua opinião política?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Empresários, gestores e trabalhadores possuem direitos políticos e liberdade de expressão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cargo de liderança não elimina esses direitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, quem ocupa uma posição hierarquicamente superior precisa considerar que suas manifestações podem produzir efeitos diferentes das falas realizadas em uma conversa entre pessoas sem relação de subordinação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma diferença significativa entre dizer:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Eu prefiro determinado candidato.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">e afirmar:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Se determinado candidato ganhar, talvez eu precise mandar pessoas desta equipe embora.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira frase expressa uma posição individual.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segunda envolve uma possível consequência profissional relacionada à escolha política, criando uma situação muito mais delicada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, principalmente durante períodos eleitorais, líderes precisam avaliar não apenas aquilo que pretendem comunicar, mas também <strong>como sua posição de autoridade influencia a interpretação da mensagem</strong>.</p>
<h2>Empresas podem fazer propaganda eleitoral dentro do ambiente de trabalho?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para as Eleições 2026, a resposta demanda atenção especial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pela Resolução nº 23.755/2026, passou a vedar expressamente propaganda eleitoral ou assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos ou privados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, transformar escritórios, fábricas, lojas, áreas de descanso ou outros espaços profissionais em ambientes destinados à divulgação institucional de candidaturas pode criar riscos relevantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cuidado também deve alcançar comunicações oficiais da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">E-mails corporativos, intranet, murais, sistemas internos e grupos profissionais não devem ser utilizados indiscriminadamente como ferramentas de campanha eleitoral.</p>
<h2>Qual é o papel do RH durante o período eleitoral?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O RH possui função estratégica na prevenção desses problemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que reagir depois que uma denúncia acontece, o departamento pode estabelecer regras preventivas.</p>
<p><strong>Oriente gestores e lideranças</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quem possui poder de gestão precisa compreender que comentários realizados por um líder têm peso diferente daqueles feitos entre colegas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Treinamentos rápidos antes do período eleitoral podem evitar situações desnecessárias.</p>
<p><strong>Crie uma política clara</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode estabelecer uma orientação interna sobre comportamento durante períodos eleitorais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento pode abordar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>respeito às diferentes opiniões;</li>
<li>proibição de ameaças e constrangimentos;</li>
<li>utilização adequada de canais corporativos;</li>
<li>neutralidade de decisões profissionais;</li>
<li>vedação de benefícios associados a posicionamentos políticos;</li>
<li>procedimentos para denúncias internas.</li>
</ul>
<p><strong>Disponibilize um canal de denúncia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Funcionários precisam saber a quem recorrer caso se sintam pressionados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da estrutura da organização, esse canal pode estar ligado ao RH, compliance, jurídico ou uma ferramenta independente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mais importante é garantir confidencialidade e tratamento adequado da situação.</p>
<p><strong>Registre decisões profissionais com critérios objetivos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Promoções, mudanças de escala, advertências, transferências de setor e desligamentos devem possuir justificativas profissionais documentadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso é importante em qualquer época do ano, mas ganha relevância adicional durante períodos politicamente sensíveis.</p>
<h2>Gestão de jornada também exige atenção durante as eleições</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe ainda outro ponto especialmente importante para RH e Departamento Pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escala de trabalho não deve ser utilizada como ferramenta para facilitar ou dificultar seletivamente o exercício do voto.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público do Trabalho inclui entre os exemplos relacionados ao assédio eleitoral a criação de escalas ou locais de trabalho no dia da eleição que favoreçam trabalhadores associados a determinada posição política ou criem obstáculos para aqueles identificados com posição diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso mostra como uma gestão de jornada organizada também possui papel preventivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas precisam manter regras claras sobre horários, escalas, alterações e registros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um <strong>sistema de controle de ponto confiável</strong> ajuda a documentar essas informações e cria maior transparência entre empresa e colaboradores.</p>
<h2>Como um sistema de ponto contribui para uma gestão mais transparente?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema de controle de ponto não identifica nem impede assédio eleitoral diretamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, registros organizados de jornada oferecem evidências objetivas sobre a rotina profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma solução adequada, a empresa consegue manter históricos relacionados a:</p>
<ul data-spread="false">
<li>horários de entrada e saída;</li>
<li>alterações de jornadas;</li>
<li>escalas;</li>
<li>horas extras;</li>
<li>banco de horas;</li>
<li>faltas;</li>
<li>justificativas;</li>
<li>intervalos;</li>
<li>alterações realizadas no sistema.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Essas informações podem ajudar o RH a demonstrar que decisões relacionadas à jornada seguiram critérios operacionais previamente estabelecidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, a transparência dos registros reduz espaço para tratamentos arbitrários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, soluções de <strong>gestão de ponto Secullum</strong> permitem centralizar informações da jornada e facilitar a rotina de RH e Departamento Pessoal, trazendo mais organização para processos que precisam ser conduzidos com critérios claros e rastreáveis.</p>
<h2>O que fazer ao identificar uma possível situação de assédio eleitoral?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Dentro das empresas, a recomendação é investigar qualquer relato de maneira cuidadosa e imparcial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH deve preservar informações, ouvir as pessoas envolvidas e, quando necessário, solicitar orientação jurídica especializada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também é importante evitar retaliações contra quem relata uma possível irregularidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para trabalhadores que desejem buscar canais externos, o Ministério Público do Trabalho possui mecanismo próprio para recebimento de denúncias relacionadas ao tema.</p>
<p class="isSelectedEnd">O MPT também disponibiliza materiais educativos específicos sobre assédio eleitoral e mantém ações de conscientização para o processo eleitoral de 2026.</p>
<h2>Liberdade política e ambiente profissional podem coexistir</h2>
<p class="isSelectedEnd">Eleições naturalmente despertam opiniões diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas são compostas por pessoas e, portanto, divergências políticas eventualmente aparecerão no ambiente profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo não precisa ser eliminar qualquer conversa sobre política.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que precisa existir é uma fronteira clara entre <strong>expressar uma opinião e utilizar uma posição profissional para pressionar outra pessoa</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresários podem ter suas convicções.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gestores podem ter suas convicções.</p>
<p class="isSelectedEnd">Funcionários também.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, decisões sobre contratação, salário, jornada, promoção, benefícios, escalas ou permanência no emprego devem continuar baseadas em critérios profissionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente essa separação que protege trabalhadores, gestores e a própria empresa.</p>
<h2>Prevenção é o melhor caminho para as empresas</h2>
<p class="isSelectedEnd">O assédio eleitoral deixou de ser um assunto distante da rotina do RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com a intensificação das campanhas das Eleições 2026 e a atualização das normas do TSE, empresas precisam tratar o tema preventivamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Orientar lideranças, estabelecer regras de convivência, manter canais de denúncia e documentar decisões relacionadas aos trabalhadores são medidas relativamente simples que podem evitar problemas muito maiores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tecnologia também faz parte dessa estrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sistemas modernos de gestão de jornada ajudam a criar processos mais transparentes, registrando escalas, horários, alterações e ocorrências de maneira organizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final, a regra mais importante é simples: <strong>o poder de gestão da empresa não deve ser utilizado para interferir na liberdade política de quem trabalha nela</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma cultura profissional baseada em respeito, transparência e critérios objetivos protege as relações de trabalho e permite que cada colaborador exerça sua cidadania livremente.</p>
<h2>Fontes e materiais para aprofundamento</h2>
<p class="isSelectedEnd">O conteúdo foi elaborado a partir da legislação vigente e de materiais institucionais disponíveis até setembro de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tribunal Superior Eleitoral, Resolução nº 23.755/2026 e regras de propaganda para as Eleições 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ministério Público do Trabalho, materiais e orientações sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Código Eleitoral, Lei nº 4.737/1965.</p>
<p>Migalhas, artigo &#8220;Assédio eleitoral no trabalho: quando a preferência política ultrapassa os limites do poder diretivo&#8221;, publicado em 28 de agosto de 2026, utilizado como referência temática para elaboração deste conteúdo original.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10829" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1-300x113.webp" alt="Reduza erros, retrabalho e divergências com uma solução completa para o controle de jornada." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Controle de jornada no trabalho híbrido: como manter flexibilidade sem perder o controle?</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/09/01/controle-de-jornada-trabalho-hibrido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão de Ponto]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[controle de jornada]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[departamento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[home office]]></category>
		<category><![CDATA[ponto eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Secullum]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho híbrido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho híbrido deixou de ser uma solução temporária para se tornar parte da rotina de muitas empresas. Em vez de escolher entre escritório ou home office, organizações passaram a combinar os dois ambientes, permitindo que colaboradores alternem os locais de trabalho ao longo da semana. Essa flexibilidade pode trazer vantagens importantes para empresas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O trabalho híbrido deixou de ser uma solução temporária para se tornar parte da rotina de muitas empresas. Em vez de escolher entre escritório ou home office, organizações passaram a combinar os dois ambientes, permitindo que colaboradores alternem os locais de trabalho ao longo da semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa flexibilidade pode trazer vantagens importantes para empresas e profissionais. Porém, também cria um desafio para Recursos Humanos, Departamento Pessoal e gestores: <strong>como realizar o controle de jornada no trabalho híbrido de maneira confiável, simples e compatível com a legislação?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando parte da equipe está no escritório e outra parte trabalha remotamente, métodos de controle baseados exclusivamente em equipamentos físicos instalados na empresa podem não acompanhar mais a realidade da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">E o problema não está apenas em saber quando alguém começou ou terminou o expediente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O controle envolve horas extras, intervalos, banco de horas, atrasos, faltas, compensações, escalas e diversas outras informações que posteriormente serão utilizadas no fechamento do ponto e na folha de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, uma gestão eficiente da jornada híbrida depende de três elementos que precisam funcionar juntos: <strong>regras claras, tecnologia adequada e processos bem definidos</strong>.</p>
<h2>O trabalho híbrido continua relevante nas empresas brasileiras</h2>
<p class="isSelectedEnd">O modelo híbrido já ocupa uma posição significativa nas organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dados da quarta edição da pesquisa <strong>O Cenário do RH no Brasil</strong>, realizada pela ABRH Brasil em parceria com a Umanni, mostraram que 46,2% das organizações representadas pelos participantes adotavam o formato híbrido. O percentual ficou praticamente empatado com o modelo totalmente presencial, identificado em 46,6% das organizações pesquisadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O levantamento ouviu 3.821 profissionais de Recursos Humanos e ajuda a demonstrar como a flexibilidade passou a fazer parte das estratégias de gestão de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No cenário internacional, o comportamento é semelhante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dados atualizados da Gallup mostram que, entre trabalhadores norte-americanos cujas funções permitem trabalho remoto, <strong>52% atuam atualmente de forma híbrida</strong>, enquanto 26% trabalham exclusivamente remotamente e 22% permanecem totalmente presenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que simplesmente escolher onde trabalhar, portanto, as empresas precisam aprender a administrar equipes distribuídas sem perder organização, produtividade e segurança jurídica.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente nesse cenário que o controle de jornada ganha ainda mais importância.</p>
<h2>Trabalho híbrido precisa registrar ponto?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma dúvida comum entre gestores é imaginar que o trabalho realizado em casa automaticamente elimina a necessidade de controle de jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é tão simples assim.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação brasileira reconhece o teletrabalho ou trabalho remoto como aquele realizado fora das dependências do empregador, de maneira predominante ou não, utilizando tecnologias de informação e comunicação. Isso significa que até mesmo o comparecimento habitual às instalações da empresa não descaracteriza necessariamente esse regime.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei nº 14.442/2022 também modificou o artigo 62 da CLT. Atualmente, a exceção relacionada ao teletrabalho se refere especificamente aos <strong>empregados em regime de teletrabalho que prestam serviços por produção ou tarefa</strong>. Portanto, simplesmente trabalhar remotamente alguns dias da semana não significa estar automaticamente dispensado do controle de horário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro ponto importante está no artigo 74 da CLT.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para estabelecimentos com mais de 20 trabalhadores, a legislação determina a anotação dos horários de entrada e saída, permitindo registro manual, mecânico ou eletrônico, observadas as exceções previstas na própria legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, convenções coletivas e acordos coletivos podem estabelecer condições específicas relacionadas ao teletrabalho, controle da jornada, banco de horas e outras particularidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, antes de simplesmente retirar um colaborador do controle de ponto porque ele passou a trabalhar remotamente, a empresa deve analisar seu enquadramento jurídico, contrato de trabalho e instrumentos coletivos aplicáveis.</p>
<h2>O verdadeiro desafio não é saber onde o funcionário está</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um dos maiores erros na gestão híbrida é transformar controle de jornada em vigilância.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo do ponto não deveria ser acompanhar constantemente o colaborador, descobrir o que ele está fazendo ou medir cada minuto de produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que precisa ser registrado é a <strong>jornada efetivamente realizada</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há uma diferença importante entre controlar horário e controlar comportamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa pode permitir autonomia, flexibilidade e trabalho remoto enquanto mantém registros confiáveis de entrada, saída e intervalos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, quanto melhor estruturado estiver o processo, menor tende a ser a necessidade de cobranças manuais do RH.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10822" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-300x113.webp" alt="Centralize jornadas presenciais e remotas, reduza erros e facilite o fechamento do ponto." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>8 boas práticas para controlar a jornada em empresas híbridas</h2>
<p><strong>1. Crie uma política clara para o trabalho híbrido</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da tecnologia, vêm as regras.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa precisa estabelecer como o modelo híbrido funciona e comunicar isso claramente aos colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A política pode definir, por exemplo:</p>
<ul data-spread="false">
<li>dias presenciais e remotos;</li>
<li>horários de trabalho;</li>
<li>jornadas flexíveis, quando existentes;</li>
<li>períodos de intervalo;</li>
<li>procedimento para realização de horas extras;</li>
<li>regras de banco de horas;</li>
<li>procedimento em caso de esquecimento de ponto;</li>
<li>responsabilidades dos colaboradores;</li>
<li>responsabilidades dos gestores;</li>
<li>canais utilizados para solicitar ajustes;</li>
<li>procedimentos para alterações de escala.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quando essas regras não existem, cada gestor pode acabar criando seu próprio método.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um departamento permite flexibilidade de horário, outro exige jornada rígida. Um gestor aceita ajustes pelo WhatsApp, outro solicita por e-mail. Alguns colaboradores registram intervalos, outros não.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa falta de padronização aumenta significativamente o retrabalho do Departamento Pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ideal é transformar as regras da jornada híbrida em um processo institucional.</p>
<p><strong>2. Use o mesmo ambiente de gestão para o escritório e o home office</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ter um processo para os dias presenciais e outro completamente diferente para os dias remotos pode tornar o controle desnecessariamente complexo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um colaborador que registra o ponto em um equipamento físico na segunda-feira, utiliza uma planilha na terça-feira, envia o horário por mensagem na quarta-feira e volta ao relógio de ponto na quinta.</p>
<p class="isSelectedEnd">No fechamento mensal, alguém terá de reunir todas essas informações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais fontes de dados existem, maior é a possibilidade de divergência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma alternativa é utilizar uma solução de gestão capaz de centralizar registros provenientes de diferentes meios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, mesmo que o colaborador registre o ponto de maneiras diferentes conforme o local de trabalho, os dados chegam ao mesmo ambiente para tratamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">É exatamente aqui que sistemas de ponto preparados para operações híbridas se tornam importantes.</p>
<p><strong>3. Permita que o ponto acompanhe o colaborador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O relógio de ponto instalado na empresa continua sendo extremamente útil para operações presenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas o colaborador que trabalha remotamente também precisa de uma maneira adequada de registrar sua jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Soluções modernas podem permitir registros por computador ou dispositivos móveis, dependendo da configuração utilizada pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regulamentação brasileira reconhece diferentes modalidades de registro eletrônico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Portaria nº 671/2021 estabelece três categorias:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>REP-C</strong>, Registrador Eletrônico de Ponto Convencional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>REP-A</strong>, Registrador Eletrônico de Ponto Alternativo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>REP-P</strong>, Registrador Eletrônico de Ponto via Programa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa evolução permite que o controle eletrônico acompanhe diferentes realidades operacionais, inclusive empresas com equipes distribuídas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, por exemplo, a gestão de jornada pode ser estruturada por meio das soluções Secullum, permitindo reunir os registros dos colaboradores em um ambiente preparado para o tratamento do ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da configuração adotada, recursos como registro pelo aplicativo e informações relacionadas à localização da marcação podem auxiliar operações que possuem colaboradores trabalhando fora da sede.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia precisa facilitar a rotina, e não criar mais etapas para o colaborador.</p>
<p><strong>4. Não transforme geolocalização em vigilância</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de registrar a localização de uma marcação é bastante útil para determinadas operações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porém, existe uma diferença entre <strong>identificar onde determinado ponto foi registrado</strong> e acompanhar continuamente a localização do profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro pode ajudar na validação do registro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O segundo envolve questões muito mais amplas relacionadas à privacidade e proteção de dados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa deve trabalhar com critérios claros, transparência e necessidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também é importante lembrar que informações de localização podem estar relacionadas a dados pessoais e, portanto, exigem cuidados compatíveis com a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD.</p>
<p class="isSelectedEnd">A melhor tecnologia é aquela que oferece segurança sem criar uma cultura de desconfiança.</p>
<p><strong>5. Trate horas extras antes que elas virem um problema</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em equipes híbridas, alguns excessos de jornada podem ficar menos visíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">No escritório, é mais fácil perceber que alguém permanece trabalhando depois do expediente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em casa, isso pode não acontecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador encerra uma reunião às 18h, responde mensagens às 18h30, termina uma tarefa às 19h e continua acessando sistemas depois disso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se esses comportamentos se tornarem frequentes, a empresa pode acumular horas extraordinárias sem perceber.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, um bom controle de jornada não serve apenas para calcular horas extras no final do mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele também pode ajudar a <strong>identificar tendências antes do fechamento</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH e os gestores podem acompanhar situações como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>aumento das horas extras;</li>
<li>jornadas prolongadas;</li>
<li>excesso de saldo no banco de horas;</li>
<li>intervalos inconsistentes;</li>
<li>atrasos recorrentes;</li>
<li>departamentos com sobrecarga.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Esse acompanhamento transforma o ponto em ferramenta de gestão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de descobrir no fechamento que determinado setor acumulou dezenas de horas extras, a empresa consegue identificar o problema durante o mês e avaliar sua causa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode existir falta de pessoal, distribuição inadequada das demandas, problemas de escala, excesso de reuniões ou simplesmente uma configuração incorreta da jornada.</p>
<p><strong>6. Defina um processo para esquecimentos e ajustes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Esquecimentos acontecem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador pode começar a trabalhar e perceber horas depois que não registrou o ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode haver falha de internet, dificuldade com o dispositivo ou uma situação excepcional.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema não é existir uma inconsistência.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema começa quando ninguém sabe como resolvê-la.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em empresas sem processo definido, surgem mensagens como:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Esqueci de bater o ponto ontem.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Pode colocar minha saída às 18h?&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Minha internet caiu.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Trabalhei normalmente, mas não apareceu no sistema.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando essas solicitações chegam por WhatsApp, e-mail, conversa presencial e outros canais diferentes, o RH precisa reconstruir acontecimentos no fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, estabeleça um fluxo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador solicita o ajuste, informa o motivo, o responsável analisa e o histórico fica registrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Portaria nº 671 também determina requisitos para preservar a fidelidade das marcações nos sistemas eletrônicos de ponto. Sistemas adequados não devem simplesmente apagar ou modificar livremente o registro original realizado pelo empregado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ter rastreabilidade protege tanto a empresa quanto o trabalhador.</p>
<p><strong>7. Dê visibilidade da jornada ao próprio colaborador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Controle de ponto não deveria ser uma informação que apenas o RH consegue enxergar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o trabalhador consegue acompanhar seus registros, banco de horas, atrasos e ocorrências, aumenta a possibilidade de identificar divergências rapidamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso também muda uma dinâmica comum dentro das empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de o colaborador descobrir uma diferença somente depois da folha processada, ele pode acompanhar sua jornada ao longo do mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Portaria nº 671 prevê requisitos relacionados à disponibilização de comprovantes das marcações realizadas nos sistemas eletrônicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de atender às exigências relacionadas ao registro eletrônico, essa transparência ajuda a fortalecer a relação entre empresa e trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto deixa de ser percebido como uma ferramenta exclusivamente de fiscalização e passa a funcionar como registro compartilhado da relação de trabalho.</p>
<p><strong>8. Não espere o fechamento do mês para analisar o ponto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez essa seja uma das mudanças mais importantes que a tecnologia permite.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tradicionalmente, muitas empresas tratam o ponto apenas no fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH espera o último dia do período e começa uma verdadeira operação:</p>
<p class="isSelectedEnd">conferir marcações, localizar faltas, analisar horas extras, cobrar justificativas, conferir atestados, ajustar banco de horas e tentar descobrir o que aconteceu semanas atrás.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a empresa, maior o problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma gestão moderna trabalha de maneira diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">As ocorrências são acompanhadas durante o período.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se existe uma marcação faltante, ela pode ser tratada rapidamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se as horas extras aumentaram, o gestor recebe a informação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se existe saldo elevado de banco de horas, é possível planejar compensações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fechamento, então, deixa de ser uma corrida contra o relógio e passa a ser apenas a consolidação de informações que já foram acompanhadas.</p>
<h2>Trabalho híbrido exige confiança, mas confiança não significa ausência de processo</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma discussão importante quando falamos de trabalho remoto.</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Se existe confiança no colaborador, por que controlar a jornada?&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque são assuntos diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Confiança é uma característica da relação entre empresa e trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Controle de jornada é um processo administrativo e, em muitas situações, uma obrigação relacionada à legislação trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa pode confiar plenamente em seus profissionais e ainda manter registros de jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aliás, um sistema transparente pode até contribuir para essa confiança.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador sabe quais informações estão sendo registradas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O gestor possui dados objetivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH reduz interpretações subjetivas.</p>
<p class="isSelectedEnd">E a empresa cria um histórico confiável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pesquisas internacionais da Gallup mostram que o sucesso do trabalho híbrido depende muito mais da qualidade da gestão e das regras adotadas pelas equipes do que simplesmente do local onde as pessoas trabalham. Em seus estudos, a organização destaca que equipes híbridas mais eficientes estabelecem normas claras de funcionamento e revisam periodicamente sua forma de trabalhar.</p>
<h2>Controle de jornada também ajuda a proteger o colaborador</h2>
<p class="isSelectedEnd">É comum analisar o ponto apenas sob a perspectiva da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas um registro confiável também protege o trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele documenta a jornada realizada e permite acompanhar situações como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>horas extraordinárias;</li>
<li>intervalos;</li>
<li>atrasos;</li>
<li>banco de horas;</li>
<li>compensações;</li>
<li>ausências;</li>
<li>folgas;</li>
<li>adicional noturno.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Em um modelo híbrido, essa documentação pode ser ainda mais importante porque parte das atividades acontece longe da estrutura física da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um bom sistema cria uma fonte organizada de informação para os dois lados.</p>
<h2>Os erros mais comuns no controle de ponto híbrido</h2>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo empresas que já possuem alguma forma de controle podem cometer erros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os mais frequentes estão:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Usar planilhas paralelas para o home office.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Isso fragmenta as informações e aumenta o risco de divergências.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Não definir regras para horas extras remotas.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador continua conectado depois do expediente e a empresa não acompanha a recorrência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ignorar os intervalos.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Trabalhar em casa não elimina os períodos de descanso aplicáveis à jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Retirar automaticamente todos os trabalhadores remotos do controle de ponto.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O enquadramento precisa ser analisado conforme a legislação, contrato e instrumentos coletivos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Deixar ajustes para o fechamento.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais tempo passa, mais difícil é reconstruir a jornada corretamente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Permitir processos diferentes em cada departamento.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Isso dificulta a governança do RH.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Tratar ponto como ferramenta de produtividade.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Horas registradas não são sinônimo automático de produtividade. O ponto controla jornada. Resultados devem ser acompanhados por indicadores adequados à função.</p>
<h2>O papel dos gestores na jornada híbrida</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não adianta ter uma excelente tecnologia se a liderança não respeita as regras estabelecidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gestores precisam conhecer a política de jornada e entender seus próprios limites.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um exemplo simples ajuda a ilustrar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se determinado colaborador encerra o expediente às 18h, mas seu gestor frequentemente envia demandas às 19h esperando resposta imediata, existe uma incompatibilidade entre a política formal e a cultura prática da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo vale para mensagens durante intervalos, solicitações em finais de semana e reuniões marcadas fora da jornada habitual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, treinamento sobre controle de jornada não deveria ficar restrito ao RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">A liderança tem participação direta na construção de uma cultura saudável de trabalho híbrido.</p>
<h2>Tecnologia pode transformar o ponto em informação estratégica</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema moderno de gestão de jornada oferece muito mais do que um conjunto de horários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando os dados estão organizados, o RH pode acompanhar tendências relevantes para a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por exemplo:</p>
<p class="isSelectedEnd">Um departamento está constantemente realizando horas extras?</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode existir necessidade de contratação ou redistribuição de tarefas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os atrasos aumentaram nos dias presenciais?</p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez seja necessário avaliar horários, deslocamento ou política interna.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe saldo elevado de banco de horas?</p>
<p class="isSelectedEnd">É possível planejar compensações antes que o problema aumente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Determinada equipe possui muitas inconsistências de ponto?</p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez esteja faltando treinamento ou as regras não estejam claras.</p>
<p class="isSelectedEnd">O controle de jornada passa, portanto, a gerar informações que ajudam na tomada de decisão.</p>
<h2>Como a Ponto Tecnologia pode ajudar na gestão da jornada híbrida?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Organizar o trabalho híbrido exige uma solução capaz de acompanhar diferentes rotinas sem tornar a operação mais complicada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia trabalha com soluções Secullum para gestão de jornada, permitindo estruturar processos para equipes presenciais, externas, remotas e híbridas dentro de uma estratégia integrada de controle de ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma configuração adequada, a empresa pode reunir registros de jornada, acompanhar ocorrências, administrar banco de horas, tratar justificativas e facilitar o fechamento do ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mais importante é que a tecnologia seja configurada de acordo com a realidade da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada operação possui jornadas, escalas, acordos e necessidades diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, não basta simplesmente instalar um sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd">É preciso estruturar corretamente as regras.</p>
<h2>Flexibilidade e controle podem caminhar juntos</h2>
<p class="isSelectedEnd">O trabalho híbrido não precisa representar perda de controle para o RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na verdade, pode acontecer exatamente o contrário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a empresa substitui processos manuais e informações descentralizadas por uma gestão digital da jornada, passa a ter uma visão mais organizada da operação, independentemente de onde o colaborador esteja trabalhando.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo não deve ser aumentar a fiscalização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Deve ser aumentar a <strong>clareza</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Clareza sobre horários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Clareza sobre horas extras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Clareza sobre banco de horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Clareza sobre responsabilidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Clareza sobre os registros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com política interna bem estruturada, gestores preparados e um sistema adequado de controle de ponto, é possível preservar a flexibilidade do modelo híbrido sem abrir mão de segurança, organização e conformidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Afinal, o local de trabalho pode mudar ao longo da semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">A gestão da jornada não pode depender disso.</p>
<h2>Quer simplificar o controle de jornada da sua empresa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia ajuda empresas a modernizar seus processos de gestão de ponto com soluções adequadas para diferentes jornadas, escalas e modelos de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se sua empresa possui colaboradores presenciais, externos, remotos ou híbridos, vale avaliar se o atual processo de controle acompanha essa realidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nossa rotina é facilitar a sua.</strong></p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10823" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-300x113.webp" alt="Uma gestão flexível para equipes presenciais, remotas e externas." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale-alimentação ganha importância na atração e retenção de talentos, e como fica o benefício no trabalho remoto?</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/31/vale-alimentacao-atracao-retencao-trabalho-remoto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:44:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias - Fique Atento]]></category>
		<category><![CDATA[atração de talentos]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[home office]]></category>
		<category><![CDATA[jornada de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[PAT]]></category>
		<category><![CDATA[retenção de talentos]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho remoto]]></category>
		<category><![CDATA[vale alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[vale refeição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10812</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, benefícios como vale-alimentação e vale-refeição apareceram nas vagas de emprego quase como informações complementares. Salário, cargo e possibilidade de crescimento profissional normalmente ocupavam o centro da proposta. O cenário está mudando. Em um contexto no qual alimentação, moradia, transporte e outros custos básicos comprometem uma parcela significativa do orçamento familiar, os benefícios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Durante muito tempo, benefícios como vale-alimentação e vale-refeição apareceram nas vagas de emprego quase como informações complementares. Salário, cargo e possibilidade de crescimento profissional normalmente ocupavam o centro da proposta.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário está mudando.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em um contexto no qual alimentação, moradia, transporte e outros custos básicos comprometem uma parcela significativa do orçamento familiar, os benefícios corporativos passaram a exercer um papel muito mais relevante na percepção que o profissional constrói sobre uma empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre eles, o <strong>vale-alimentação ganhou destaque na atração e retenção de talentos</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma pesquisa da Pluxee realizada em fevereiro de 2026 com 1.203 trabalhadores formais brasileiros mostrou que o vale-alimentação foi apontado como o benefício mais importante por <strong>49% dos entrevistados</strong>, superando até mesmo o plano de saúde, mencionado por 46%, e o vale-refeição, lembrado por 31%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dado chama atenção, mas existe outro ainda mais importante para os departamentos de Recursos Humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Oferecer o benefício não significa necessariamente que ele esteja cumprindo bem sua função.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o mesmo levantamento, <strong>62% dos trabalhadores afirmaram que o vale-alimentação não é suficiente para cobrir as compras do mês</strong>. No caso do vale-refeição, 44% precisam complementar o benefício utilizando recursos do próprio bolso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso muda a discussão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pergunta das empresas deixa de ser apenas &#8220;oferecemos vale-alimentação?&#8221; e passa a ser também:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O benefício que oferecemos realmente faz diferença para quem trabalha conosco?</strong></p>
<h2>Vale-alimentação deixou de ser apenas um benefício complementar</h2>
<p class="isSelectedEnd">Benefícios corporativos fazem parte da chamada remuneração indireta. Mesmo não sendo salário, eles ajudam a definir o valor que um profissional percebe na relação com a empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, duas empresas podem oferecer remunerações semelhantes e gerar percepções completamente diferentes dependendo do pacote de benefícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um vale-alimentação adequado pode representar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>menor comprometimento do salário com despesas básicas;</li>
<li>maior previsibilidade do orçamento familiar;</li>
<li>possibilidade de realizar compras de alimentos durante todo o mês;</li>
<li>percepção de cuidado por parte da empresa;</li>
<li>maior satisfação com o pacote de remuneração;</li>
<li>diferencial competitivo durante processos seletivos.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O <strong>Panorama do RH 2026</strong>, elaborado pela Caju a partir da análise de mais de <strong>59 mil empresas e 127 milhões de transações</strong>, reforça esse protagonismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o estudo, o auxílio-alimentação aparece entre as categorias mais oferecidas pelas empresas brasileiras. A Caju identificou que aproximadamente <strong>63% das organizações analisadas oferecem essa modalidade de benefício</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, o benefício está deixando de funcionar simplesmente como diferencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo do setor e do perfil profissional disputado pela empresa, não oferecer alimentação adequada pode significar ficar abaixo do padrão esperado pelo mercado.</p>
<h2>O grande problema é que o benefício acaba cedo demais</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma diferença importante entre disponibilizar um benefício e oferecer um valor realmente compatível com seu objetivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os números mostram bem essa distância.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Panorama do RH 2026 identificou que o saldo destinado exclusivamente à alimentação é utilizado, em média, em aproximadamente <strong>15 dias</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa necessariamente que o trabalhador fique sem alimentos depois desse período. Significa que o recurso especificamente disponibilizado pela empresa acaba e o restante passa a ser custeado pelo próprio profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">No vale-refeição, a pressão sobre o orçamento também aparece.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dados apresentados pela Pluxee e repercutidos pelo Mundo RH apontam que, no primeiro semestre de 2026, o benefício conseguia financiar aproximadamente <strong>nove dias úteis de refeições</strong>. Em 2019, eram aproximadamente 18 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor médio do benefício chegou a R$ 583,75, enquanto o preço médio da refeição alcançou R$ 44,69.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o RH, essa informação merece atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o benefício termina muito antes do fim do mês, parte de sua capacidade de gerar satisfação também desaparece.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador continua enxergando o benefício como importante, mas começa a perceber sua insuficiência.</p>
<h2>Benefícios podem influenciar a percepção do colaborador sobre a empresa</h2>
<p class="isSelectedEnd">É importante ter cuidado para não atribuir a retenção de talentos a um único benefício.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um profissional dificilmente permanece em uma organização exclusivamente por causa do vale-alimentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Salário competitivo, boas lideranças, segurança psicológica, reconhecimento, oportunidades de desenvolvimento, clima organizacional e equilíbrio entre vida profissional e pessoal continuam sendo elementos fundamentais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo assim, os dados mostram uma relação interessante entre benefícios e satisfação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo informações da pesquisa da Pluxee apresentadas pelo Mundo RH, trabalhadores sem benefícios apresentaram <strong>eNPS de +2</strong>, enquanto profissionais que recebiam um conjunto formado por alimentação, refeição e saúde alcançaram <strong>+44</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando considerado individualmente, o vale-alimentação apresentou NPS de <strong>+30</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os números não permitem afirmar que o vale-alimentação sozinho seja responsável pela permanência dos profissionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Eles indicam, porém, que benefícios percebidos como úteis podem contribuir para uma relação mais positiva com a organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">E existe uma razão bastante simples para isso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alimentação não é um benefício utilizado eventualmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela faz parte da rotina diária.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10814" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18-300x113.webp" alt="Presencial, híbrido ou remoto, tenha mais controle sobre jornadas, banco de horas e rotinas do DP." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-18.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Vale-alimentação também pode ajudar a proteger o salário</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine dois trabalhadores com a mesma remuneração mensal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um recebe um benefício de alimentação suficiente para financiar parte relevante das compras da família.</p>
<p class="isSelectedEnd">O outro precisa utilizar integralmente seu salário para essa despesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Embora a remuneração nominal seja a mesma, a disponibilidade financeira no final do mês pode ser bastante diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, benefícios ligados às necessidades essenciais costumam possuir uma percepção de valor muito elevada.</p>
<p class="isSelectedEnd">O profissional não enxerga apenas o valor depositado no cartão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele percebe quanto daquele dinheiro deixou de sair diretamente do salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa lógica também explica por que valores aparentemente pequenos podem gerar diferenças importantes na experiência do colaborador quando observados ao longo de 12 meses.</p>
<h2>O custo dos alimentos também deveria entrar no planejamento do RH</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe outro problema comum na gestão de benefícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa define determinado valor de vale-alimentação durante a implantação e passa anos repetindo o mesmo crédito mensal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto isso, os preços mudam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o reajuste do benefício não acompanha minimamente a realidade do trabalhador, seu poder de compra é gradualmente reduzido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria pesquisa da Pluxee mostra essa percepção: 62% dos profissionais entrevistados consideram insuficiente o valor recebido para alimentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o planejamento de benefícios pode considerar critérios como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>preço médio da alimentação na região;</li>
<li>custo da cesta básica;</li>
<li>inflação dos alimentos;</li>
<li>quantidade média de dias úteis;</li>
<li>perfil dos colaboradores;</li>
<li>valores praticados por empresas concorrentes;</li>
<li>pesquisas de clima e satisfação;</li>
<li>percentual de trabalhadores que precisam complementar o benefício;</li>
<li>convenções e acordos coletivos aplicáveis.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A ideia não é necessariamente reajustar valores todos os meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">O importante é evitar que o benefício seja esquecido durante anos.</p>
<h2>E quem trabalha em home office, tem direito ao vale-alimentação?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Essa é uma dúvida cada vez mais relevante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o colaborador permanece trabalhando oito horas por dia em casa, continua realizando intervalos e naturalmente continua precisando se alimentar, faria sentido retirar o benefício simplesmente porque ele deixou de comparecer fisicamente à empresa?</p>
<p class="isSelectedEnd">Do ponto de vista da gestão de pessoas, a discussão merece bastante atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Do ponto de vista jurídico, entretanto, precisamos separar aquilo que parece razoável daquilo que é efetivamente obrigatório.</p>
<h2>Vale-alimentação é obrigatório pela CLT?</h2>
<p class="isSelectedEnd">De forma geral, <strong>a CLT não estabelece que toda empresa brasileira seja obrigada a fornecer vale-alimentação ou vale-refeição aos seus empregados</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O benefício pode, entretanto, tornar-se obrigatório em determinadas situações, principalmente quando estiver previsto em:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Convenção Coletiva de Trabalho;</li>
<li>Acordo Coletivo de Trabalho;</li>
<li>contrato de trabalho;</li>
<li>regras específicas da categoria;</li>
<li>política interna ou condição já incorporada à relação de trabalho, dependendo das circunstâncias.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A própria Pluxee destaca que VA e VR não são benefícios universalmente obrigatórios pela CLT e que a obrigação pode decorrer das normas coletivas ou das condições estabelecidas pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, antes de conceder, alterar ou retirar o benefício, o RH precisa analisar a realidade específica da categoria profissional.</p>
<h2>E no trabalho remoto, existe obrigação?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Também não existe uma regra geral determinando que todo trabalhador remoto obrigatoriamente receba vale-alimentação apenas pelo fato de trabalhar em home office.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, <strong>migrar para o trabalho remoto também não significa que o benefício possa automaticamente ser retirado</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CLT estabelece que não há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento da empresa, no domicílio ou a distância quando estão presentes os requisitos da relação de emprego.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, a aplicação de benefícios precisa observar o contrato e principalmente a norma coletiva da categoria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há convenções coletivas atualmente registradas no sistema Mediador do Ministério do Trabalho que deixam isso muito claro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma delas determina expressamente que o auxílio-refeição ou alimentação será pago <strong>independentemente de o trabalho ocorrer nas dependências da empresa ou remotamente em home office ou teletrabalho</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra prevê que profissionais em teletrabalho recebam ao menos <strong>50% do vale-alimentação ou vale-refeição</strong>, mantendo também outros benefícios sociais previstos na convenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem ainda instrumentos coletivos com regras diferentes para trabalhadores presenciais, híbridos e remotos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso mostra por que não existe uma resposta única.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A empresa precisa verificar a Convenção Coletiva ou o Acordo Coletivo da categoria antes de definir como será o benefício durante o trabalho remoto.</strong></p>
<h2>&#8220;Mas trabalhando em casa ele também precisa comer&#8221;</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sim.</p>
<p class="isSelectedEnd">E esse é justamente um ponto interessante quando saímos da obrigação jurídica e entramos na estratégia de gestão de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma pessoa trabalhando remotamente continua cumprindo sua jornada, realizando suas atividades e tendo necessidades básicas ao longo do dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença é apenas onde o trabalho acontece.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, mesmo quando não existe obrigação expressa, a manutenção do vale-alimentação pode fazer parte de uma política de benefícios coerente com o modelo de trabalho adotado pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também existe uma diferença conceitual importante entre alguns benefícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">O vale-transporte, por exemplo, está diretamente relacionado ao deslocamento do trabalhador entre residência e trabalho. Se o deslocamento deixa de acontecer em determinados dias, a lógica do benefício naturalmente muda.</p>
<p class="isSelectedEnd">A alimentação não desaparece no home office.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela apenas acontece em outro lugar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por essa razão, diversas empresas passaram a estruturar benefícios para que possam ser utilizados tanto por equipes presenciais quanto por profissionais remotos e híbridos.</p>
<h2>Vale-refeição e vale-alimentação são a mesma coisa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Embora tenham objetivos semelhantes, eles normalmente possuem formas de utilização diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O <strong>vale-refeição</strong> é tradicionalmente utilizado para o pagamento de refeições prontas em restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O <strong>vale-alimentação</strong> costuma ser direcionado à compra de alimentos em supermercados, mercados, açougues, padarias e estabelecimentos do gênero.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para trabalhadores remotos, o vale-alimentação pode ganhar ainda mais relevância justamente porque parte das refeições passa a ser preparada na própria residência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já sistemas de benefícios mais flexíveis permitem às empresas estruturar diferentes categorias conforme sua política e as regras aplicáveis.</p>
<h2>Novas regras do vale-alimentação também merecem atenção</h2>
<p class="isSelectedEnd">O mercado de benefícios passou recentemente por mudanças regulatórias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Decreto nº 12.712/2025 estabeleceu novas regras para vale-alimentação e vale-refeição, e o Ministério do Trabalho e Emprego esclareceu em julho de 2026 que suas disposições se aplicam às empresas que concedem esses benefícios, estejam ou não inscritas no Programa de Alimentação do Trabalhador, o PAT.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os objetivos da regulamentação está preservar a finalidade do benefício, ou seja, garantir que os recursos sejam efetivamente utilizados para alimentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o RH e o Departamento Pessoal, isso reforça a necessidade de acompanhar não apenas valores, mas também mudanças na legislação e nas regras de utilização.</p>
<h2>Benefícios e gestão de jornada precisam conversar</h2>
<p class="isSelectedEnd">O trabalho remoto também trouxe outra mudança importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ter pessoas trabalhando fora da empresa não elimina a necessidade de gerir corretamente a jornada quando o colaborador está sujeito ao controle de horário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entradas, saídas, intervalos, banco de horas, horas extras, faltas e compensações continuam fazendo parte da rotina do Departamento Pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, benefícios e jornada não deveriam ser administrados como processos completamente isolados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um benefício definido de acordo com dias efetivamente trabalhados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o RH não possui informações confiáveis sobre jornada, afastamentos e ausências, aumenta o risco de divergências também na administração dos benefícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sistemas de gestão de ponto ajudam a centralizar essas informações e trazem maior precisão ao fechamento mensal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com soluções como o <strong>Secullum Ponto Web</strong>, por exemplo, empresas conseguem administrar jornadas presenciais, híbridas e remotas, acompanhar registros, horas extras, banco de horas, justificativas e outras informações relevantes para o Departamento Pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia não decide qual benefício cada colaborador deverá receber.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela fornece informações mais confiáveis para que o RH aplique corretamente as regras definidas pela empresa e pelas normas coletivas.</p>
<h2>Como saber se o vale-alimentação oferecido pela empresa é competitivo?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não existe um único valor ideal para todas as organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas podem começar analisando cinco dimensões.</p>
<p><strong>1. Mercado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Pesquise o que organizações do mesmo setor e da mesma região estão oferecendo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Benefícios também fazem parte da disputa por profissionais.</p>
<p><strong>2. Poder de compra</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Avalie quanto o valor efetivamente representa nas compras mensais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um benefício de R$ 500 pode ter impactos diferentes dependendo da cidade onde o profissional mora.</p>
<p><strong>3. Percepção dos colaboradores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Pergunte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pesquisas de clima, formulários internos e conversas estruturadas podem revelar se o benefício é considerado adequado.</p>
<p><strong>4. Duração</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entenda em quanto tempo o saldo normalmente é utilizado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se a maior parte dos colaboradores precisa complementar o benefício ainda na primeira metade do mês, existe um indicador importante para avaliação.</p>
<p><strong>5. Normas coletivas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de qualquer decisão, confira Convenções Coletivas e Acordos Coletivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O benefício pode possuir valor mínimo, regra de reajuste ou condições específicas de concessão.</p>
<h2>O RH precisa olhar além da quantidade de benefícios</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um pacote com dez benefícios pouco utilizados não necessariamente será percebido como melhor do que um pacote com cinco benefícios realmente relevantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse talvez seja um dos principais aprendizados para os RHs.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo não deveria ser apenas aumentar a quantidade de itens oferecidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Deveria ser aumentar o valor percebido.</p>
<p class="isSelectedEnd">E alimentação aparece justamente nesse ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">É um benefício extremamente concreto.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador consegue perceber facilmente quanto recebe, onde pode utilizar e quanto tempo aquele valor dura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o benefício funciona bem, a percepção também aparece rapidamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se funciona mal, a insatisfação também.</p>
<h2>Vale-alimentação pode ser uma ferramenta de retenção?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Pode contribuir, mas não deve ser tratado isoladamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nenhuma empresa conseguirá compensar liderança ruim, salários incompatíveis ou ambiente tóxico oferecendo um cartão alimentação maior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Retenção de talentos é resultado de uma combinação de fatores.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que os dados atuais mostram é que alimentação merece estar entre esses fatores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando quase metade dos trabalhadores coloca o VA entre suas maiores prioridades e mais de 60% dizem que o valor não chega ao final do mês, existe uma oportunidade clara para as empresas repensarem sua estratégia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de simplesmente copiar o pacote de benefícios praticado pelo mercado, o RH pode perguntar:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quais benefícios realmente melhoram a vida das pessoas que trabalham aqui?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa pergunta provavelmente produzirá respostas muito mais valiosas.</p>
<h2>Para concluir</h2>
<p class="isSelectedEnd">A disputa por talentos não acontece apenas na linha do salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada vez mais, os profissionais observam o conjunto da experiência oferecida pela empresa, e benefícios ligados às necessidades básicas possuem enorme peso nessa percepção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O vale-alimentação é um bom exemplo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele pode ajudar a proteger parte da renda do trabalhador, contribuir com a organização financeira familiar e tornar o pacote de remuneração mais competitivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, os dados mostram um desafio importante: não basta conceder o benefício se seu valor perder rapidamente o poder de compra.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para trabalhadores remotos, a discussão exige ainda mais cuidado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Não existe uma obrigação geral na CLT determinando vale-alimentação para todo profissional em home office. Porém, o trabalho remoto também não autoriza automaticamente a retirada do benefício.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Convenções e acordos coletivos, contratos, políticas internas e regras específicas precisam ser avaliados antes de qualquer mudança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para empresas, portanto, a melhor estratégia combina três elementos: <strong>legislação, dados e escuta dos colaboradores</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">E, quando o assunto envolve diferentes jornadas, equipes presenciais, híbridas ou remotas, contar com informações confiáveis sobre o trabalho realizado também é fundamental.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia atua com soluções para <strong>gestão de jornada, controle de ponto e automação dos processos do Departamento Pessoal</strong>, ajudando empresas a transformar dados de jornada em uma gestão mais organizada, segura e eficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque benefícios podem ajudar a atrair pessoas.</p>
<p>Mas são processos bem estruturados, boas experiências e uma gestão que entende a realidade dos colaboradores que ajudam a construir relações de trabalho capazes de durar.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10815" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18-300x113.webp" alt="Centralize informações de jornada e reduza retrabalhos no fechamento do ponto." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-18.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/31/vale-alimentacao-atracao-retencao-trabalho-remoto/">Vale-alimentação ganha importância na atração e retenção de talentos, e como fica o benefício no trabalho remoto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Split Payment: entenda como a nova forma de recolhimento de impostos pode impactar o caixa das empresas</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/28/split-payment-impactos-caixa-empresas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:42:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leis]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias - Fique Atento]]></category>
		<category><![CDATA[capital de giro]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de caixa]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[IBS]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento tributário]]></category>
		<category><![CDATA[reforma tributária]]></category>
		<category><![CDATA[split payment]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10805</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Reforma Tributária brasileira promete transformar profundamente a forma como empresas calculam, registram e recolhem tributos sobre o consumo. Entre as mudanças mais relevantes está um mecanismo que ainda parece distante da rotina de muitos empresários, mas que merece atenção desde agora: o split payment. Em uma tradução simples, split payment significa algo como &#8220;pagamento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária brasileira promete transformar profundamente a forma como empresas calculam, registram e recolhem tributos sobre o consumo. Entre as mudanças mais relevantes está um mecanismo que ainda parece distante da rotina de muitos empresários, mas que merece atenção desde agora: o <strong>split payment</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em uma tradução simples, split payment significa algo como &#8220;pagamento dividido&#8221; ou &#8220;pagamento segregado&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a proposta é permitir que, no momento em que uma empresa recebe o pagamento por uma venda ou prestação de serviço, uma parcela correspondente ao IBS e à CBS seja automaticamente separada e destinada à administração tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa uma mudança importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, de maneira bastante simplificada, uma empresa realiza suas vendas, recebe os valores e, posteriormente, calcula e recolhe os tributos devidos conforme seu regime e período de apuração.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o split payment, parte desse intervalo entre <strong>receber o dinheiro e efetivamente pagar o imposto</strong> tende a desaparecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">E é justamente aí que começa uma das principais preocupações dos empresários: o impacto sobre o <strong>fluxo de caixa e o capital de giro</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão, portanto, não é apenas tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">É financeira, operacional e estratégica.</p>
<h2>O que é split payment?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O split payment é um mecanismo de recolhimento criado dentro da estrutura da Reforma Tributária do Consumo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei Complementar nº 214/2025 determina que, em determinadas transações envolvendo bens ou serviços, os prestadores de serviços de pagamento e instituições responsáveis pelos sistemas de pagamento deverão separar e recolher os valores correspondentes ao IBS e à CBS no momento da liquidação financeira da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Receita Federal define o mecanismo como uma forma de separação automática dos tributos no momento em que ocorre o pagamento da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine, de forma simplificada, que uma empresa venda um produto por R$ 1.000.</p>
<p class="isSelectedEnd">Hoje, normalmente, os R$ 1.000 entram inicialmente no fluxo financeiro da empresa. Depois disso, conforme a legislação aplicável, ocorre a apuração e o pagamento dos tributos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o split payment, o sistema poderá identificar quanto daquela transação corresponde ao IBS e à CBS.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor destinado aos tributos será segregado, e o restante seguirá para o fornecedor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ou seja, a empresa poderá deixar de ter temporariamente em seu caixa uma parcela do dinheiro que, embora corresponda a uma obrigação tributária futura, atualmente pode permanecer disponível durante parte do ciclo financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">É essa diferença que merece atenção.</p>
<h2>IBS e CBS: por que esses impostos aparecem nessa discussão?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O split payment está diretamente relacionado à criação do novo modelo de tributação sobre o consumo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária estabeleceu dois importantes tributos:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços:</strong> tributo de competência federal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IBS, Imposto sobre Bens e Serviços:</strong> tributo administrado de maneira compartilhada por estados e municípios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Eles fazem parte de um modelo de IVA, Imposto sobre Valor Agregado, e substituirão progressivamente diversos tributos atualmente existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A transição já começou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2026, o sistema está em fase de testes e adaptação, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, observadas as regras de compensação previstas para o período. A partir de 2027, começa uma nova etapa, com avanço da CBS e extinção de PIS e Cofins. A transição de ICMS e ISS para o IBS ocorrerá gradualmente entre 2029 e 2032, até que o novo modelo esteja integralmente implementado em 2033.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, quando se fala em Reforma Tributária, não estamos falando de uma mudança que acontecerá de uma única vez.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe um cronograma de transição.</p>
<h2>O split payment começa em 2027?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Este é um ponto que exige bastante cuidado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ano de 2026 está sendo utilizado para adaptação tecnológica e implantação de várias estruturas necessárias ao novo sistema tributário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já existem documentos técnicos preparando os sistemas fiscais para a vinculação das transações financeiras aos documentos fiscais eletrônicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma Nota Técnica relacionada ao Bilhete de Passagem Eletrônico, por exemplo, registra que a implantação do split payment está prevista para ocorrer a partir de 2027, enquanto os campos criados em 2026 possuem caráter preparatório.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a regulamentação permite que a implantação ocorra <strong>em etapas</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Decreto nº 12.955/2026 prevê que uma primeira etapa poderá alcançar inicialmente determinadas operações entre contribuintes do regime regular e determinados arranjos de pagamento, inclusive com possibilidade de utilização facultativa conforme regulamentação específica. Posteriormente, o mecanismo poderá ser ampliado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, afirmar simplesmente que &#8220;a partir de 1º de janeiro de 2027 todo Pix terá imposto automaticamente descontado&#8221; seria uma simplificação incorreta.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário é mais complexo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A infraestrutura para o split payment está sendo construída, a implantação está associada a 2027, mas a aplicação tende a ser gradual e dependerá dos atos operacionais da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10809" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17-300x113.webp" alt="Uma gestão de ponto eficiente ajuda a reduzir horas extras, evitar inconsistências e controlar melhor os custos trabalhistas." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-17.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Como o split payment poderá funcionar na prática?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um dos pilares do novo sistema será a comunicação entre três elementos:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>documento fiscal,</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>transação financeira,</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>apuração tributária.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação prevê que as informações do documento fiscal sejam utilizadas para determinar o tratamento da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, em uma venda ou prestação de serviço sujeita ao mecanismo, o sistema poderá identificar os valores de IBS e CBS relacionados à transação e fazer a segregação no momento da liquidação financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lógica é criar uma espécie de arrecadação integrada ao próprio sistema de pagamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso pode envolver meios eletrônicos de pagamento e diferentes arranjos financeiros conforme eles sejam gradualmente incorporados à estrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria legislação estabelece que a segregação ocorrerá na data da liquidação financeira da transação. Em pagamentos parcelados, o recolhimento também poderá ocorrer proporcionalmente em cada parcela.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa arquitetura representa uma enorme mudança tecnológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema tributário deixa de depender exclusivamente de uma declaração posterior do contribuinte e passa a conversar diretamente com o momento financeiro da operação.</p>
<h2>O imposto será simplesmente descontado de todas as movimentações bancárias?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">E essa diferenciação é fundamental.</p>
<p class="isSelectedEnd">O split payment está relacionado às <strong>transações de pagamento vinculadas às operações tributáveis com bens e serviços</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que qualquer Pix realizado entre duas contas automaticamente sofrerá incidência de IBS e CBS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma transferência entre contas próprias, por exemplo, não se transforma em venda apenas porque houve uma movimentação bancária.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo raciocínio vale para várias movimentações financeiras que não representam uma operação tributável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, a conexão entre pagamento e documento fiscal será um dos componentes essenciais do modelo.</p>
<h2>O exemplo dos R$ 200 que &#8220;desaparecem&#8221; está correto?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Histórias simplificadas podem ser excelentes para demonstrar um problema econômico, mas precisam ser utilizadas com cautela quando o assunto é tributação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma cidade em que uma pessoa paga R$ 200 a um hotel.</p>
<p class="isSelectedEnd">O hotel utiliza esse dinheiro para pagar um fornecedor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fornecedor paga outro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O terceiro paga uma dívida e, depois de várias transações, os mesmos R$ 200 circulam pela economia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse exemplo demonstra algo importante: <strong>a mesma unidade de dinheiro pode financiar diversas obrigações ao longo do tempo</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">É exatamente isso que chamamos de circulação do dinheiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porém, aplicar simplesmente uma alíquota cheia sucessivamente sobre os R$ 200 em cada etapa e concluir que quase todo o dinheiro será absorvido pelo governo não representa integralmente o funcionamento do IBS e da CBS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso ocorre porque o novo modelo é baseado no princípio da <strong>não cumulatividade</strong>.</p>
<h2>O detalhe que muda tudo: os créditos tributários</h2>
<p class="isSelectedEnd">No modelo de IVA adotado pela reforma, empresas do regime regular poderão utilizar créditos relacionados aos tributos pagos em suas aquisições, observadas as condições previstas na legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse mecanismo existe justamente para evitar que o imposto vá se acumulando integralmente em cada etapa da cadeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa que compra determinado item por R$ 500 e posteriormente vende por R$ 800.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lógica do IVA não é simplesmente tributar toda a cadeia repetidamente sem considerar o imposto recolhido nas etapas anteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem créditos que podem reduzir o saldo tributário da etapa seguinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação também vincula a apropriação de determinados créditos à efetiva extinção do débito tributário da operação anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa característica, inclusive, ajuda a entender por que o split payment é tão importante para o novo sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao garantir que parte do tributo seja recolhida diretamente na liquidação da operação, aumenta-se a segurança de que o crédito correspondente poderá ser reconhecido ao longo da cadeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, o grande debate não deve ser resumido a:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;o governo ficará com uma porcentagem de cada dinheiro que circular&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão mais precisa é:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>quanto da receita ficará efetivamente disponível no caixa da empresa antes da apuração e compensação dos tributos?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">É aqui que aparece um risco relevante para alguns negócios.</p>
<h2>O principal impacto poderá estar no capital de giro</h2>
<p class="isSelectedEnd">Capital de giro é o dinheiro utilizado para manter a operação funcionando.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele paga salários, fornecedores, aluguel, energia, transporte, sistemas, manutenção, benefícios, estoque e diversas outras despesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">E existe uma característica importante na gestão financeira empresarial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Receita não significa dinheiro livre.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa pode vender muito e, mesmo assim, ter problemas de caixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso acontece porque existe uma diferença de tempo entre:</p>
<p class="isSelectedEnd">receber clientes,</p>
<p class="isSelectedEnd">pagar fornecedores,</p>
<p class="isSelectedEnd">recolher impostos,</p>
<p class="isSelectedEnd">pagar salários,</p>
<p class="isSelectedEnd">quitar despesas,</p>
<p class="isSelectedEnd">repor estoque.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante esse intervalo, o empresário administra o caixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Parte dos valores recebidos fica temporariamente disponível até a data de vencimento das respectivas obrigações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com a segregação automática de determinados tributos, uma parcela desse recurso poderá deixar de transitar pelo caixa operacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">É aí que o split payment pode mudar significativamente a gestão financeira.</p>
<h2>Um exemplo mais próximo da realidade empresarial</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa que possui R$ 500 mil em faturamento mensal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não significa que ela tenha R$ 500 mil disponíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desse montante sairão:</p>
<ul>
<li class="isSelectedEnd">impostos,</li>
<li class="isSelectedEnd">folha de pagamento,</li>
<li class="isSelectedEnd">fornecedores,</li>
<li class="isSelectedEnd">aluguéis,</li>
<li class="isSelectedEnd">financiamentos,</li>
<li class="isSelectedEnd">benefícios,</li>
<li class="isSelectedEnd">comissões,</li>
<li class="isSelectedEnd">logística,</li>
<li class="isSelectedEnd">energia,</li>
<li class="isSelectedEnd">tecnologia,</li>
<li class="isSelectedEnd">manutenção,</li>
<li class="isSelectedEnd">entre outras despesas.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">No modelo atual, existe determinado intervalo entre o recebimento de parte das vendas e o vencimento de determinados tributos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da organização financeira da empresa, esses recursos acabam temporariamente compondo o saldo disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">É como uma ponte financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dinheiro entra hoje.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas obrigações vencem amanhã.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras daqui a dez dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras daqui a vinte dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa diferença entre os prazos faz parte do ciclo financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o split payment, parte do imposto poderá ser retirada exatamente na liquidação da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ponte fica menor.</p>
<p class="isSelectedEnd">E empresas que dependem fortemente desse intervalo precisarão reorganizar o capital de giro.</p>
<h2>Isso significa que o split payment é necessariamente ruim?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem dois lados importantes nessa discussão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Do ponto de vista da administração tributária, o mecanismo apresenta vantagens consideráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele pode reduzir inadimplência tributária, dificultar evasão, automatizar arrecadação e aumentar a rastreabilidade das operações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estudos e materiais do Ministério da Fazenda apontam justamente a expectativa de maior integração entre documentos fiscais e meios de pagamento, com potencial para reduzir evasão, inadimplência e custos relacionados ao cumprimento das obrigações tributárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, existe uma vantagem potencial para empresas que compram de fornecedores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a certeza de que o imposto da etapa anterior foi recolhido, maior a segurança na utilização dos créditos tributários correspondentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">É uma mudança estrutural.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema aparece quando analisamos o outro lado.</p>
<h2>A empresa perde flexibilidade financeira</h2>
<p class="isSelectedEnd">O dinheiro correspondente ao imposto, em determinadas situações, deixa de permanecer temporariamente disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa que hoje recebe uma venda no dia 5 e recolhe determinado tributo posteriormente possui alguns dias em que aquele recurso integra seu caixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo sabendo que existe uma obrigação futura, o dinheiro está dentro da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na nova dinâmica, essa disponibilidade poderá diminuir.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em negócios com boa margem, baixo endividamento e capital de giro confortável, talvez o impacto seja absorvido com relativa facilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em operações com margens pequenas e forte dependência de caixa diário, a situação pode ser muito diferente.</p>
<h2>Quem precisa prestar mais atenção?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Alguns tipos de empresas podem ser mais sensíveis a essa mudança.</p>
<p><strong>Empresas com margem de lucro reduzida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Negócios que operam com margem pequena precisam administrar o caixa com extrema precisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Qualquer redução repentina no dinheiro disponível pode gerar pressão financeira.</p>
<p><strong>Empresas com alto volume de vendas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo pequenas variações percentuais podem representar valores expressivos quando aplicadas sobre grande volume financeiro.</p>
<p><strong>Empresas que financiam clientes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a empresa vende parcelado, mas precisa pagar fornecedores e despesas rapidamente, o ciclo financeiro já é mais apertado.</p>
<p><strong>Empresas muito dependentes de capital de giro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Negócios que frequentemente utilizam limite bancário, antecipação de recebíveis ou crédito de curto prazo precisam fazer simulações antecipadamente.</p>
<p><strong>Empresas com baixa organização financeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Misturar faturamento, impostos, lucro e dinheiro disponível sempre foi perigoso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com maior automatização tributária, esse problema tende a ficar ainda mais evidente.</p>
<h2>E o Simples Nacional?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O tratamento das empresas do Simples Nacional também merece atenção especial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em agosto de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional atualizou as regras do regime para adequá-lo à Reforma Tributária do Consumo.</p>
<p class="isSelectedEnd">As novas normas incorporam IBS e CBS às regras do Simples Nacional e estabelecem mudanças que produzirão efeitos, em grande parte, a partir de 1º de janeiro de 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que todas as empresas do Simples terão exatamente o mesmo funcionamento tributário de empresas que estiverem no regime regular do IBS e da CBS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem diferentes possibilidades previstas no novo sistema e decisões tributárias que precisarão ser avaliadas de acordo com cada negócio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas optantes pelo Simples também devem conversar com seus contadores e acompanhar a regulamentação.</p>
<h2>A alíquota será realmente de 28%?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro ponto que ganhou bastante repercussão nas redes sociais é a possibilidade de o Brasil ter uma das maiores alíquotas de IVA do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, é preciso separar estimativas de valores definitivamente estabelecidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O percentual efetivo combinado de IBS e CBS dependerá das alíquotas de referência e das definições aplicáveis durante a transição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, existem regimes diferenciados e específicos para determinados produtos, serviços e setores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em estudos anteriores, o Ministério da Fazenda trabalhou com diferentes cenários para estimar a alíquota de referência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, números como 27%, 28% ou outros percentuais devem ser compreendidos como estimativas ou projeções quando ainda não houver definição aplicável ao caso concreto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para uma empresa, inclusive, saber apenas a &#8220;alíquota geral&#8221; não será suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Será necessário avaliar:</p>
<ul>
<li class="isSelectedEnd">qual atividade ela exerce,</li>
<li class="isSelectedEnd">qual tratamento tributário se aplica,</li>
<li class="isSelectedEnd">quais créditos possui,</li>
<li class="isSelectedEnd">quais reduções eventualmente existem,</li>
<li class="isSelectedEnd">como funciona sua cadeia de fornecedores,</li>
<li class="isSelectedEnd">qual o regime tributário,</li>
<li class="isSelectedEnd">e quais operações realiza.</li>
</ul>
<h2>E se o imposto for retido a maior?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Essa é outra preocupação comum.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação prevê mecanismos para situações nas quais os valores recolhidos excedam o montante efetivamente necessário.</p>
<p class="isSelectedEnd">No glossário oficial da Reforma Tributária, a Receita Federal descreve a chamada &#8220;transferência&#8221; como o mecanismo utilizado quando ocorre pagamento a maior em razão do split payment, do recolhimento pelo adquirente ou do pagamento do saldo pelo contribuinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o material, essa transferência será automática e o pagamento deverá ocorrer em até três dias úteis nas hipóteses previstas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Lei Complementar também estabelece procedimentos para transferência de valores excedentes ao contribuinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa previsão reduz parte do risco de retenções excessivas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo assim, para o gestor financeiro, três dias podem fazer diferença dependendo da situação do caixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, conciliação financeira e monitoramento tributário precisarão ficar ainda mais próximos.</p>
<h2>O split payment pode aumentar a procura por crédito?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é um dos possíveis efeitos econômicos que merecem acompanhamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa que utiliza parte do dinheiro recebido no início do mês para sustentar despesas que vencem antes de determinadas obrigações tributárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se parte desse dinheiro deixar de entrar integralmente no caixa, a empresa precisará compensar a diferença.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso poderá acontecer por meio de:</p>
<ul>
<li class="isSelectedEnd">capital próprio,</li>
<li class="isSelectedEnd">reservas,</li>
<li class="isSelectedEnd">renegociação com fornecedores,</li>
<li class="isSelectedEnd">redução do prazo médio de recebimento,</li>
<li class="isSelectedEnd">aumento do prazo médio de pagamento,</li>
<li class="isSelectedEnd">antecipação de recebíveis,</li>
<li class="isSelectedEnd">ou crédito bancário.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Para empresas financeiramente frágeis, existe o risco de maior dependência de financiamento de curto prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">E financiamento tem custo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, uma mudança tributária pode acabar produzindo um impacto financeiro indireto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não necessariamente porque a empresa estará pagando mais imposto, mas porque poderá precisar financiar seu ciclo operacional de outra maneira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa diferença é extremamente importante.</p>
<h2>O problema não é apenas pagar imposto, é quando o dinheiro sai</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em finanças empresariais, tempo importa.</p>
<p class="isSelectedEnd">R$ 100 mil disponíveis hoje e R$ 100 mil disponíveis daqui a 20 dias não representam exatamente a mesma situação financeira para uma empresa que possui folha, fornecedores e financiamentos vencendo amanhã.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse conceito ajuda a entender por que o split payment desperta tanta preocupação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão não está limitada à carga tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela envolve <strong>timing financeiro</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor do imposto pode até ser semelhante ao que seria recolhido posteriormente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas o momento em que esse dinheiro deixa de estar disponível muda.</p>
<p class="isSelectedEnd">E isso interfere diretamente no planejamento do caixa.</p>
<h2>Por outro lado, empresas poderão ganhar previsibilidade tributária</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe também um efeito positivo possível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muitas empresas enfrentam dificuldades porque não fazem corretamente a separação entre:</p>
<p class="isSelectedEnd">dinheiro da empresa,</p>
<p class="isSelectedEnd">impostos,</p>
<p class="isSelectedEnd">lucro,</p>
<p class="isSelectedEnd">capital de giro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando chega a data de recolhimento, o recurso destinado aos tributos já foi utilizado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso gera atraso, parcelamento e endividamento tributário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com maior automatização, essa possibilidade diminui.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dinheiro referente ao tributo pode deixar de ser confundido com dinheiro disponível para operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para empresas bem estruturadas, isso pode facilitar a previsibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para empresas que dependem desse dinheiro para manter a rotina funcionando, entretanto, a transição pode ser mais difícil.</p>
<h2>O papel da tecnologia será ainda maior</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária não representa apenas alteração de impostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela representa uma profunda transformação tecnológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estão publicando cronogramas, leiautes e documentos técnicos relacionados aos documentos fiscais eletrônicos e à integração necessária para o novo sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd">ERP, sistema financeiro, emissão de notas fiscais, contabilidade, plataformas de pagamentos e sistemas bancários precisarão conversar cada vez mais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas que ainda trabalham com processos muito manuais podem enfrentar dificuldades.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tendência é que informações fiscais e financeiras estejam progressivamente integradas.</p>
<h2>2026 precisa ser tratado como ano de preparação</h2>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo que diversas etapas mais relevantes da Reforma Tributária aconteçam a partir de 2027, deixar a preparação para o último momento pode ser arriscado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Receita Federal vem tratando 2026 como um período de adaptação e conformidade assistida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em agosto de 2026, inclusive, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS regulamentaram um Programa Nacional de Conformidade Tributária justamente para auxiliar a adaptação às novas obrigações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o empresário, isso significa que a pergunta não deveria ser:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Quando eu vou precisar me preocupar com isso?&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">A pergunta mais adequada é:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>&#8220;O que preciso organizar agora para não descobrir o impacto quando o dinheiro já estiver deixando de entrar no meu caixa?&#8221;</strong></p>
<h2>Como preparar sua empresa para o split payment?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Algumas medidas podem ser tomadas desde já.</p>
<p><strong>1. Faça uma projeção de fluxo de caixa sem considerar o imposto como dinheiro disponível</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma boa simulação é analisar como ficaria a empresa caso parte dos tributos fosse retirada imediatamente de determinadas vendas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo sem saber todas as alíquotas definitivas, é possível trabalhar com cenários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por exemplo:</p>
<p class="isSelectedEnd">cenário conservador,</p>
<p class="isSelectedEnd">cenário intermediário,</p>
<p class="isSelectedEnd">cenário crítico.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo não é acertar o imposto futuro com absoluta precisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">É entender a dependência que sua operação possui desse intervalo financeiro.</p>
<p><strong>2. Calcule a real necessidade de capital de giro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quantos dias sua empresa consegue operar sem novos recebimentos?</p>
<p class="isSelectedEnd">Qual é o custo fixo mensal?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto precisa ser pago antes de os principais clientes quitarem suas compras?</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas informações precisam estar claras.</p>
<p><strong>3. Reveja prazos de clientes e fornecedores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo médio de recebimento e o prazo médio de pagamento serão ainda mais importantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se sua empresa recebe em 45 dias, mas paga fornecedores em 15, existe uma necessidade natural de financiamento de 30 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A redução de recursos disponíveis pode ampliar esse descompasso.</p>
<p><strong>4. Separe lucro de geração de caixa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa pode apresentar lucro contábil e enfrentar dificuldade financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Da mesma maneira, pode apresentar muito dinheiro em conta em determinado momento e ainda ter diversas obrigações futuras.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária torna essa distinção ainda mais importante.</p>
<p><strong>5. Converse com a contabilidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cada empresa terá particularidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segmento, regime tributário, créditos, cadeia de fornecedores e tipo de operação podem alterar significativamente os efeitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O acompanhamento contábil será indispensável.</p>
<p><strong>6. Revise seu ERP e sistemas financeiros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Pergunte aos fornecedores de tecnologia:</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema está sendo atualizado para IBS e CBS?</p>
<p class="isSelectedEnd">Como será feita a integração das notas?</p>
<p class="isSelectedEnd">Como os créditos serão controlados?</p>
<p class="isSelectedEnd">Como será realizada a conciliação dos valores segregados?</p>
<p class="isSelectedEnd">Como identificar eventuais valores recolhidos a maior?</p>
<p><strong>7. Estruture indicadores financeiros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns números precisam estar disponíveis para a gestão:</p>
<p class="isSelectedEnd">necessidade de capital de giro,</p>
<p class="isSelectedEnd">prazo médio de recebimento,</p>
<p class="isSelectedEnd">prazo médio de pagamento,</p>
<p class="isSelectedEnd">margem operacional,</p>
<p class="isSelectedEnd">custo financeiro,</p>
<p class="isSelectedEnd">inadimplência,</p>
<p class="isSelectedEnd">fluxo de caixa projetado,</p>
<p class="isSelectedEnd">comprometimento do caixa com folha,</p>
<p class="isSelectedEnd">tributos e fornecedores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem dados, será difícil medir o verdadeiro impacto da mudança.</p>
<h2>Gestão da folha e dos custos trabalhistas também entra nessa conta</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando se fala em fluxo de caixa empresarial, existe uma despesa que normalmente ocupa posição relevante: a folha de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Salários, horas extras, adicionais, encargos, benefícios, faltas, banco de horas e outras variáveis impactam diretamente o planejamento financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o ambiente tributário passar a exigir uma administração ainda mais rigorosa do capital de giro, controlar corretamente os custos trabalhistas também se torna ainda mais importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa que não sabe quanto está gastando com horas extras desnecessárias, inconsistências de jornada ou escalas mal dimensionadas perde capacidade de planejar o próprio caixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, tecnologia financeira, contabilidade, gestão de pessoas e controle de jornada deixam de ser assuntos isolados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Todos fazem parte da mesma busca por previsibilidade.</p>
<h2>Split payment não deve causar pânico, mas exige preparação</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária é uma das maiores mudanças no sistema de tributação brasileiro das últimas décadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Naturalmente, mudanças dessa dimensão geram dúvidas, críticas, expectativas e muitas interpretações nas redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O split payment merece atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele realmente pode reduzir a disponibilidade temporária de recursos no caixa de determinadas empresas e exigir maior necessidade de planejamento financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas isso não significa que todo pagamento perderá automaticamente 28%, nem que o mesmo dinheiro será tributado sucessivamente até desaparecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">O novo sistema possui mecanismos de crédito, não cumulatividade, apuração e devolução de valores que precisam ser considerados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco real é mais sofisticado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode continuar pagando um valor tributário compatível com suas obrigações e, ainda assim, sentir uma pressão maior sobre o caixa porque o dinheiro destinado ao imposto será retirado mais cedo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para alguns negócios, a diferença pode ser pequena.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para outros, pode exigir uma completa revisão do capital de giro.</p>
<h2>A principal pergunta que todo empresário deveria fazer agora</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine que, a partir de amanhã, parte do imposto das suas vendas deixe de ficar temporariamente disponível na conta da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Seu caixa continuaria saudável?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se a resposta não estiver clara, existe um trabalho importante a ser feito.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mapear despesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Projetar recebimentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Revisar margens.</p>
<p class="isSelectedEnd">Organizar o capital de giro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Modernizar sistemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Controlar custos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Acompanhar indicadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Conversar com contador e gestores financeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A implantação do split payment ainda passa por etapas de regulamentação e evolução tecnológica, mas uma coisa já está evidente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Reforma Tributária não mudará apenas a forma como as empresas pagam impostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela também poderá mudar a maneira como administram o próprio dinheiro.</p>
<p>E quanto mais cedo essa realidade entrar no planejamento empresarial, menor será o risco de o novo sistema transformar uma questão tributária em um problema de caixa.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10808" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17-300x113.webp" alt="Controle horas extras, banco de horas, atrasos e escalas com mais precisão e transforme dados em decisões." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-17.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/28/split-payment-impactos-caixa-empresas-2/">Split Payment: entenda como a nova forma de recolhimento de impostos pode impactar o caixa das empresas</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Enquadramento sindical: por que uma escolha errada pode afetar toda a gestão trabalhista da empresa?</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/27/enquadramento-sindical-gestao-trabalhista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 11:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias - Fique Atento]]></category>
		<category><![CDATA[compliance trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[convenção coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[departamento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[enquadramento sindical]]></category>
		<category><![CDATA[financiários]]></category>
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		<category><![CDATA[jornada de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[Secullum RH]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10799</guid>

					<description><![CDATA[<p>Definir corretamente qual sindicato representa uma empresa e seus colaboradores pode parecer uma questão burocrática restrita ao departamento jurídico ou ao RH. Na prática, porém, o enquadramento sindical influencia diretamente diversos aspectos da relação de trabalho, como jornada, pisos salariais, adicionais, benefícios, banco de horas, regras de compensação e condições previstas em convenções coletivas. A [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/27/enquadramento-sindical-gestao-trabalhista/">Enquadramento sindical: por que uma escolha errada pode afetar toda a gestão trabalhista da empresa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Definir corretamente qual sindicato representa uma empresa e seus colaboradores pode parecer uma questão burocrática restrita ao departamento jurídico ou ao RH. Na prática, porém, o <strong>enquadramento sindical</strong> influencia diretamente diversos aspectos da relação de trabalho, como jornada, pisos salariais, adicionais, benefícios, banco de horas, regras de compensação e condições previstas em convenções coletivas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão ganhou ainda mais relevância com o crescimento das fintechs, instituições de pagamento e empresas que combinam tecnologia com serviços financeiros. Nessas organizações, nem sempre é simples identificar qual atividade econômica realmente prevalece.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma classificação inadequada pode fazer com que a empresa aplique durante anos uma convenção coletiva diferente daquela que futuramente venha a ser considerada correta pela Justiça do Trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O resultado pode ser a cobrança de diferenças retroativas envolvendo salários, benefícios e, principalmente, <strong>horas extras</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, compreender como funciona o enquadramento sindical deixou de ser apenas uma preocupação jurídica. Trata-se também de uma questão estratégica para o RH, Departamento Pessoal, financeiro e para a própria gestão da jornada.</p>
<h2>O que é enquadramento sindical?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O enquadramento sindical é o processo que determina qual entidade sindical representa determinada categoria econômica e, consequentemente, quais normas coletivas podem ser aplicáveis à relação entre empresa e trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">No modelo brasileiro, o enquadramento dos empregados normalmente acompanha a <strong>atividade econômica preponderante do empregador</strong>, salvo situações específicas, como as chamadas categorias profissionais diferenciadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que simplesmente observar o cargo ocupado pelo funcionário nem sempre será suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um profissional administrativo, por exemplo, poderá estar submetido à convenção coletiva correspondente à atividade principal da organização onde trabalha, ainda que suas tarefas sejam semelhantes às realizadas em empresas pertencentes a outros setores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A identificação correta dessa atividade passa, portanto, por uma análise mais ampla do negócio.</p>
<h2>O CNAE sozinho define o sindicato da empresa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não necessariamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Cadastro Nacional de Atividades Econômicas, CNAE, é uma informação importante, assim como o contrato social e o objeto da empresa. Entretanto, esses elementos não devem ser observados isoladamente quando existe dúvida sobre o enquadramento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central é identificar qual atividade efetivamente representa o núcleo da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio artigo 581 da CLT trata da situação de empresas que exercem diferentes atividades econômicas e utiliza o conceito de atividade preponderante para fins de enquadramento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isso exige analisar aspectos como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quais produtos e serviços representam a atividade principal da empresa;</li>
<li>como o negócio gera receita;</li>
<li>quais atividades ocupam a maior parte da estrutura operacional;</li>
<li>como os colaboradores estão distribuídos;</li>
<li>quais serviços são efetivamente oferecidos ao mercado;</li>
<li>quais atividades estão previstas no objeto social;</li>
<li>qual é a realidade operacional da organização.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, duas empresas que aparentemente oferecem serviços semelhantes podem chegar a enquadramentos diferentes dependendo da forma como suas operações estão estruturadas.</p>
<h2>Por que as instituições de pagamento estão no centro dessa discussão?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento das instituições de pagamento criou operações que muitas vezes transitam entre tecnologia e serviços ligados ao mercado financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Lei nº 12.865/2013 estabelece regras próprias para essas organizações e define instituição de pagamento como a pessoa jurídica que, dentro de arranjos de pagamento, pode exercer atividades como disponibilização de serviços de aporte e saque em contas de pagamento e execução ou facilitação de instruções de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação criou, portanto, uma categoria própria dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso é particularmente importante porque <strong>instituição de pagamento e instituição financeira não são automaticamente a mesma coisa</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, quando uma empresa passa a oferecer diferentes serviços, como cartões, crédito, antecipação de recebíveis, seguros ou produtos financeiros, a fronteira pode se tornar mais difícil de analisar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse cenário, a realidade operacional ganha grande importância.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10803" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1-300x113.webp" alt="Regras sindicais podem alterar jornada, horas extras, banco de horas e outros critérios do fechamento." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-1-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>O TST e o enquadramento das administradoras de cartão</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, o Tribunal Superior do Trabalho consolidou uma tese relevante sobre as administradoras de cartões de crédito.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Tribunal estabeleceu o entendimento de que:</p>
<blockquote>
<p class="isSelectedEnd">“Os empregados das administradoras de cartão de crédito enquadram-se na categoria profissional dos financiários.”</p>
</blockquote>
<p class="isSelectedEnd">A decisão foi tomada no processo nº 0011793-60.2023.5.18.0241.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o TST, o enquadramento sindical da categoria profissional deve observar a atividade econômica preponderante do empregador, ressalvadas as categorias diferenciadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O julgamento trouxe maior clareza para as administradoras de cartões, mas não significa que qualquer empresa atuante no ecossistema de pagamentos deva automaticamente ser classificada como instituição financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa diferença é justamente um dos pontos que exigem atenção das empresas.</p>
<h2>Instituição de pagamento é automaticamente financiária?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa é uma das principais cautelas relacionadas ao tema.</p>
<p class="isSelectedEnd">O artigo publicado pelo portal Migalhas em agosto de 2026 chama atenção justamente para essa insegurança. Segundo a análise apresentada pela advogada trabalhista Letícia Marques Baccho, embora o TST tenha estabelecido entendimento específico para administradoras de cartões de crédito, a situação das instituições de pagamento e fintechs continua exigindo análise individualizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso acontece porque existem instituições de pagamento cuja atividade permanece concentrada exclusivamente na infraestrutura e execução dos pagamentos, enquanto outras ampliam progressivamente sua atuação para serviços que se aproximam das atividades tradicionalmente desempenhadas por instituições financeiras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, o nome utilizado pela empresa ou a classificação regulatória perante determinado órgão não necessariamente encerram a discussão trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Justiça pode observar o conjunto da operação.</p>
<h2>Por que o enquadramento sindical interfere tanto na rotina do RH?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Porque uma Convenção Coletiva de Trabalho pode estabelecer regras muito além do salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da categoria e da região, uma CCT pode prever condições específicas relacionadas a:</p>
<ul data-spread="false">
<li>piso salarial;</li>
<li>reajustes;</li>
<li>vale-alimentação;</li>
<li>vale-refeição;</li>
<li>auxílio-creche;</li>
<li>gratificações;</li>
<li>participação nos lucros ou resultados;</li>
<li>adicional de horas extras;</li>
<li>banco de horas;</li>
<li>trabalho aos sábados;</li>
<li>domingos e feriados;</li>
<li>adicional noturno;</li>
<li>intervalos;</li>
<li>escalas;</li>
<li>ausências justificadas;</li>
<li>estabilidade;</li>
<li>regras de compensação;</li>
<li>controle de jornada.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que uma mudança de enquadramento pode provocar alterações em diversos processos internos simultaneamente.</p>
<h2>O maior impacto pode aparecer justamente na jornada de trabalho</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um dos pontos mais sensíveis nessa discussão é a jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa que administra a jornada de determinado grupo considerando oito horas diárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Anos depois, após uma discussão judicial, esses trabalhadores são reconhecidos como pertencentes a uma categoria submetida a uma jornada diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A consequência pode ser significativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso dos financiários, por exemplo, a Súmula 55 do TST estabelece que empresas de crédito, financiamento ou investimento são equiparadas aos estabelecimentos bancários para efeitos do artigo 224 da CLT.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da situação jurídica analisada, isso pode resultar no reconhecimento de jornada de seis horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse cenário, períodos anteriormente considerados parte da jornada normal podem passar a ser discutidos como horas extras.</p>
<h2>O efeito financeiro não termina nas horas extras</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando existe reconhecimento judicial de horas extras, o impacto pode se espalhar para outras parcelas trabalhistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo do caso, podem existir reflexos sobre:</p>
<ul data-spread="false">
<li>férias acrescidas de um terço;</li>
<li>13º salário;</li>
<li>FGTS;</li>
<li>repouso semanal remunerado;</li>
<li>aviso prévio;</li>
<li>verbas rescisórias;</li>
<li>adicionais previstos em norma coletiva.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, aquilo que inicialmente parecia uma divergência sobre representação sindical pode se transformar em um passivo trabalhista relevante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior o número de colaboradores envolvidos e quanto maior o período discutido, maior pode ser o impacto.</p>
<h2>Uma convenção coletiva diferente também pode mudar o percentual da hora extra</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro aspecto importante é que nem todas as categorias utilizam apenas o adicional mínimo previsto na legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Convenções coletivas podem determinar percentuais diferenciados dependendo da quantidade de horas realizadas, do dia da semana ou de outras condições.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine, por exemplo, que o sistema de ponto esteja parametrizado considerando uma determinada regra de horas extras, mas a convenção efetivamente aplicável estabeleça critérios diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo que todas as batidas de ponto estejam corretas, o tratamento dessas informações poderá gerar divergências.</p>
<p class="isSelectedEnd">É por isso que <strong>ter um registro de jornada preciso e ter uma parametrização correta são duas coisas igualmente importantes</strong>.</p>
<h2>Banco de horas também depende das regras aplicáveis</h2>
<p class="isSelectedEnd">O banco de horas é outro ponto diretamente relacionado ao tema.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CLT permite diferentes formas de compensação, mas instrumentos coletivos também podem estabelecer condições específicas para determinadas categorias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma convenção pode definir:</p>
<ul data-spread="false">
<li>períodos máximos para compensação;</li>
<li>limites de saldo;</li>
<li>procedimentos para fechamento;</li>
<li>regras para pagamento das horas não compensadas;</li>
<li>tratamentos específicos em desligamentos;</li>
<li>condições para trabalho em determinadas jornadas.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Se a empresa estiver aplicando a convenção inadequada, poderá também estar operando um banco de horas em condições incompatíveis com a norma efetivamente aplicável.</p>
<h2>Enquadramento incorreto pode gerar passivo retroativo</h2>
<p class="isSelectedEnd">Talvez esse seja o aspecto que mais exige atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa pode acreditar durante anos que está corretamente enquadrada e descobrir somente depois de uma reclamação trabalhista ou ação sindical que aquele entendimento está sendo contestado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso a Justiça reconheça outra categoria, podem surgir pedidos relacionados às diferenças entre as normas aplicadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a análise publicada pelo Migalhas, essas discussões podem envolver períodos anteriores e resultar em cobranças relacionadas a salários, benefícios convencionais, participação nos resultados e horas extras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso transforma o enquadramento sindical em um risco que precisa ser acompanhado continuamente.</p>
<h2>A empresa pode ter utilizado determinado sindicato durante anos e ainda assim enfrentar questionamentos?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Pode.</p>
<p class="isSelectedEnd">O histórico adotado pela organização é uma informação relevante, mas não necessariamente impede discussões futuras.</p>
<p class="isSelectedEnd">O enquadramento sindical decorre das características da atividade econômica e da legislação aplicável, e não simplesmente da escolha administrativa feita pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, continuar aplicando uma determinada convenção apenas porque “sempre foi assim” pode ser uma prática arriscada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas mudam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Novos produtos são lançados, unidades são abertas, serviços passam a representar parcelas maiores da receita e modelos de negócio evoluem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Consequentemente, o enquadramento também deve ser periodicamente revisitado.</p>
<h2>Crescimento e transformação do negócio aumentam a necessidade de revisão</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa criada inicialmente como desenvolvedora de tecnologia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o passar dos anos, ela passa a oferecer:</p>
<ul data-spread="false">
<li>carteira digital;</li>
<li>processamento de pagamentos;</li>
<li>cartões;</li>
<li>antecipação de recebíveis;</li>
<li>soluções de crédito;</li>
<li>seguros;</li>
<li>serviços financeiros associados.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O objeto social original talvez já não represente perfeitamente sua realidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente nesse tipo de transformação que uma revisão se torna necessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não significa que toda expansão implique mudança sindical. Significa que a empresa precisa avaliar se a atividade que anteriormente era secundária passou a ter papel predominante.</p>
<h2>Grupos econômicos precisam ter atenção adicional</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro cenário particularmente sensível envolve grupos empresariais.</p>
<p class="isSelectedEnd">É comum encontrar estruturas nas quais diferentes empresas atuam de maneira complementar, por exemplo:</p>
<ul data-spread="false">
<li>uma empresa de tecnologia;</li>
<li>uma instituição de pagamento;</li>
<li>uma financeira;</li>
<li>uma prestadora de serviços;</li>
<li>uma empresa responsável pelo atendimento.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quando existe uma divisão clara das atividades, cada empresa pode apresentar uma realidade operacional própria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porém, se equipes, estruturas e operações estiverem excessivamente misturadas, a análise tende a se tornar mais complexa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A matéria publicada pelo Migalhas destaca justamente a importância da existência de segregação real entre instituições de pagamento e instituições financeiras pertencentes ao mesmo grupo empresarial.</p>
<h2>Como RH e DP podem reduzir os riscos relacionados ao enquadramento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A definição jurídica deve contar com análise especializada, especialmente em situações complexas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, o RH e o Departamento Pessoal têm um papel essencial na prevenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas boas práticas são importantes.</p>
<p><strong>1. Revisar periodicamente a convenção coletiva aplicada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Não basta cadastrar uma CCT no sistema e simplesmente replicá-la todos os anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada nova negociação coletiva deve ser analisada.</p>
<p><strong>2. Acompanhar alterações no negócio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mudanças significativas no modelo empresarial devem ser compartilhadas com os profissionais responsáveis pela área trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aquisições, novos serviços, abertura de unidades e mudanças societárias podem justificar uma nova avaliação.</p>
<p><strong>3. Manter documentos organizados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Contrato social, CNAEs, convenções coletivas, acordos, registros de jornada e políticas internas precisam estar acessíveis e atualizados.</p>
<p><strong>4. Revisar as parametrizações do sistema de ponto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sempre que uma norma coletiva mudar, as configurações relacionadas à jornada devem ser conferidas.</p>
<p><strong>5. Documentar critérios utilizados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Registrar a análise que fundamentou determinado enquadramento pode ajudar a demonstrar a diligência adotada pela empresa.</p>
<p><strong>6. Integrar RH, jurídico e contabilidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O enquadramento sindical não deveria ser tratado de forma isolada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma decisão nessa área pode produzir efeitos simultaneamente sobre folha, jornada, orçamento e contratos.</p>
<h2>Gestão de ponto precisa acompanhar as regras da categoria</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema moderno de gestão de jornada pode facilitar significativamente o cumprimento das regras, mas existe uma condição fundamental: <strong>ele precisa estar corretamente parametrizado</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na gestão de ponto, podem existir configurações relacionadas a:</p>
<ul data-spread="false">
<li>jornada contratual;</li>
<li>escalas;</li>
<li>tolerâncias;</li>
<li>horas extras;</li>
<li>adicional noturno;</li>
<li>banco de horas;</li>
<li>feriados;</li>
<li>compensações;</li>
<li>intervalos;</li>
<li>ausências e justificativas.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quando essas regras estão estruturadas corretamente, o RH consegue identificar irregularidades com maior antecedência e reduzir trabalhos manuais durante o fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, soluções de gestão de jornada com o <strong>Secullum RH</strong> permitem organizar diferentes regras, escalas e tratamentos de ponto, auxiliando empresas que precisam administrar operações cada vez mais complexas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia não substitui a análise jurídica da convenção coletiva, mas ajuda a transformar as regras definidas pela empresa em processos de jornada mais organizados, rastreáveis e confiáveis.</p>
<h2>Um bom sistema também fortalece a documentação trabalhista</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro benefício importante é a existência de histórico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso exista uma discussão futura envolvendo horas trabalhadas, banco de horas ou cumprimento de jornada, possuir registros organizados facilita significativamente a análise do período.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse cuidado está alinhado a uma tendência cada vez mais importante no Direito do Trabalho: decisões empresariais precisam ser sustentadas por informações consistentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a qualidade dos dados, maior a capacidade do RH de identificar divergências antes que elas se transformem em problemas.</p>
<h2>Enquadramento sindical não deve ser tratado como assunto resolvido para sempre</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um dos maiores aprendizados dessa discussão é que o enquadramento sindical não deveria ser visto como uma decisão tomada apenas na abertura da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Modelos de negócio mudam.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação evolui.</p>
<p class="isSelectedEnd">Convenções são renovadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jurisprudências se desenvolvem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas incorporam novos produtos e tecnologias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, revisões periódicas são uma medida de governança trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Especialmente em segmentos dinâmicos, como tecnologia financeira, meios de pagamento e serviços digitais, essa análise pode evitar que pequenas inconsistências se acumulem durante anos.</p>
<h2>Tecnologia, compliance e gestão de jornada precisam caminhar juntos</h2>
<p class="isSelectedEnd">A discussão envolvendo instituições de pagamento mostra algo que vale para empresas de praticamente todos os setores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Compliance trabalhista não depende apenas de conhecer a legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">É necessário garantir que as regras aplicáveis sejam corretamente transformadas em processos internos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma convenção coletiva pode determinar como determinado aspecto da jornada deverá funcionar. O jurídico interpreta essa obrigação, o RH define o procedimento e o sistema de ponto precisa estar preparado para registrar e tratar corretamente as informações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando essas áreas trabalham de forma integrada, a empresa ganha previsibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando trabalham separadamente, aumentam as chances de divergências.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p class="isSelectedEnd">O enquadramento sindical pode parecer um detalhe administrativo, mas suas consequências podem alcançar praticamente toda a relação de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma classificação inadequada pode interferir em pisos salariais, benefícios, banco de horas, adicionais, escalas e jornada, além de gerar discussões trabalhistas retroativas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário das instituições de pagamento tornou essa questão ainda mais evidente, justamente porque empresas de tecnologia, meios de pagamento e serviços financeiros podem apresentar modelos operacionais cada vez mais híbridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, a recomendação é simples: <strong>enquadramento sindical precisa ser revisado sempre que a realidade da empresa mudar</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, RH e DP devem garantir que convenções e acordos coletivos estejam refletidos corretamente nos processos de gestão da jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com análise especializada, processos bem definidos e tecnologia adequada, é possível reduzir riscos, melhorar a segurança das informações e tornar o fechamento de ponto muito mais confiável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, ajudamos empresas a modernizar a gestão da jornada com equipamentos, sistemas, implantação, treinamento, suporte e soluções adaptadas à realidade de cada operação.</p>
<p>Porque uma gestão trabalhista eficiente começa com informações corretas e processos bem estruturados.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10802" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1-300x113.webp" alt="Tenha mais segurança no controle de horas extras, escalas, adicionais e banco de horas." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-1-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/27/enquadramento-sindical-gestao-trabalhista/">Enquadramento sindical: por que uma escolha errada pode afetar toda a gestão trabalhista da empresa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Registro de ponto opcional pode gerar risco trabalhista? Entenda decisão do TST sobre horas extras</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/26/controle-de-ponto-horas-extras-decisao-tst/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 11:51:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias - Fique Atento]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[departamento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[horas extras]]></category>
		<category><![CDATA[jornada de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[legislação trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[registro de jornada]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[Secullum]]></category>
		<category><![CDATA[TST]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10793</guid>

					<description><![CDATA[<p>O controle da jornada de trabalho não deve ser encarado apenas como uma rotina administrativa do RH. Em determinadas situações, a ausência de registros consistentes pode assumir um papel decisivo em uma discussão trabalhista, especialmente quando há divergência sobre a realização de horas extras. Uma decisão recente da 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/26/controle-de-ponto-horas-extras-decisao-tst/">Registro de ponto opcional pode gerar risco trabalhista? Entenda decisão do TST sobre horas extras</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O controle da jornada de trabalho não deve ser encarado apenas como uma rotina administrativa do RH. Em determinadas situações, a ausência de registros consistentes pode assumir um papel decisivo em uma discussão trabalhista, especialmente quando há divergência sobre a realização de horas extras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma decisão recente da 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, TST, reforçou justamente essa importância. O colegiado condenou a Caixa Econômica Federal ao pagamento de horas extras a uma bancária que, em razão de sua condição de empregada &#8220;destacada&#8221;, tinha a possibilidade de optar por registrar ou não sua jornada de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão chama atenção porque não se limitou à existência ou não do trabalho extraordinário. Um dos principais elementos analisados foi a <strong>ausência dos controles de jornada que poderiam demonstrar os horários efetivamente cumpridos pela profissional</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio traz um alerta relevante para empresas de diferentes portes e segmentos: criar regras internas que flexibilizem o registro de ponto não significa, automaticamente, afastar responsabilidades previstas na legislação trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que registrar horários, é necessário construir uma gestão de jornada capaz de produzir informações confiáveis, preservar históricos e dar transparência às relações de trabalho.</p>
<h2>O que aconteceu no caso analisado pelo TST?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O processo envolveu uma empregada da Caixa Econômica Federal considerada &#8220;destacada&#8221;, situação em que o profissional passa a exercer suas atividades em uma localidade diferente daquela originalmente prevista em seu contrato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo informações divulgadas pelo Migalhas, a bancária alegou na ação trabalhista que cumpria uma jornada extensa e solicitou o pagamento das horas que ultrapassavam a oitava hora diária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante o processo, a Caixa argumentou que a empregada realizava uma jornada média de oito horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Havia, porém, uma particularidade importante: empregados enquadrados naquela condição poderiam optar por registrar ou não o ponto. A existência dessa prática foi confirmada durante o processo pela própria representante da empresa e por testemunha.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas instâncias anteriores, prevaleceu inicialmente o entendimento de que a trabalhadora deveria comprovar a jornada extraordinária alegada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao analisar o recurso, entretanto, a 7ª Turma do TST adotou entendimento diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Tribunal considerou que a ausência dos registros de jornada transferia consequências importantes para a análise da prova. O colegiado concluiu que não seria adequado exigir exclusivamente da trabalhadora a comprovação dos horários quando o empregador, responsável pelos registros naquele contexto, não os apresentou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão foi unânime e determinou o pagamento das horas que ultrapassaram a oitava hora diária, conforme os parâmetros fixados no processo.</p>
<h2>Atenção: registro de ponto opcional não é a mesma coisa que ponto facultativo</h2>
<p class="isSelectedEnd">Antes de avançarmos, é importante esclarecer uma possível confusão provocada pela expressão utilizada na notícia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso não trata de <strong>ponto facultativo</strong>, como ocorre em determinadas datas do calendário em que órgãos públicos podem ter expediente alterado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão envolve <strong>registro de ponto opcional</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na situação analisada, determinados empregados tinham a possibilidade de registrar ou não a jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa diferença é fundamental para compreender corretamente a decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O centro da discussão não era se determinado dia deveria ou não ser trabalhado, mas sim quem deveria demonstrar qual jornada efetivamente havia sido realizada quando os controles de horário não estavam disponíveis.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10796" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16-300x113.webp" alt="Tenha registros de jornada mais claros, organizados e seguros para sua empresa." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-16.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>O que a decisão do TST ensina às empresas?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central do julgamento está relacionado ao valor probatório dos registros de jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em uma eventual reclamação trabalhista envolvendo horas extras, podem surgir versões diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O trabalhador pode alegar que permanecia trabalhando além do horário contratual.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode afirmar que a jornada era cumprida normalmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando existem registros confiáveis de entrada, saída, intervalos, ocorrências e ajustes, há elementos objetivos para reconstruir o que aconteceu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando esses registros não existem, a discussão passa a depender muito mais de outros meios de prova.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente nesse cenário que a gestão de ponto deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a ter também uma função documental extremamente relevante.</p>
<h2>O que diz a CLT sobre o registro de jornada?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o artigo 74, parágrafo 2º, da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece a obrigatoriedade da anotação dos horários de entrada e saída para estabelecimentos com <strong>mais de 20 trabalhadores</strong>, admitindo registro manual, mecânico ou eletrônico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa regra merece atenção porque o processo envolvendo a Caixa analisou fatos ocorridos sob legislação anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na época relacionada ao caso, a referência utilizada pela jurisprudência era de estabelecimentos com mais de dez empregados. A legislação posteriormente alterou esse limite para mais de vinte trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, ao utilizar a decisão como referência para a gestão atual, é importante considerar a redação vigente da CLT.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro ponto essencial está no artigo 59 da legislação trabalhista. A norma estabelece que a duração diária do trabalho pode ser acrescida de horas extras, dentro dos limites e condições previstos em lei, e determina adicional de pelo menos 50% sobre o valor da hora normal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Constituição Federal também estabelece que o serviço extraordinário deve receber remuneração superior em, no mínimo, 50% à hora normal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da legislação geral, empresas precisam observar contratos individuais, acordos coletivos, convenções coletivas e regras específicas aplicáveis a cada categoria.</p>
<h2>E o que diz a Súmula 338 do TST?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro elemento importante no julgamento foi a Súmula 338 do Tribunal Superior do Trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em linhas gerais, a jurisprudência consolidada pelo TST trata da responsabilidade do empregador pela apresentação dos controles de jornada nas situações em que existe obrigação de mantê-los.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando os registros que deveriam existir não são apresentados injustificadamente, pode surgir uma <strong>presunção relativa de veracidade da jornada informada pelo trabalhador</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A palavra &#8220;relativa&#8221; é importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que qualquer horário alegado pelo empregado será automaticamente aceito em toda situação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presunção pode ser afastada por outros elementos de prova.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso da Caixa, entretanto, a 7ª Turma entendeu que as instâncias anteriores haviam contrariado justamente esse entendimento ao colocar sobre a trabalhadora o dever de demonstrar a jornada apesar da ausência dos controles de horário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as empresas, a mensagem prática é bastante relevante.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Não registrar adequadamente a jornada pode dificultar significativamente a defesa sobre aquilo que realmente aconteceu.</strong></p>
<h2>Ter um sistema de ponto não basta</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe ainda uma questão que merece atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não basta simplesmente contratar um software ou instalar um relógio de ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A qualidade da gestão depende da forma como os registros são realizados, tratados e acompanhados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema pode existir e, ainda assim, a empresa enfrentar problemas se houver:</p>
<ul data-spread="false">
<li>colaboradores sem orientação sobre as marcações;</li>
<li>jornadas não cadastradas corretamente;</li>
<li>escalas desatualizadas;</li>
<li>horas extras sem acompanhamento;</li>
<li>marcações esquecidas sem tratamento;</li>
<li>alterações sem justificativa;</li>
<li>banco de horas configurado incorretamente;</li>
<li>ausência de documentação sobre ajustes;</li>
<li>falhas na aplicação das convenções coletivas;</li>
<li>registros que não refletem a jornada realmente praticada.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo deve ser garantir que o <strong>controle de ponto represente a realidade da jornada</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a diferença entre aquilo que acontece na rotina e aquilo que aparece no sistema, maior tende a ser o risco de divergências futuras.</p>
<h2>Controle de ponto é também gestão de evidências</h2>
<p class="isSelectedEnd">Durante muitos anos, algumas empresas enxergaram o ponto principalmente como uma ferramenta para calcular a folha de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Hoje, essa visão precisa ser mais ampla.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os registros ajudam a construir um histórico sobre a relação de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">É possível identificar, por exemplo:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quando o colaborador iniciou a jornada;</li>
<li>quando encerrou suas atividades;</li>
<li>quais intervalos foram realizados;</li>
<li>se houve trabalho extraordinário;</li>
<li>quais faltas ocorreram;</li>
<li>quais justificativas foram apresentadas;</li>
<li>quais ajustes foram realizados;</li>
<li>como funciona o banco de horas;</li>
<li>quais jornadas e escalas estavam configuradas;</li>
<li>quais ocorrências foram tratadas pelo RH.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que um sistema de ponto eliminará riscos trabalhistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nenhuma tecnologia pode oferecer essa garantia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, uma gestão estruturada fornece informações muito mais consistentes para RH, gestores, colaboradores, auditorias e eventual análise jurídica.</p>
<h2>Horas extras precisam ser acompanhadas antes do fechamento da folha</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro problema comum ocorre quando a empresa descobre o volume de horas extras somente no final do mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse momento, o trabalho já aconteceu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH passa então a atuar apenas na consequência, conferindo valores, buscando justificativas e tentando compreender o motivo daquela jornada extraordinária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma gestão mais eficiente acompanha essas informações ao longo do período.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um setor em que vários colaboradores começam a ultrapassar diariamente o horário planejado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema pode ajudar a identificar esse comportamento antes do fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A liderança poderá então investigar:</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe aumento temporário de demanda?</p>
<p class="isSelectedEnd">A equipe está dimensionada corretamente?</p>
<p class="isSelectedEnd">Há colaboradores iniciando atividades antes do horário?</p>
<p class="isSelectedEnd">As escalas precisam ser revisadas?</p>
<p class="isSelectedEnd">Os gestores estão autorizando horas extras sem planejamento?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe algum processo operacional causando atrasos?</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa mudança transforma o controle de ponto em uma ferramenta de <strong>gestão preventiva da jornada</strong>.</p>
<h2>O trabalho remoto também precisa entrar nessa análise</h2>
<p class="isSelectedEnd">A decisão envolvendo a bancária traz outro detalhe bastante atual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o relato apresentado no processo, parte das atividades era realizada remotamente, com acesso via VPN, antes de a profissional chegar fisicamente ao local de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse cenário mostra por que a discussão sobre jornada se tornou ainda mais complexa com modelos híbridos e digitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Hoje, determinadas atividades podem acontecer:</p>
<ul data-spread="false">
<li>no escritório;</li>
<li>em home office;</li>
<li>durante visitas externas;</li>
<li>em diferentes filiais;</li>
<li>pelo celular;</li>
<li>por plataformas corporativas;</li>
<li>em viagens profissionais.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas precisam estabelecer políticas claras sobre início e encerramento da jornada, autorização para horas extras e forma de registro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando aplicável ao vínculo e à modalidade de trabalho, o controle digital permite acompanhar jornadas descentralizadas sem depender exclusivamente da presença física do colaborador.</p>
<h2>Registro eletrônico de ponto e Portaria 671</h2>
<p class="isSelectedEnd">A legislação também acompanhou a evolução tecnológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério do Trabalho e Emprego informa que o Decreto nº 10.854/2021 e a Portaria nº 671/2021 regulamentaram os sistemas eletrônicos de controle de jornada e estabeleceram três modalidades de registradores:</p>
<ul data-spread="false">
<li>REP-C, Registrador Eletrônico de Ponto Convencional;</li>
<li>REP-A, Registrador Eletrônico de Ponto Alternativo;</li>
<li>REP-P, Registrador Eletrônico de Ponto via Programa.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A regulamentação permitiu incorporar tecnologias mais modernas ao controle de jornada, incluindo soluções capazes de realizar marcações por dispositivos móveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso permite que empresas encontrem modelos adequados às suas diferentes operações, desde estruturas com relógios físicos até equipes externas ou modelos híbridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Independentemente da tecnologia escolhida, entretanto, a confiabilidade dos registros continua sendo fundamental.</p>
<h2>Como uma empresa pode reduzir problemas relacionados às horas extras?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A decisão do TST serve como oportunidade para revisar alguns processos internos.</p>
<p><strong>1. Defina claramente quem precisa registrar o ponto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As regras precisam estar alinhadas à legislação e às características de cada função.</p>
<p class="isSelectedEnd">Qualquer exceção deve ser avaliada cuidadosamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é recomendável simplesmente estabelecer que determinado grupo &#8220;não precisa bater ponto&#8221; sem analisar o fundamento jurídico da medida.</p>
<p><strong>2. Registre a jornada efetivamente realizada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O controle precisa refletir a realidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Orientar colaboradores a registrar apenas o horário contratual, quando continuam trabalhando antes ou depois dele, pode criar uma inconsistência séria entre documentação e rotina.</p>
<p><strong>3. Acompanhe as horas extras durante o mês</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Relatórios e indicadores ajudam a identificar jornadas excessivas antes do fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa consegue agir preventivamente em vez de descobrir o problema apenas quando recebe a folha.</p>
<p><strong>4. Estruture corretamente o banco de horas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Compensações precisam seguir os requisitos legais e, quando aplicável, as disposições de acordos ou convenções coletivas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, o saldo deve ser transparente tanto para a empresa quanto para o trabalhador.</p>
<p><strong>5. Documente ajustes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Esquecimentos de marcação podem acontecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando um horário precisar ser corrigido, o ideal é que exista um processo claro para justificar e registrar essa alteração.</p>
<p><strong>6. Revise escalas e horários regularmente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mudanças operacionais podem tornar uma configuração antiga incompatível com a rotina atual.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema precisa acompanhar essas mudanças.</p>
<p><strong>7. Analise as convenções coletivas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Percentuais de horas extras, jornadas específicas, adicionais e sistemas de compensação podem variar conforme a categoria.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH não deve basear suas configurações somente nas regras gerais da CLT.</p>
<p><strong>8. Mantenha os colaboradores informados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O trabalhador precisa compreender como registrar a jornada, consultar seus dados e comunicar eventuais divergências.</p>
<p class="isSelectedEnd">Transparência reduz conflitos e facilita a correção antecipada de problemas.</p>
<h2>Tecnologia ajuda o RH a sair da gestão reativa</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando a empresa depende de controles manuais ou informações descentralizadas, boa parte do tempo do RH é consumida tentando reconstruir acontecimentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem trabalhou além do horário?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem esqueceu uma marcação?</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa hora extra foi autorizada?</p>
<p class="isSelectedEnd">O saldo do banco está correto?</p>
<p class="isSelectedEnd">A justificativa foi enviada?</p>
<p class="isSelectedEnd">Qual escala estava valendo naquele dia?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais colaboradores, unidades, escalas e regras diferentes existem, maior se torna a complexidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma solução adequada de gestão de jornada, essas informações podem ficar centralizadas e disponíveis para análise.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, trabalhamos com soluções Secullum para gestão de ponto, permitindo estruturar diferentes jornadas, escalas, banco de horas, tratamento de ocorrências e acompanhamento dos registros dos colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da solução utilizada e da configuração adotada pela empresa, a gestão pode incluir recursos como registro por diferentes dispositivos, acompanhamento de jornadas, relatórios, gestão de horas extras e acesso dos colaboradores às próprias informações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia não substitui uma política trabalhista bem estruturada, mas torna sua aplicação muito mais organizada.</p>
<h2>A qualidade do registro pode fazer diferença anos depois</h2>
<p class="isSelectedEnd">Existe ainda uma característica particular das relações trabalhistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma divergência que acontece hoje pode ser discutida muito tempo depois.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando isso ocorre, reconstruir manualmente a rotina de determinado colaborador, setor ou período pode ser extremamente difícil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pessoas mudam de função.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gestores deixam a empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Equipes são reorganizadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sistemas são substituídos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Processos internos mudam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, registros estruturados e históricos organizados possuem um valor que muitas vezes só é percebido quando surge uma auditoria ou questionamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O controle de ponto precisa ser pensado também como parte da memória documental da relação entre empresa e trabalhador.</p>
<h2>O maior aprendizado do caso da Caixa</h2>
<p class="isSelectedEnd">A decisão da 7ª Turma do TST não significa que todo colaborador necessariamente terá sua alegação de horas extras reconhecida sempre que faltar algum registro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada processo possui fatos, provas e circunstâncias próprias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O julgamento, porém, reforça um princípio essencial para a gestão empresarial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quando existe responsabilidade pelo controle da jornada, abrir mão dos registros pode criar consequências relevantes para a empresa.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No caso analisado, permitir que empregados destacados optassem por registrar ou não o ponto não foi suficiente para transferir integralmente à trabalhadora a responsabilidade de demonstrar sua jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ausência dos controles acabou se tornando um elemento importante contra a própria empregadora.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa situação demonstra que políticas internas precisam ser construídas considerando não apenas a conveniência operacional, mas também suas possíveis consequências trabalhistas.</p>
<h2>Controle de jornada precisa ser tratado como processo estratégico</h2>
<p class="isSelectedEnd">Registrar entradas e saídas pode parecer uma tarefa simples.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por trás dessas marcações, entretanto, estão informações relacionadas a remuneração, horas extras, banco de horas, intervalos, escalas, descanso e cumprimento das regras trabalhistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando esses dados são bem administrados, o RH consegue:</p>
<ul data-spread="false">
<li>reduzir retrabalho;</li>
<li>identificar inconsistências com antecedência;</li>
<li>melhorar o planejamento das jornadas;</li>
<li>acompanhar custos com horas extras;</li>
<li>dar mais transparência aos colaboradores;</li>
<li>organizar informações para auditorias;</li>
<li>fortalecer a documentação relacionada à jornada de trabalho.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A discussão trazida pelo TST reforça justamente esse ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">O controle de ponto não deve existir somente porque a legislação determina seu uso em determinadas situações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele precisa fazer parte de uma gestão estruturada da jornada.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p class="isSelectedEnd">O caso envolvendo a Caixa Econômica Federal mostra como uma decisão aparentemente simples, permitir que determinados colaboradores optem por não registrar o ponto, pode produzir consequências importantes quando surge uma discussão sobre horas extras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as empresas, a principal lição não está apenas em &#8220;bater o ponto&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">Está em construir registros confiáveis que representem a jornada efetivamente realizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Políticas claras, sistemas adequados, acompanhamento constante e configurações alinhadas às regras trabalhistas ajudam o RH a sair de uma atuação corretiva e assumir uma postura preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em um cenário no qual as jornadas se tornam cada vez mais flexíveis, com trabalho presencial, externo, remoto e híbrido convivendo dentro da mesma organização, ter informações precisas deixa de ser apenas uma facilidade administrativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Torna-se parte importante da gestão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia oferece soluções para empresas que buscam modernizar o controle de jornada, organizar seus processos e ter mais visibilidade sobre horas trabalhadas, ocorrências, escalas e banco de horas.</p>
<p><strong>Nossa rotina é facilitar a sua.</strong></p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10797" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16-300x113.webp" alt="Organize jornadas, acompanhe horas extras e tenha mais confiança nos registros." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-16.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/26/controle-de-ponto-horas-extras-decisao-tst/">Registro de ponto opcional pode gerar risco trabalhista? Entenda decisão do TST sobre horas extras</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso: como evitar falhas e manter a operação segura</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/25/manutencao-preventiva-sistemas-ponto-acesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 11:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[assistência técnica]]></category>
		<category><![CDATA[catracas]]></category>
		<category><![CDATA[controle de acesso]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ponto]]></category>
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		<category><![CDATA[Ponto Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[relógio de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[Secullum]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10787</guid>

					<description><![CDATA[<p>Imagine o início de um turno em uma indústria, hospital, centro logístico ou empresa com centenas de colaboradores. Em poucos minutos, dezenas de pessoas precisam registrar o ponto e passar pelos acessos autorizados. Então, uma catraca deixa de liberar passagem, o reconhecimento facial começa a apresentar lentidão ou um relógio de ponto perde comunicação com [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/25/manutencao-preventiva-sistemas-ponto-acesso/">Manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso: como evitar falhas e manter a operação segura</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Imagine o início de um turno em uma indústria, hospital, centro logístico ou empresa com centenas de colaboradores. Em poucos minutos, dezenas de pessoas precisam registrar o ponto e passar pelos acessos autorizados. Então, uma catraca deixa de liberar passagem, o reconhecimento facial começa a apresentar lentidão ou um relógio de ponto perde comunicação com o sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que parecia ser apenas uma falha técnica rapidamente se transforma em filas, atrasos, chamados para o RH, intervenção da TI, registros que precisam ser conferidos manualmente e impactos na rotina de toda a empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse cenário mostra por que a <strong>manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso</strong> precisa ser encarada como parte da estratégia operacional, e não apenas como uma preocupação da equipe técnica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Equipamentos de ponto, controladores de acesso, catracas, leitores faciais, rede, software e integrações formam um ecossistema. Quando um componente apresenta problemas, o efeito pode chegar a diferentes áreas da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">A boa notícia é que boa parte das interrupções pode ser reduzida com acompanhamento adequado, manutenção periódica, atualização tecnológica e uma estrutura de suporte preparada para identificar problemas antes que eles comprometam a operação.</p>
<h2>O que é manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A manutenção preventiva é o conjunto de verificações, testes, ajustes e cuidados realizados periodicamente para identificar possíveis falhas antes que elas provoquem uma interrupção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, significa não esperar que o relógio de ponto pare de funcionar ou que uma catraca deixe de liberar pessoas para só então procurar uma solução.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é acompanhar a condição dos equipamentos e da infraestrutura e identificar sinais como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>falhas recorrentes de comunicação;</li>
<li>lentidão na identificação dos usuários;</li>
<li>dificuldades de leitura biométrica ou facial;</li>
<li>travamentos;</li>
<li>componentes com sinais de desgaste;</li>
<li>inconsistências entre equipamento e software;</li>
<li>problemas de alimentação elétrica;</li>
<li>falhas de rede;</li>
<li>cadastros ou permissões desatualizados;</li>
<li>versões antigas de firmware ou software;</li>
<li>acúmulo de sujeira em sensores e dispositivos;</li>
<li>comportamento diferente do padrão habitual.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A lógica é semelhante à utilizada em equipamentos industriais ou veículos. Uma revisão realizada no momento correto pode evitar que um problema relativamente simples evolua para uma parada completa.</p>
<h2>Manutenção preventiva e manutenção corretiva não são a mesma coisa</h2>
<p class="isSelectedEnd">É importante diferenciar os dois conceitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A <strong>manutenção corretiva</strong> acontece depois que a falha já ocorreu. O equipamento parou, o sistema deixou de comunicar ou determinada função não está funcionando corretamente. Nesse momento, a prioridade é diagnosticar o problema e restabelecer a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já a <strong>manutenção preventiva</strong> trabalha antes da interrupção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que a manutenção corretiva deixará de existir. Equipamentos eletrônicos podem apresentar defeitos inesperados, assim como redes, servidores e outros componentes tecnológicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença está na postura da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando toda a estratégia é baseada apenas em manutenção corretiva, a organização constantemente reage a emergências.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma abordagem preventiva, é possível reduzir essa dependência e transformar parte dos imprevistos em intervenções programadas.</p>
<p><a href="https://lojadoponto.com.br/suporte-tecnico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10790" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15-300x113.webp" alt="Evite falhas inesperadas e mantenha seus equipamentos funcionando com segurança." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-15.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>O verdadeiro custo de uma parada vai além do equipamento</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um erro comum é avaliar uma falha considerando somente o valor do reparo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sistemas de ponto e acesso, o impacto pode ser muito mais amplo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma catraca utilizada por centenas de colaboradores na troca de turno. Se ela apresentar problemas durante alguns minutos, uma fila pode se formar rapidamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O atraso começa na portaria, mas pode chegar à linha de produção, ao atendimento, ao centro de distribuição ou a outros setores da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em um sistema de ponto, a indisponibilidade pode gerar marcações ausentes, necessidade de justificativas, ajustes manuais e conferências adicionais antes do fechamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, o custo de uma falha pode envolver:</p>
<ul data-spread="false">
<li>horas de trabalho perdidas;</li>
<li>retrabalho do RH;</li>
<li>intervenção da equipe de TI;</li>
<li>atrasos no início de turnos;</li>
<li>necessidade de registros e liberações manuais;</li>
<li>dificuldade de controle de visitantes;</li>
<li>impacto na experiência dos colaboradores;</li>
<li>aumento de chamados internos;</li>
<li>divergências no fechamento do ponto;</li>
<li>comprometimento temporário dos controles de segurança.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">É por isso que manutenção preventiva não deve ser analisada apenas como custo técnico. Ela também está relacionada à <strong>continuidade do negócio</strong>.</p>
<h2>Qual a relação entre manutenção e conformidade do controle de ponto?</h2>
<p class="isSelectedEnd">No Brasil, a Portaria MTP nº 671/2021 regulamenta aspectos relacionados aos sistemas de registro eletrônico de ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre suas determinações, a norma estabelece que o sistema eletrônico deve registrar fielmente as marcações realizadas pelos trabalhadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A manutenção preventiva não é apresentada pela Portaria 671 como uma obrigação periódica específica. Entretanto, manter equipamentos, sistemas e integrações em boas condições contribui diretamente para que a infraestrutura utilizada pela empresa continue funcionando conforme o esperado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pense em alguns exemplos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se um equipamento deixa constantemente de transmitir informações, se existem problemas frequentes de comunicação ou se registros precisam ser recuperados e tratados manualmente, aumenta a complexidade da gestão da jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, manutenção, configuração correta, monitoramento e suporte técnico devem trabalhar juntos.</p>
<h2>O sistema de ponto é um ecossistema, não apenas um relógio</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando falamos em manutenção de ponto eletrônico, é comum pensar imediatamente no equipamento instalado na parede.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas o relógio é somente uma parte da estrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da empresa, o funcionamento pode envolver:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Equipamento de registro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">É o dispositivo utilizado pelo colaborador para realizar a marcação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Rede</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Permite a comunicação entre equipamentos, servidores e sistemas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Software de gestão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Recebe e organiza as informações utilizadas pelo RH.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Banco de dados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mantém os registros e cadastros necessários para a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Integrações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Podem conectar o sistema de ponto a equipamentos, sistemas de folha, soluções de RH e outras ferramentas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Infraestrutura elétrica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Oscilações, interrupções e instalações inadequadas podem impactar equipamentos eletrônicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando existe uma falha em qualquer uma dessas camadas, o usuário pode simplesmente enxergar que &#8220;o ponto não está funcionando&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o diagnóstico precisa analisar a estrutura completa.</p>
<h2>No controle de acesso, a atenção deve ser ainda maior</h2>
<p class="isSelectedEnd">Controle de acesso possui uma característica adicional. Além da continuidade operacional, ele está relacionado à segurança física da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Catracas, portas controladas, cancelas, leitores faciais, cartões, biometria e controladores executam regras que determinam quem pode entrar em determinado ambiente e em quais condições.</p>
<p class="isSelectedEnd">A documentação técnica da Control iD, por exemplo, demonstra que equipamentos de acesso podem operar considerando cadastros de usuários, formas de identificação, departamentos, horários, regras de acesso e diferentes modos de funcionamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso mostra como uma estrutura moderna depende não apenas do componente físico, mas também de configurações e comunicação adequadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em uma empresa com áreas restritas, uma falha pode significar muito mais do que uma fila na entrada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode existir impacto sobre:</p>
<ul data-spread="false">
<li>salas técnicas;</li>
<li>áreas administrativas;</li>
<li>estoques;</li>
<li>centros de distribuição;</li>
<li>laboratórios;</li>
<li>ambientes industriais;</li>
<li>áreas financeiras;</li>
<li>locais com informações sensíveis;</li>
<li>áreas destinadas apenas a profissionais autorizados.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, a manutenção do controle de acesso precisa considerar simultaneamente disponibilidade e segurança.</p>
<h2>Quais componentes devem entrar em um plano de manutenção preventiva?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não existe um único cronograma adequado para todas as empresas. O plano precisa considerar fabricante, modelo do equipamento, volume de utilização, características do ambiente e criticidade de cada ponto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, algumas verificações são particularmente importantes.</p>
<p><strong>1. Estado físico dos equipamentos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Catracas, relógios de ponto, leitores e controladores estão sujeitos ao desgaste natural.</p>
<p class="isSelectedEnd">É importante observar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>fixação;</li>
<li>conectores;</li>
<li>cabos;</li>
<li>fontes;</li>
<li>telas;</li>
<li>sensores;</li>
<li>leitores;</li>
<li>partes móveis;</li>
<li>sinais de umidade;</li>
<li>danos externos.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Ambientes industriais, externos ou com grande circulação podem demandar atenção diferente de um escritório com poucos usuários.</p>
<p><strong>2. Limpeza</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Poeira, gordura e outras partículas podem prejudicar componentes e sensores ao longo do tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A limpeza deve seguir as recomendações do fabricante. O uso de produtos inadequados também pode danificar telas, sensores, câmeras e superfícies.</p>
<p><strong>3. Comunicação com a rede</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um equipamento aparentemente saudável pode apresentar problemas por causa da infraestrutura de comunicação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, vale acompanhar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>estabilidade da conexão;</li>
<li>comunicação entre equipamento e sistema;</li>
<li>endereçamento de rede;</li>
<li>perda recorrente de conexão;</li>
<li>mudanças realizadas pela TI;</li>
<li>cabos e pontos de rede.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Esse acompanhamento é especialmente importante quando vários equipamentos estão distribuídos entre diferentes unidades.</p>
<p><strong>4. Atualizações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Software e firmware também fazem parte da manutenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualizações podem incluir correções, melhorias de desempenho, compatibilidade e outros ajustes desenvolvidos pelo fabricante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, não é recomendável realizar mudanças indiscriminadamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualizações precisam ser avaliadas, planejadas e, sempre que possível, realizadas em horários que reduzam o impacto sobre a operação.</p>
<p><strong>5. Testes de identificação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos equipamentos que utilizam reconhecimento facial, biometria, cartão ou outras formas de autenticação, é importante observar o desempenho real.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aumento na quantidade de tentativas, demora para reconhecimento ou reclamações recorrentes dos usuários podem indicar que algo precisa ser investigado.</p>
<p><strong>6. Cadastros e permissões</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todo problema de acesso é causado pelo equipamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador pode ter sido transferido de setor, trocado de turno ou recebido uma nova função sem que as regras de acesso tenham sido revisadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Periodicamente, vale conferir:</p>
<ul data-spread="false">
<li>usuários ativos;</li>
<li>colaboradores desligados;</li>
<li>visitantes;</li>
<li>horários autorizados;</li>
<li>departamentos;</li>
<li>níveis de permissão;</li>
<li>credenciais temporárias.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Essa revisão também contribui para uma política de acesso mais organizada.</p>
<h2>7 sinais de que a infraestrutura precisa de atenção</h2>
<p class="isSelectedEnd">Nem sempre o equipamento para completamente antes de demonstrar que existe um problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns sinais merecem atenção:</p>
<p><strong>1. Reconhecimento está mais lento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se um equipamento que normalmente identifica rapidamente começa a exigir diversas tentativas, investigar a causa antes da falha total pode evitar problemas maiores.</p>
<p><strong>2. Desconexões estão ficando frequentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quedas recorrentes de comunicação não devem ser tratadas como comportamento normal.</p>
<p><strong>3. RH está fazendo ajustes manuais demais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o setor passa a corrigir repetidamente registros relacionados a um mesmo equipamento ou unidade, vale investigar a origem da inconsistência.</p>
<p><strong>4. Colaboradores reclamam constantemente do mesmo equipamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência do usuário também funciona como indicador.</p>
<p><strong>5. A catraca apresenta comportamento irregular</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ruídos, travamentos ou dificuldade de giro devem ser avaliados.</p>
<p><strong>6. O equipamento reinicia sem motivo aparente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Reinicializações recorrentes podem indicar diferentes tipos de problema, desde energia até configuração ou hardware.</p>
<p><strong>7. A solução está há anos sem revisão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo que aparentemente esteja funcionando, equipamentos antigos podem demandar avaliação de vida útil, disponibilidade de peças e compatibilidade com novas tecnologias.</p>
<h2>A manutenção também precisa considerar energia</h2>
<p class="isSelectedEnd">Problemas elétricos costumam ser esquecidos quando se investiga uma falha de ponto ou acesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Oscilações e quedas de energia podem causar indisponibilidade, reinicializações inesperadas e até danos a equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da criticidade da operação, é importante analisar a necessidade de:</p>
<ul data-spread="false">
<li>infraestrutura elétrica adequada;</li>
<li>aterramento;</li>
<li>proteção contra surtos;</li>
<li>nobreaks;</li>
<li>autonomia para períodos de interrupção;</li>
<li>acompanhamento das condições de alimentação.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A solução adequada depende da instalação e deve ser avaliada tecnicamente.</p>
<h2>E se a internet cair?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é outro ponto que precisa fazer parte do planejamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas não devem pensar somente em como o sistema funciona nas condições ideais, mas também no que acontece quando um recurso fica temporariamente indisponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo do equipamento, da arquitetura e da configuração utilizada, determinados recursos podem possuir funcionamento local ou formas diferentes de operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, uma estratégia de continuidade precisa responder perguntas como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>O que acontece se a conexão com o servidor for interrompida?</li>
<li>Os registros continuam sendo armazenados?</li>
<li>Como eles serão sincronizados depois?</li>
<li>O equipamento de acesso continuará reconhecendo usuários?</li>
<li>Existe uma alternativa para entrada em áreas críticas?</li>
<li>Quem precisa ser acionado?</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Essas respostas precisam ser conhecidas antes de uma emergência.</p>
<h2>Manutenção preventiva também é planejamento de vida útil</h2>
<p class="isSelectedEnd">Nenhum equipamento eletrônico dura para sempre.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo uma infraestrutura muito bem mantida chegará ao momento em que a substituição fará mais sentido do que continuar reparando.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, um bom planejamento também acompanha o <strong>ciclo de vida dos ativos</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode manter um inventário com informações como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>modelo;</li>
<li>número de série;</li>
<li>local de instalação;</li>
<li>data de aquisição;</li>
<li>histórico de manutenção;</li>
<li>quantidade de intervenções;</li>
<li>disponibilidade de peças;</li>
<li>criticidade daquele equipamento para a operação.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Assim, investimentos deixam de acontecer somente em situações emergenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O gestor consegue antecipar a modernização e distribuí-la de acordo com orçamento e prioridade.</p>
<h2>Como criar uma rotina de manutenção preventiva?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma estratégia eficiente pode começar com alguns passos.</p>
<p><strong>Mapeie todos os equipamentos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Identifique onde estão instalados relógios de ponto, catracas, controladores, leitores, cancelas e demais dispositivos.</p>
<p><strong>Classifique a criticidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma catraca utilizada por mil colaboradores na troca de turno possui uma criticidade diferente de um equipamento utilizado esporadicamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa classificação ajuda a definir prioridades.</p>
<p><strong>Crie um histórico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Registre intervenções, falhas e chamados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo do tempo, esse histórico mostra quais equipamentos apresentam mais problemas e quais componentes demandam atenção.</p>
<p><strong>Estabeleça revisões periódicas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A frequência deve considerar as especificações do fabricante e a realidade da operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Equipamentos submetidos a alto fluxo, poeira, umidade ou condições mais severas podem exigir acompanhamento diferente.</p>
<p><strong>Analise indicadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns indicadores úteis são:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quantidade de chamados por equipamento;</li>
<li>indisponibilidade;</li>
<li>recorrência do mesmo defeito;</li>
<li>número de ajustes manuais relacionados ao ponto;</li>
<li>tempo de atendimento;</li>
<li>tempo para restabelecimento da operação.</li>
</ul>
<p><strong>Trabalhe com suporte especializado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem toda manutenção deve ser executada pela equipe interna.</p>
<p class="isSelectedEnd">Abrir ou realizar intervenções indevidas em equipamentos pode causar danos e até interferir em garantias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ideal é seguir as orientações do fabricante e contar com profissionais capacitados.</p>
<h2>Preventiva não significa mexer no equipamento sem necessidade</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse ponto merece atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Manutenção preventiva não é desmontar equipamentos periodicamente apenas para verificar se existe algum problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma boa estratégia é baseada em critérios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela envolve inspeção, diagnóstico, acompanhamento e intervenções realizadas quando tecnicamente justificadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, configurações críticas, atualizações e procedimentos internos devem ser realizados por profissionais capacitados.</p>
<h2>O papel do suporte técnico</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando a empresa compra um sistema de ponto ou acesso, a relação com o fornecedor não deveria terminar na instalação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo da vida útil da solução podem surgir:</p>
<ul data-spread="false">
<li>dúvidas de configuração;</li>
<li>alterações na rede;</li>
<li>mudanças nas regras de jornada;</li>
<li>troca de usuários;</li>
<li>necessidade de atualização;</li>
<li>expansão de unidades;</li>
<li>substituição de equipamentos;</li>
<li>integração de novas tecnologias;</li>
<li>falhas inesperadas.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">É nesses momentos que a qualidade do suporte faz diferença.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Ponto Tecnologia mantém estrutura de <strong>suporte técnico especializado</strong>, com atendimento voltado à operação dos sistemas de controle de ponto e às necessidades específicas de cada empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ter acesso a profissionais que conhecem equipamentos e sistemas reduz o tempo necessário para identificar a causa de um problema e tomar uma decisão.</p>
<h2>Sistema de gestão e equipamento precisam trabalhar juntos</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um bom equipamento conectado a um processo mal configurado continuará gerando dificuldades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Da mesma maneira, um software completo não resolve sozinho problemas físicos de um equipamento ou de infraestrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">É por isso que a gestão moderna precisa olhar o conjunto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na gestão de jornada, a Ponto Tecnologia trabalha com soluções Secullum, permitindo estruturar processos de controle de ponto de acordo com diferentes necessidades da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a combinação entre equipamentos adequados, sistemas configurados corretamente, infraestrutura preparada e suporte especializado cria uma operação muito mais confiável.</p>
<p class="isSelectedEnd">No controle de acesso, esse mesmo princípio vale para catracas, leitores faciais, controladores, cancelas e demais equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia também trabalha com soluções integradas de controle de acesso, envolvendo tecnologia, regras e gestão da circulação de pessoas.</p>
<h2>Manutenção preventiva é especialmente importante em operações críticas</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em algumas empresas, alguns minutos de indisponibilidade causam impactos consideráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">É o caso de ambientes como:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Indústrias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Trocas de turno concentram grande volume de pessoas em pouco tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O fluxo acontece continuamente e diferentes áreas podem possuir níveis distintos de autorização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Centros logísticos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Existem movimentos de colaboradores, prestadores, visitantes e veículos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Condomínios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A disponibilidade do controle de acesso impacta diretamente moradores, visitantes e prestadores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Escolas e universidades</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Horários de entrada e saída concentram grande fluxo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas com múltiplas unidades</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma falha isolada em determinada filial pode passar despercebida pela matriz até afetar os registros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior a dependência da tecnologia para manter a operação, mais importante é ter uma estratégia de continuidade.</p>
<h2>Checklist para avaliar a situação atual da sua empresa</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma avaliação inicial pode começar com estas perguntas:</p>
<ol start="1" data-spread="false">
<li>Há quanto tempo os equipamentos não passam por uma revisão?</li>
<li>Existe histórico dos chamados técnicos?</li>
<li>Algum equipamento apresenta falhas repetidas?</li>
<li>Existem relógios, catracas ou controladores críticos sem contingência?</li>
<li>A equipe sabe o que fazer se um equipamento ficar indisponível?</li>
<li>Os equipamentos comunicam corretamente com o sistema?</li>
<li>Existem reclamações recorrentes de usuários?</li>
<li>Firmware e software estão sendo acompanhados?</li>
<li>Há controle sobre usuários e permissões antigas?</li>
<li>A infraestrutura elétrica é adequada?</li>
<li>Existem equipamentos próximos do fim de sua vida útil?</li>
<li>O RH precisa corrigir frequentemente problemas originados nos registros?</li>
<li>Existe um parceiro técnico que possa ser acionado rapidamente?</li>
</ol>
<p class="isSelectedEnd">Quanto maior o número de respostas negativas ou desconhecidas, maior a necessidade de revisar a estratégia.</p>
<h2>Da manutenção reativa para uma gestão mais inteligente</h2>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo não é eliminar completamente as falhas. Isso seria uma promessa pouco realista para qualquer infraestrutura tecnológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é <strong>reduzir a frequência das interrupções, diminuir seu impacto e aumentar a capacidade de resposta da empresa</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a organização conhece seu parque tecnológico, acompanha indicadores e cria uma rotina preventiva, problemas deixam de ser sempre uma surpresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH ganha mais segurança no fechamento da jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A TI recebe menos chamados emergenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segurança patrimonial mantém maior controle sobre as entradas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os colaboradores enfrentam menos filas e interrupções.</p>
<p class="isSelectedEnd">E a empresa consegue planejar melhor seus investimentos.</p>
<h2>Tecnologia confiável depende de acompanhamento</h2>
<p class="isSelectedEnd">Relógios de ponto, sistemas de gestão, catracas e leitores de acesso fazem parte da infraestrutura operacional da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, simplesmente instalar a tecnologia não encerra o trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A qualidade da operação depende de configuração adequada, infraestrutura, acompanhamento, atualização e suporte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma política de <strong>manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso</strong> ajuda a identificar sinais de problemas antes que eles evoluam para paradas inesperadas, reduz retrabalhos e contribui para que os processos de jornada e segurança continuem funcionando de maneira confiável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, tecnologia e atendimento caminham juntos para facilitar a rotina das empresas. Com soluções de controle de ponto, gestão Secullum, controle de acesso, equipamentos e suporte técnico especializado, sua empresa pode construir uma estrutura preparada não apenas para funcionar hoje, mas para continuar funcionando conforme a operação cresce.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sua empresa não precisa esperar um equipamento parar para descobrir que havia um problema. Fale com a Ponto Tecnologia e conheça soluções para tornar sua operação de ponto e acesso mais segura, organizada e confiável.</strong></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre manutenção preventiva de ponto e acesso</h2>
<p><strong>O que é manutenção preventiva em relógio de ponto?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">É a realização planejada de verificações, testes e cuidados com o equipamento e sua infraestrutura para identificar possíveis problemas antes que provoquem uma falha operacional.</p>
<p><strong>De quanto em quanto tempo deve ser feita a manutenção?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Não existe um intervalo único aplicável a todos os equipamentos. A periodicidade deve considerar as recomendações do fabricante, ambiente de instalação, volume de utilização, histórico de falhas e criticidade do dispositivo.</p>
<p><strong>A Portaria 671 exige manutenção preventiva?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Portaria MTP nº 671/2021 estabelece requisitos relacionados ao registro eletrônico de ponto, incluindo a necessidade de registro fiel das marcações. Ela não determina um calendário geral obrigatório de manutenção preventiva. Manter a infraestrutura funcionando adequadamente, porém, contribui para a confiabilidade da operação.</p>
<p><strong>Por que uma catraca precisa de manutenção preventiva?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Porque possui componentes eletrônicos e, em muitos modelos, mecânicos que sofrem desgaste. Falhas também podem surgir em leitores, comunicação, alimentação elétrica ou configurações.</p>
<p><strong>O software também precisa de manutenção?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sim. A operação não depende somente do hardware. Atualizações, parametrizações, integrações, backups, conectividade e acompanhamento do sistema também precisam fazer parte da gestão.</p>
<p><strong>Quem deve realizar a manutenção?</strong></p>
<p>Procedimentos técnicos devem seguir as recomendações dos fabricantes e ser executados por profissionais capacitados. Intervenções indevidas podem causar danos ao equipamento.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541996660837" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10789" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15-300x113.webp" alt="Conte com a Ponto Tecnologia para manutenção preventiva e corretiva de sistemas de ponto e acesso." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-15.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/25/manutencao-preventiva-sistemas-ponto-acesso/">Manutenção preventiva de sistemas de ponto e acesso: como evitar falhas e manter a operação segura</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Licença casamento: quantos dias são e quais cuidados o RH deve ter?</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/24/licenca-casamento-clt-rh/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 12:31:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leis]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[artigo 473]]></category>
		<category><![CDATA[CLT]]></category>
		<category><![CDATA[departamento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[faltas justificadas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[licença casamento]]></category>
		<category><![CDATA[licença gala]]></category>
		<category><![CDATA[Secullum]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10781</guid>

					<description><![CDATA[<p>Casamento marcado, documentos organizados, cerimônia planejada e alguns dias longe do trabalho. Para o colaborador, esse período representa uma mudança importante na vida pessoal. Para o RH e o Departamento Pessoal, porém, existe também uma responsabilidade prática: registrar corretamente a ausência e garantir que o direito previsto na legislação seja respeitado. É nesse contexto que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/24/licenca-casamento-clt-rh/">Licença casamento: quantos dias são e quais cuidados o RH deve ter?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Casamento marcado, documentos organizados, cerimônia planejada e alguns dias longe do trabalho. Para o colaborador, esse período representa uma mudança importante na vida pessoal. Para o RH e o Departamento Pessoal, porém, existe também uma responsabilidade prática: registrar corretamente a ausência e garantir que o direito previsto na legislação seja respeitado.</p>
<p class="isSelectedEnd">É nesse contexto que entra a <strong>licença casamento</strong>, também conhecida como <strong>licença gala</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Consolidação das Leis do Trabalho garante ao empregado o direito de se ausentar do serviço em virtude do casamento sem prejuízo do salário. Embora a regra pareça simples, algumas dúvidas aparecem com frequência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Afinal, são três dias úteis ou corridos? O dia do casamento entra na contagem? O funcionário precisa apresentar certidão? O período pode ser maior dependendo da profissão? E como registrar essa ocorrência corretamente no controle de ponto?</p>
<p class="isSelectedEnd">Neste artigo, vamos responder às principais dúvidas sobre a licença casamento e mostrar por que o RH precisa olhar para esse direito não apenas como uma ausência, mas como parte de uma gestão de jornada bem estruturada.</p>
<h2>O que é licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A <strong>licença casamento é uma ausência remunerada prevista na legislação trabalhista</strong>, concedida ao empregado em razão do seu casamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, durante o período da licença, o colaborador pode deixar de comparecer ao trabalho sem que os dias sejam descontados do salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela faz parte das chamadas faltas legalmente justificadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho determina que o empregado pode deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo salarial em determinadas situações, entre elas o casamento. No caso da licença casamento, a CLT estabelece <strong>até três dias consecutivos</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, não se trata de férias, banco de horas ou folga concedida voluntariamente pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">É um direito trabalhista.</p>
<h2>Licença casamento e licença gala são a mesma coisa?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sim.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Licença casamento e licença gala são nomes utilizados para o mesmo afastamento.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O termo licença casamento é mais intuitivo e bastante utilizado atualmente por empresas e profissionais de RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já a expressão licença gala é tradicional no Direito do Trabalho e continua aparecendo em convenções coletivas, decisões judiciais e materiais jurídicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Inclusive, a própria CLT utiliza a palavra &#8220;gala&#8221; ao tratar de uma situação específica envolvendo professores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Independentemente da nomenclatura utilizada internamente, o mais importante é que o RH saiba identificar a ocorrência e aplique corretamente a regra correspondente.</p>
<h2>Quantos dias de licença casamento o trabalhador tem direito?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para a maioria dos trabalhadores contratados pelo regime da CLT, a regra geral está no inciso II do artigo 473.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação determina que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>por até três dias consecutivos em virtude de casamento.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Esses dias não podem resultar em desconto salarial quando o direito estiver corretamente caracterizado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um cuidado importante, porém, é não transformar automaticamente essa regra em &#8220;três dias corridos&#8221; ou &#8220;três dias úteis&#8221; sem analisar a situação concreta.</p>
<p class="isSelectedEnd">A redação da CLT utiliza a expressão <strong>três dias consecutivos</strong>, mas não detalha no próprio inciso exatamente como todas as situações de calendário e jornada devem ser tratadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, escalas, dias de trabalho, instrumentos coletivos e regras específicas da categoria precisam ser observados pelo Departamento Pessoal.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10784" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14-300x113.webp" alt="Organize afastamentos e mantenha a jornada dos colaboradores sempre atualizada." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-14.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Os três dias da licença casamento são úteis ou corridos?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Essa é provavelmente a principal dúvida envolvendo a licença casamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CLT determina três dias consecutivos, mas existe discussão sobre a forma de contagem quando o casamento ocorre próximo a folgas, fins de semana ou dias nos quais o empregado normalmente não prestaria serviço.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio caput do artigo 473 trata das situações em que o empregado pode <strong>deixar de comparecer ao serviço</strong>. Por esse motivo, decisões trabalhistas já consideraram a jornada efetivamente praticada pelo empregado na análise da licença.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há jurisprudência, por exemplo, reconhecendo que devem ser observados os dias da semana nos quais o trabalhador normalmente realizava suas atividades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, acordos e convenções coletivas podem definir a questão de maneira expressa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há instrumentos coletivos registrados no sistema Mediador do Ministério do Trabalho que estabelecem, por exemplo, três dias úteis consecutivos de licença. Outros ampliam o benefício para cinco dias consecutivos ou oferecem regras próprias de contagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o RH deve evitar uma regra genérica aplicada indiscriminadamente a todos os colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de lançar a licença, é recomendável verificar:</p>
<ol start="1" data-spread="false">
<li>a data do casamento;</li>
<li>a jornada habitual do trabalhador;</li>
<li>sua escala de trabalho;</li>
<li>o acordo ou convenção coletiva aplicável;</li>
<li>eventual política interna mais benéfica da empresa.</li>
</ol>
<p class="isSelectedEnd">Essa análise reduz o risco de descontar indevidamente um dia que deveria ser considerado como ausência justificada.</p>
<h2>Quando começa a contar a licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A CLT não detalha expressamente no artigo 473 um marco inicial único para todas as situações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso explica por que existem dúvidas quando o casamento acontece, por exemplo, em um sábado e o colaborador trabalha apenas de segunda a sexta-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">A jurisprudência trabalhista apresenta casos em que o início da licença foi considerado a partir do primeiro dia em que haveria prestação de serviços após o casamento. Há também instrumentos coletivos que definem expressamente quando a contagem começa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, não é recomendável que o RH simplesmente presuma a regra sem verificar as condições aplicáveis àquela relação de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma política interna bem elaborada deve estabelecer o procedimento e, principalmente, respeitar a legislação e as normas coletivas da categoria.</p>
<h2>Exemplo prático de licença casamento</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um colaborador que trabalha normalmente de segunda a sexta-feira e se casa no sábado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como não existe expediente normal naquele sábado e no domingo, pode surgir a dúvida:</p>
<p class="isSelectedEnd">A licença terminou na terça-feira ou deve começar na segunda-feira?</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente nesse tipo de situação que o RH precisa verificar a convenção coletiva e o entendimento aplicável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem decisões judiciais que consideram os dias nos quais efetivamente haveria trabalho e instrumentos coletivos que estabelecem expressamente o início no primeiro dia útil subsequente quando o casamento ocorre em dia não útil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, situações aparentemente simples podem gerar erros quando o afastamento é tratado apenas como um lançamento automático no sistema.</p>
<h2>Convenção coletiva pode aumentar a licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sim.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse é um ponto extremamente importante para o Departamento Pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CLT estabelece a regra geral de até três dias consecutivos, mas <strong>acordos e convenções coletivas podem estabelecer condições mais favoráveis aos trabalhadores</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, existem categorias com períodos superiores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Instrumentos coletivos registrados oficialmente apresentam exemplos de:</p>
<ul data-spread="false">
<li>três dias úteis;</li>
<li>cinco dias úteis;</li>
<li>cinco dias corridos;</li>
<li>seis dias consecutivos;</li>
<li>regras específicas sobre o início da contagem.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que consultar apenas a CLT pode não ser suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH precisa conhecer a convenção coletiva vigente de cada categoria atendida pela empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa atenção se torna ainda mais importante em organizações que possuem diferentes estabelecimentos, sindicatos, unidades ou categorias profissionais.</p>
<h2>Professores têm uma regra diferente?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sim, e essa é uma particularidade que merece destaque.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria CLT estabelece uma regra específica para professores.</p>
<p class="isSelectedEnd">O artigo 320, parágrafo 3º, determina que não serão descontadas, no período de <strong>nove dias</strong>, as faltas verificadas por motivo de gala ou luto nas situações previstas no dispositivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, aplicar automaticamente a regra geral de três dias a todos os trabalhadores pode gerar erros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais uma vez, fica evidente a importância de o RH analisar não somente o motivo da ausência, mas também a categoria profissional do colaborador.</p>
<h2>Quem tem direito à licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A regra prevista no artigo 473 da CLT se aplica aos empregados abrangidos pela legislação trabalhista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, o primeiro ponto que o RH deve verificar é a natureza da relação de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um prestador de serviços autônomo ou uma pessoa contratada como pessoa jurídica, por exemplo, não possui automaticamente os mesmos direitos decorrentes de um contrato de emprego regido pela CLT.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também podem existir regimes jurídicos próprios para servidores públicos e outras categorias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, é importante não utilizar o termo &#8220;licença casamento&#8221; como se todas as modalidades de contratação fossem submetidas à mesma regra.</p>
<h2>A empresa pode descontar os dias de licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Quando o trabalhador possui direito à licença e cumpre as condições aplicáveis, <strong>os dias abrangidos não devem ser tratados como falta injustificada</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria redação do artigo 473 é clara ao permitir a ausência sem prejuízo do salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse detalhe influencia não apenas o salário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um lançamento incorreto pode provocar reflexos em processos como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>fechamento do ponto;</li>
<li>apuração da frequência;</li>
<li>cálculo da folha;</li>
<li>benefícios vinculados à presença;</li>
<li>indicadores de absenteísmo;</li>
<li>histórico funcional do empregado.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Imagine, por exemplo, que três dias de licença sejam cadastrados como falta comum.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de um possível desconto indevido, o RH pode gerar um indicador artificial de ausência e ainda exigir uma correção posterior na folha.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, a classificação da ocorrência é tão importante quanto o registro do afastamento.</p>
<h2>É necessário apresentar a certidão de casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A CLT estabelece o direito ao afastamento em virtude do casamento, mas o artigo 473 não apresenta, nesse inciso, um procedimento detalhado de solicitação ou um prazo geral para apresentação da certidão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, as empresas costumam estabelecer procedimentos internos para comprovação do evento, normalmente mediante apresentação da certidão de casamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Convenções e acordos coletivos também podem estabelecer regras próprias de comprovação e prazo para entrega dos documentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há instrumentos coletivos registrados no Mediador, por exemplo, que exigem documento comprobatório dentro de determinado prazo após o retorno do empregado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ideal é que a empresa tenha uma política simples e clara.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador deve saber antecipadamente:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quem precisa ser comunicado;</li>
<li>com qual antecedência a empresa solicita a informação;</li>
<li>qual documento deverá ser entregue;</li>
<li>por qual canal o documento será enviado;</li>
<li>como o afastamento aparecerá no controle de ponto.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais transparente for o processo, menores são as chances de conflito.</p>
<h2>O colaborador precisa avisar a empresa antecipadamente?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Casamentos normalmente são eventos planejados com antecedência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, embora a empresa deva respeitar o direito legal, estimular uma comunicação prévia beneficia todas as partes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com antecedência, o gestor consegue organizar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>entregas;</li>
<li>reuniões;</li>
<li>atendimento aos clientes;</li>
<li>divisão temporária das tarefas;</li>
<li>cobertura de turno;</li>
<li>escalas;</li>
<li>prazos internos.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa transformar o direito em uma autorização discricionária do gestor.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa não deve tratar uma ausência prevista na legislação simplesmente como uma folga comum que depende da vontade da liderança.</p>
<p class="isSelectedEnd">A comunicação antecipada tem uma função organizacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela permite que a empresa se prepare sem prejudicar o exercício do direito pelo trabalhador.</p>
<h2>Licença casamento pode ser acumulada com férias?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Licença casamento e férias possuem naturezas diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">As férias correspondem a um período de descanso anual regulado por regras próprias da CLT. Já a licença casamento é uma hipótese específica de ausência justificada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o simples fato de o casamento acontecer próximo às férias não significa automaticamente que três dias devam ser acrescentados ao período de descanso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando as datas se sobrepõem ou existe alguma situação incomum, o RH deve analisar cuidadosamente o calendário, a norma coletiva e as regras aplicáveis antes de fazer qualquer alteração.</p>
<p class="isSelectedEnd">Planejamento antecipado novamente faz diferença.</p>
<h2>União estável dá direito à licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é outro tema que merece atenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O inciso II do artigo 473 menciona expressamente a ausência &#8220;em virtude de casamento&#8221;.</p>
<p class="isSelectedEnd">A formalização de uma união estável possui características jurídicas próprias e não deve ser automaticamente equiparada, para fins trabalhistas, ao casamento previsto nesse dispositivo sem análise da situação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma convenção coletiva, regulamento empresarial ou política interna pode estabelecer benefício mais amplo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, diante de casos envolvendo união estável, casamento religioso sem registro civil ou outras formas de união, o RH deve verificar a norma aplicável antes de assumir que existe exatamente o mesmo afastamento previsto pela CLT.</p>
<h2>Qual é o papel do RH na licença casamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Embora seja um afastamento curto, a licença casamento envolve diferentes etapas administrativas.</p>
<p><strong>1. Conferir a regra aplicável</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro passo é identificar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>regime de contratação;</li>
<li>categoria profissional;</li>
<li>convenção ou acordo coletivo;</li>
<li>jornada;</li>
<li>escala;</li>
<li>política interna da empresa.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Isso evita que uma regra padrão seja aplicada a uma situação que possui tratamento diferente.</p>
<p><strong>2. Orientar o colaborador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O trabalhador precisa saber como proceder.</p>
<p class="isSelectedEnd">Informações simples evitam dúvidas no momento do afastamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH pode explicar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quantidade de dias;</li>
<li>forma de contagem adotada;</li>
<li>documentos necessários;</li>
<li>prazo de envio;</li>
<li>funcionamento do registro de ponto;</li>
<li>data prevista de retorno.</li>
</ul>
<p><strong>3. Registrar corretamente a ocorrência</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ausência não deve aparecer simplesmente como falta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela precisa ser classificada corretamente para que o sistema de jornada e a folha compreendam a natureza daquela ocorrência.</p>
<p><strong>4. Conferir o fechamento do ponto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de concluir o período, vale verificar se:</p>
<ul data-spread="false">
<li>nenhum dia da licença ficou como ausência injustificada;</li>
<li>não foi criado saldo negativo indevido;</li>
<li>o banco de horas não sofreu alteração incorreta;</li>
<li>não houve desconto salarial;</li>
<li>a data de retorno está correta.</li>
</ul>
<p><strong>5. Armazenar a documentação adequadamente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Documentos pessoais devem ser tratados de forma organizada e com acesso compatível com a finalidade administrativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Digitalizar processos ajuda a reduzir documentos espalhados por e-mail, pastas físicas ou conversas de aplicativos.</p>
<h2>O que acontece quando a licença é registrada incorretamente?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Imagine uma empresa com centenas de colaboradores e diferentes escalas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo do mês, o RH precisa administrar férias, atestados, atrasos, folgas, banco de horas, horas extras, licenças e inúmeras outras ocorrências.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando esse processo depende exclusivamente de controles paralelos ou lançamentos manuais, pequenos erros podem se acumular.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso da licença casamento, um cadastro incorreto pode resultar em:</p>
<ul data-spread="false">
<li>desconto indevido;</li>
<li>saldo negativo de horas;</li>
<li>necessidade de ajuste na folha;</li>
<li>retrabalho do Departamento Pessoal;</li>
<li>reclamação do colaborador;</li>
<li>inconsistência no espelho de ponto;</li>
<li>indicadores incorretos de absenteísmo.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">É exatamente por isso que gestão de jornada não significa apenas registrar entrada e saída.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela também envolve entender <strong>por que determinado período não foi trabalhado</strong>.</p>
<h2>Como um sistema de gestão de ponto ajuda nesse processo?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema de gestão de ponto moderno permite centralizar boa parte das informações relacionadas à jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Ponto Tecnologia, as soluções de gestão de ponto trabalham com a tecnologia Secullum, permitindo que empresas organizem registros de jornada e diferentes rotinas relacionadas ao RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">A gestão digital permite acompanhar informações como entradas, saídas, atrasos, faltas, horas extras, banco de horas e ocorrências da jornada de maneira centralizada. O próprio site da Ponto Tecnologia destaca recursos voltados à automação do ponto, relatórios, documentos e gestão das informações dos colaboradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando afastamentos e justificativas são tratados de maneira estruturada, o fechamento mensal fica mais seguro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso reduz a dependência de controles paralelos e ajuda o RH a identificar rapidamente situações que precisam de conferência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia não substitui o conhecimento da legislação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela faz algo igualmente importante: <strong>ajuda a transformar a regra definida pelo RH em um processo organizado e rastreável.</strong></p>
<h2>Gestão de ausências também é gestão de pessoas</h2>
<p class="isSelectedEnd">É comum associar o controle de ponto exclusivamente à fiscalização de horários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa visão é limitada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados de jornada contam muito sobre a relação entre pessoas e empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Férias, licenças, atestados, folgas e ausências justificadas fazem parte da vida profissional e precisam ser administrados com a mesma seriedade dedicada às horas extras ou aos atrasos.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso da licença casamento, existe ainda um componente humano muito evidente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador está vivendo um momento pessoal importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma empresa que consegue organizar esse período com clareza, respeito e previsibilidade demonstra maturidade na gestão de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é necessário criar processos complexos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Às vezes, uma comunicação bem feita, um procedimento simples e um registro correto já fazem enorme diferença.</p>
<h2>Checklist para o RH ao receber uma solicitação de licença casamento</h2>
<p class="isSelectedEnd">Antes de finalizar o processo, vale conferir:</p>
<ol start="1" data-spread="false">
<li>O colaborador está submetido ao regime da CLT?</li>
<li>Existe norma específica para sua categoria?</li>
<li>A convenção coletiva amplia o período?</li>
<li>Existe regra própria para contagem dos dias?</li>
<li>Qual é a jornada normal do trabalhador?</li>
<li>Qual foi a data do casamento?</li>
<li>Qual é o primeiro dia de retorno?</li>
<li>A documentação necessária foi apresentada?</li>
<li>A ocorrência foi cadastrada corretamente no ponto?</li>
<li>O lançamento não gerou desconto ou saldo de horas indevido?</li>
</ol>
<p class="isSelectedEnd">Um procedimento como esse reduz bastante as chances de inconsistência.</p>
<h2>Licença casamento é uma pequena ausência que exige uma boa gestão</h2>
<p class="isSelectedEnd">A <strong>licença casamento</strong> pode representar apenas alguns dias dentro de um mês de trabalho, mas sua administração envolve legislação, jornada, documentação, folha de pagamento e experiência do colaborador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pela regra geral da CLT, o empregado pode deixar de comparecer ao serviço por até três dias consecutivos em virtude do casamento, sem prejuízo do salário. Entretanto, categorias específicas e instrumentos coletivos podem estabelecer condições diferentes ou mais favoráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o melhor caminho para o RH é unir três elementos: <strong>conhecimento da legislação, processos internos claros e tecnologia para organizar as informações.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma gestão de ponto estruturada, afastamentos, faltas justificadas e demais ocorrências deixam de depender de controles improvisados e passam a fazer parte de um fluxo muito mais seguro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ponto Tecnologia oferece soluções de gestão de ponto com tecnologia Secullum para empresas que desejam automatizar processos, reduzir retrabalho e ter mais controle sobre a jornada dos colaboradores.</p>
<p>Porque facilitar a rotina do RH também significa cuidar dos detalhes que fazem parte da vida das pessoas.</p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10785" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14-300x113.webp" alt="Centralize ocorrências, justificativas e informações da jornada em um só lugar." width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-14.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Baixa performance no trabalho: como identificar as causas e recuperar o desempenho da equipe</title>
		<link>https://pontotecnologia.com.br/2026/08/21/baixa-performance-no-trabalho-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mktponto_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 11:58:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[absenteísmo]]></category>
		<category><![CDATA[baixa performance no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho profissional]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de jornada]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[RH estratégico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pontotecnologia.com.br/?p=10775</guid>

					<description><![CDATA[<p>A baixa performance no trabalho nem sempre começa com uma grande queda nos resultados. Muitas vezes, ela aparece aos poucos. Um colaborador que costumava entregar dentro do prazo começa a atrasar tarefas. A quantidade de erros aumenta. A participação nas reuniões diminui. Surgem atrasos frequentes, faltas, excesso de horas extras ou dificuldade para cumprir atividades [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A baixa performance no trabalho nem sempre começa com uma grande queda nos resultados. Muitas vezes, ela aparece aos poucos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador que costumava entregar dentro do prazo começa a atrasar tarefas. A quantidade de erros aumenta. A participação nas reuniões diminui. Surgem atrasos frequentes, faltas, excesso de horas extras ou dificuldade para cumprir atividades que anteriormente faziam parte da rotina.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando esses sinais aparecem, simplesmente concluir que o profissional &#8220;não está rendendo&#8221; pode ser um erro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O desempenho de uma pessoa é resultado de uma combinação de fatores. Clareza sobre as responsabilidades, liderança, treinamento, recursos disponíveis, organização do trabalho, carga de atividades, ambiente organizacional, saúde, motivação e até a maneira como a jornada está estruturada podem influenciar diretamente os resultados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, antes de cobrar mais produtividade, empresas e lideranças precisam responder a uma pergunta importante: <strong>o que está provocando a baixa performance no trabalho?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Identificar essa causa é o primeiro passo para recuperar resultados sem transformar um problema de desempenho em um problema ainda maior de clima, engajamento ou rotatividade.</p>
<h2>O que é baixa performance no trabalho?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A baixa performance no trabalho acontece quando o desempenho de um profissional fica abaixo do esperado para sua função, considerando responsabilidades, metas, qualidade das entregas e comportamentos necessários para o cargo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa necessariamente que o colaborador seja descomprometido ou incapaz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um profissional pode apresentar excelente desempenho durante meses ou anos e, em determinado período, começar a enfrentar dificuldades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Da mesma forma, alguém recém-contratado pode apresentar resultados abaixo do esperado simplesmente porque ainda não recebeu treinamento suficiente ou não compreendeu claramente o que a empresa espera da função.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, a avaliação de performance precisa considerar contexto e histórico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os sinais que podem indicar queda de desempenho estão:</p>
<ul data-spread="false">
<li>redução da produtividade;</li>
<li>aumento de erros e retrabalhos;</li>
<li>dificuldade para cumprir prazos;</li>
<li>queda na qualidade das entregas;</li>
<li>falta de concentração;</li>
<li>perda de iniciativa;</li>
<li>dificuldade de comunicação;</li>
<li>menor participação nas atividades da equipe;</li>
<li>atrasos recorrentes;</li>
<li>aumento de faltas;</li>
<li>crescimento excessivo de horas extras;</li>
<li>dificuldade para organizar prioridades;</li>
<li>conflitos frequentes;</li>
<li>redução do engajamento.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Um desses fatores isoladamente não é suficiente para diagnosticar baixa performance.</p>
<p class="isSelectedEnd">O alerta surge principalmente quando existe uma mudança de padrão ou quando diversos indicadores começam a se deteriorar ao mesmo tempo.</p>
<h2>Baixa performance não é sinônimo de falta de comprometimento</h2>
<p class="isSelectedEnd">Esse é um dos pontos mais importantes para qualquer gestor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando uma entrega fica abaixo do esperado, é comum atribuir rapidamente o problema ao comportamento do colaborador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, desempenho profissional é multifatorial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma equipe pode estar abaixo das metas porque os objetivos são pouco claros. Um funcionário pode produzir menos porque está sobrecarregado. Outro pode cometer erros porque nunca recebeu treinamento adequado para uma nova responsabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também existem situações em que a estrutura da própria empresa prejudica o desempenho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Processos excessivamente burocráticos, ferramentas inadequadas, falhas de comunicação entre departamentos, mudanças constantes de prioridade e ausência de autonomia podem fazer profissionais competentes produzirem muito menos do que poderiam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de responsabilizar uma pessoa, portanto, a liderança precisa investigar o ambiente em que ela está trabalhando.</p>
<p><a href="https://pontotecnologia.com.br/gestao-de-ponto/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10778" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13-300x113.webp" alt="Dados da jornada ajudam o RH a identificar sinais antes que o problema aumente" width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1-13.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<h2>Por que as empresas precisam olhar para o problema com atenção?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Porque performance não afeta somente uma pessoa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando um profissional começa a produzir abaixo do esperado, parte de suas tarefas pode precisar ser absorvida por outros colegas. Isso aumenta a carga de trabalho da equipe e pode gerar um efeito cascata.</p>
<p class="isSelectedEnd">A consequência pode aparecer em diferentes pontos da operação:</p>
<ul data-spread="false">
<li>aumento de horas extras;</li>
<li>atrasos em projetos;</li>
<li>sobrecarga de outros profissionais;</li>
<li>crescimento dos custos;</li>
<li>conflitos internos;</li>
<li>queda na qualidade;</li>
<li>reclamações de clientes;</li>
<li>absenteísmo;</li>
<li>perda de engajamento;</li>
<li>aumento do turnover.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">É justamente por isso que desempenho e engajamento precisam ser acompanhados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma ampla meta-análise da Gallup, envolvendo mais de <strong>180 mil equipes</strong>, encontrou relação consistente entre engajamento e diferentes resultados empresariais. Ao comparar unidades com maior e menor engajamento, o estudo identificou diferenças relevantes em produtividade, rentabilidade, rotatividade, qualidade e absenteísmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados ajudam a demonstrar que produtividade não depende apenas da capacidade técnica individual. O ambiente criado pela organização também exerce influência sobre os resultados.</p>
<h2>O engajamento global também acende um sinal de alerta</h2>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganha ainda mais importância diante do cenário atual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o <strong>State of the Global Workplace 2026</strong>, da Gallup, apenas <strong>20% dos trabalhadores no mundo estavam engajados em 2025</strong>, o menor percentual registrado desde 2020.</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização estima que a perda de produtividade relacionada ao baixo engajamento represente aproximadamente <strong>US$ 10 trilhões para a economia mundial</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que todo profissional desengajado terá baixa performance.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas mostra como questões relacionadas à experiência do colaborador, gestão e ambiente de trabalho podem ter efeitos econômicos muito maiores do que parecem.</p>
<h2>Quais são as principais causas da baixa performance no trabalho?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Encontrar a origem do problema é uma das tarefas mais importantes do gestor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as causas mais comuns estão:</p>
<p><strong>1. Falta de clareza sobre as expectativas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador não consegue atingir uma expectativa que nunca foi explicada claramente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Metas vagas, responsabilidades pouco definidas e mudanças frequentes de prioridade podem deixar a equipe sem saber exatamente onde concentrar esforços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um profissional que recebe constantemente novas demandas classificadas como urgentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo trabalhando durante todo o expediente, ele pode terminar a semana com diversos projetos incompletos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse cenário, talvez o problema não esteja em sua produtividade, mas na priorização das atividades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Boas lideranças transformam expectativas subjetivas em critérios objetivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O colaborador precisa saber:</p>
<ul data-spread="false">
<li>quais resultados são esperados;</li>
<li>quais atividades têm prioridade;</li>
<li>como seu desempenho será avaliado;</li>
<li>quais prazos precisam ser respeitados;</li>
<li>quais indicadores fazem parte da sua função.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais claras forem essas informações, menor será o espaço para interpretações diferentes entre gestor e colaborador.</p>
<p><strong>2. Falta de conhecimento ou treinamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem toda queda de desempenho está relacionada à motivação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Às vezes, o profissional simplesmente não sabe executar determinada atividade com o nível esperado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso costuma acontecer após:</p>
<ul data-spread="false">
<li>promoções;</li>
<li>mudanças de função;</li>
<li>implantação de novos sistemas;</li>
<li>alterações de processos;</li>
<li>entrada de novos produtos ou serviços;</li>
<li>aumento da complexidade das atividades.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Cobrar performance sem fornecer conhecimento adequado pode criar frustração tanto para a empresa quanto para o profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesses casos, treinamento, acompanhamento e orientação são mais eficientes do que simplesmente aumentar a cobrança.</p>
<p><strong>3. Sobrecarga de trabalho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma diferença importante entre baixa produtividade e excesso de demanda.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um profissional pode estar trabalhando intensamente e ainda assim não conseguir entregar tudo o que recebe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns sinais ajudam a identificar esse cenário:</p>
<ul data-spread="false">
<li>grande volume de horas extras;</li>
<li>jornadas frequentemente prolongadas;</li>
<li>intervalos reduzidos;</li>
<li>acúmulo constante de tarefas;</li>
<li>dificuldade para tirar férias;</li>
<li>aumento de erros;</li>
<li>mensagens e atividades fora do horário habitual;</li>
<li>crescimento do absenteísmo.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quando esses indicadores aparecem juntos, a empresa precisa investigar se a estrutura da equipe está compatível com o volume de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Exigir mais produtividade de uma pessoa já sobrecarregada pode produzir exatamente o resultado contrário.</p>
<p><strong>4. Falta de feedback</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador pode passar meses acreditando que está realizando um bom trabalho até descobrir, durante uma avaliação formal, que sua liderança estava insatisfeita.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse tipo de situação mostra uma falha de gestão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Feedback não deve ocorrer somente quando o desempenho já se tornou um problema grave.</p>
<p class="isSelectedEnd">Conversas periódicas ajudam a corrigir pequenos desvios antes que eles comprometam resultados maiores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um bom feedback deve mostrar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>qual comportamento ou resultado foi observado;</li>
<li>qual era a expectativa;</li>
<li>qual impacto aquela situação provocou;</li>
<li>o que precisa mudar;</li>
<li>como a liderança pode ajudar;</li>
<li>quando o progresso será novamente avaliado.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais objetiva for a conversa, menor a chance de o profissional interpretar o feedback como uma crítica pessoal.</p>
<p><strong>5. Falta de reconhecimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cobrança constante sem reconhecimento também pode afetar o envolvimento das pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Reconhecer não significa elogiar qualquer resultado ou eliminar expectativas de performance.</p>
<p class="isSelectedEnd">Significa demonstrar quando existe evolução, esforço, contribuição ou comportamento alinhado ao que a organização espera.</p>
<p class="isSelectedEnd">Profissionais que entendem a relação entre seu trabalho e os resultados da empresa tendem a perceber maior significado no que fazem.</p>
<p><strong>6. Problemas de liderança</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Às vezes, a queda de performance da equipe revela dificuldades do próprio gestor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Lideranças que centralizam excessivamente as decisões, não comunicam prioridades, mudam de direção com frequência ou oferecem pouco suporte podem prejudicar a execução das atividades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando várias pessoas da mesma equipe começam a apresentar queda de produtividade simultaneamente, vale ampliar a investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez não existam vários problemas individuais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode existir um problema estrutural.</p>
<p><strong>7. Problemas relacionados ao ambiente de trabalho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Conflitos internos, comunicação inadequada, falta de segurança psicológica, competição excessiva e relações profissionais desgastadas também podem interferir no desempenho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um profissional que precisa gastar parte considerável de sua energia tentando administrar conflitos provavelmente terá menos capacidade para concentrar-se nas próprias atividades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cuidar do ambiente não é uma iniciativa separada da produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">É parte dela.</p>
<p><strong>8. Questões relacionadas à saúde e ao bem-estar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro erro perigoso é tratar qualquer alteração de comportamento como falta de comprometimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mudanças significativas de desempenho podem estar associadas a questões pessoais ou de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Fundacentro destacou em 2026 que a saúde mental no trabalho se consolidou como um dos desafios contemporâneos relacionados à saúde pública e ao desenvolvimento econômico. A instituição chama atenção para fatores como sobrecarga, baixa autonomia e determinadas características da organização do trabalho na discussão sobre riscos psicossociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso exige responsabilidade da liderança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gestores não devem realizar diagnósticos médicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O papel da empresa é identificar sinais organizacionais, manter canais adequados de comunicação, encaminhar situações quando necessário e avaliar se existem condições de trabalho contribuindo para o problema.</p>
<h2>Como identificar baixa performance sem depender apenas da percepção do gestor?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma das melhores maneiras de melhorar a gestão de desempenho é reduzir avaliações baseadas exclusivamente em impressões pessoais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso exige dados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da função, a empresa pode acompanhar diferentes indicadores, como:</p>
<p><strong>Produtividade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quantidade de tarefas, atendimentos, vendas, projetos ou entregas realizadas durante determinado período.</p>
<p><strong>Qualidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Número de erros, retrabalhos, devoluções, reclamações ou não conformidades.</p>
<p><strong>Cumprimento de prazos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Percentual de atividades finalizadas dentro das datas acordadas.</p>
<p><strong>Absenteísmo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Frequência e duração das ausências durante determinado período.</p>
<p><strong>Pontualidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ocorrência de atrasos e padrões relacionados ao início da jornada.</p>
<p><strong>Horas extras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quantidade de horas adicionais realizadas pelo profissional ou departamento.</p>
<p><strong>Banco de horas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Acúmulo frequente de saldos positivos ou negativos.</p>
<p><strong>Turnover</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Saídas recorrentes dentro de determinadas equipes também podem indicar problemas de gestão ou organização do trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nenhum desses números deve ser analisado sozinho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor está justamente na combinação das informações.</p>
<h2>O que o controle de jornada pode revelar sobre a performance?</h2>
<p class="isSelectedEnd">É aqui que os dados da gestão de ponto deixam de ser apenas uma obrigação administrativa e passam a funcionar como fonte de informações estratégicas para o RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine um departamento cuja produtividade caiu nos últimos três meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao analisar apenas as entregas, o gestor pode concluir que a equipe precisa trabalhar mais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas os registros da jornada mostram outro cenário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os colaboradores realizam horas extras quase diariamente, existe crescimento de atrasos, algumas pessoas estão acumulando banco de horas e o absenteísmo também começou a aumentar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse caso, existe uma hipótese completamente diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A equipe pode não estar trabalhando pouco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pode estar trabalhando além da capacidade sustentável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem dados, as duas situações podem parecer iguais.</p>
<h2>Gestão de ponto também é fonte de indicadores para o RH</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema moderno de gestão de jornada permite transformar registros operacionais em informações úteis para decisões de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pode acompanhar, por exemplo:</p>
<ul data-spread="false">
<li>atrasos recorrentes;</li>
<li>ausências;</li>
<li>volume de horas extras;</li>
<li>saldos de banco de horas;</li>
<li>jornadas prolongadas;</li>
<li>distribuição das horas trabalhadas;</li>
<li>comportamento por departamento;</li>
<li>períodos com maior concentração de horas extras.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Esses indicadores ajudam o RH a investigar padrões antes que eles se transformem em problemas maiores.</p>
<p class="isSelectedEnd">É importante destacar que <strong>controle de jornada não mede sozinho a produtividade de uma pessoa</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Horas trabalhadas e resultados são informações diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma pessoa pode permanecer mais tempo trabalhando e produzir menos. Outra pode concluir suas atividades com eficiência dentro da jornada regular.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, dados de ponto precisam ser combinados com indicadores de qualidade, produtividade e desempenho.</p>
<h2>Como recuperar um colaborador com baixa performance?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Depois de identificar o problema, começa a etapa mais importante: criar um plano de recuperação.</p>
<p><strong>1. Converse antes de concluir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira atitude deve ser abrir espaço para uma conversa estruturada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apresente os fatos observados e permita que o profissional explique sua percepção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de iniciar dizendo:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Você está produzindo pouco.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">A conversa pode partir de elementos objetivos:</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;Nas últimas quatro semanas, observamos aumento nos atrasos das entregas e crescimento no número de retrabalhos. Gostaria de entender o que está acontecendo e como podemos melhorar esse cenário.&#8221;</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença parece pequena, mas muda completamente a qualidade da conversa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma abordagem acusa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A outra investiga.</p>
<p><strong>2. Descubra a causa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Pergunte:</p>
<p class="isSelectedEnd">O profissional entendeu o que é esperado?</p>
<p class="isSelectedEnd">Possui conhecimento suficiente?</p>
<p class="isSelectedEnd">Tem as ferramentas necessárias?</p>
<p class="isSelectedEnd">A quantidade de demandas é adequada?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem dificuldades com processos?</p>
<p class="isSelectedEnd">Há problemas de comunicação?</p>
<p class="isSelectedEnd">O volume de trabalho aumentou recentemente?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem conflitos interferindo nas atividades?</p>
<p class="isSelectedEnd">Somente depois dessa investigação é possível escolher a intervenção correta.</p>
<p><strong>3. Estabeleça expectativas objetivas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Após identificar os principais problemas, transforme as melhorias esperadas em metas claras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de definir simplesmente &#8220;melhorar a produtividade&#8221;, determine critérios concretos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por exemplo:</p>
<ul data-spread="false">
<li>reduzir determinado índice de retrabalho;</li>
<li>concluir projetos dentro dos prazos definidos;</li>
<li>realizar determinado número de atividades;</li>
<li>concluir um treinamento;</li>
<li>melhorar um indicador específico.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O profissional precisa saber exatamente como será identificado o progresso.</p>
<p><strong>4. Construa um plano de desenvolvimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da causa da baixa performance, pode ser necessário criar um Plano de Desenvolvimento Individual, o PDI.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse plano pode incluir:</p>
<ul data-spread="false">
<li>treinamentos;</li>
<li>acompanhamento da liderança;</li>
<li>mentorias;</li>
<li>revisão de processos;</li>
<li>novas ferramentas;</li>
<li>reuniões periódicas;</li>
<li>metas intermediárias;</li>
<li>desenvolvimento de competências técnicas ou comportamentais.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é criar um caminho concreto entre a situação atual e o desempenho esperado.</p>
<p><strong>5. Faça acompanhamentos frequentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Não adianta criar um plano e avaliá-lo somente meses depois.</p>
<p class="isSelectedEnd">Realize conversas periódicas para entender:</p>
<ul data-spread="false">
<li>o que melhorou;</li>
<li>quais dificuldades continuam;</li>
<li>quais ações funcionaram;</li>
<li>quais ajustes precisam ser realizados.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Pequenos acompanhamentos produzem correções mais rápidas.</p>
<p><strong>6. Reconheça a evolução</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o colaborador apresenta progresso, reconheça.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso ajuda a reforçar os comportamentos esperados e mostra que o objetivo do acompanhamento não é simplesmente identificar falhas.</p>
<p class="isSelectedEnd">É desenvolver desempenho.</p>
<h2>Quando a baixa performance deixa de ser um problema individual?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Essa pergunta merece atenção especial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se diversas pessoas começam a apresentar os mesmos sintomas, provavelmente vale olhar para a organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns exemplos:</p>
<p class="isSelectedEnd">Se praticamente toda a equipe realiza horas extras, talvez exista falta de pessoal ou uma distribuição inadequada das demandas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se vários profissionais estão cometendo os mesmos erros, talvez exista um problema de treinamento ou processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se colaboradores considerados anteriormente excelentes começam simultaneamente a apresentar queda de engajamento, talvez tenha ocorrido alguma mudança de gestão ou ambiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O RH estratégico precisa aprender a diferenciar exceções de padrões.</p>
<p class="isSelectedEnd">É exatamente nesse ponto que analytics, indicadores de pessoas e gestão de jornada se tornam valiosos.</p>
<h2>Tecnologia ajuda a enxergar padrões antes que se tornem problemas</h2>
<p class="isSelectedEnd">Planilhas desconectadas, registros espalhados e informações que dependem de conferências manuais dificultam esse tipo de análise.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a gestão da jornada é digitalizada, o RH passa a trabalhar com informações mais organizadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com uma solução como o <strong>Secullum</strong>, utilizada nas soluções oferecidas pela Ponto Tecnologia, é possível centralizar a gestão de jornada e acompanhar informações importantes para a rotina de RH.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo da configuração e da solução utilizada, a gestão pode acompanhar elementos como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>registros de entrada e saída;</li>
<li>atrasos;</li>
<li>faltas;</li>
<li>horas extras;</li>
<li>banco de horas;</li>
<li>escalas;</li>
<li>jornadas;</li>
<li>marcações realizadas pelos colaboradores;</li>
<li>relatórios relacionados à frequência.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Com essas informações organizadas, fica mais fácil investigar comportamentos e tomar decisões com base em dados reais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que controlar horários, uma gestão eficiente da jornada oferece visibilidade sobre o funcionamento da operação.</p>
<h2>Cuidado com a cultura da presença</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outro ponto importante é evitar confundir presença com produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trabalhar muitas horas não significa necessariamente produzir mais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio avanço das tecnologias mostra como essa relação está mudando.</p>
<p class="isSelectedEnd">No relatório global de 2026 da Gallup, por exemplo, <strong>65% dos trabalhadores norte-americanos de organizações que implantaram inteligência artificial afirmaram perceber impacto positivo da tecnologia em sua produtividade individual</strong>. Ao mesmo tempo, apenas 12% concordaram fortemente que a IA havia transformado a maneira como o trabalho era realizado em suas organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dado mostra que ganhos individuais de produtividade não aparecem automaticamente nos resultados organizacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Processos, gestão e estrutura também precisam acompanhar a tecnologia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, empresas maduras avaliam performance a partir de resultados, qualidade, comportamento e indicadores, não apenas pelo tempo que uma pessoa permanece trabalhando.</p>
<h2>Como prevenir novos casos de baixa performance?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Prevenção costuma ser mais eficiente do que correção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas práticas ajudam a construir equipes mais consistentes.</p>
<p><strong>Faça bons processos de onboarding</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O profissional precisa compreender desde o início:</p>
<ul data-spread="false">
<li>responsabilidades;</li>
<li>objetivos;</li>
<li>processos;</li>
<li>sistemas;</li>
<li>indicadores;</li>
<li>cultura da empresa.</li>
</ul>
<p><strong>Estabeleça metas claras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cada colaborador precisa entender de que forma seu trabalho contribui para os resultados da organização.</p>
<p><strong>Treine as lideranças</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Gestores precisam saber dar feedback, delegar, desenvolver pessoas e identificar sinais de sobrecarga.</p>
<p><strong>Acompanhe indicadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Não espere uma situação se tornar crítica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Observe tendências.</p>
<p><strong>Incentive comunicação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Profissionais precisam ter espaço para comunicar dificuldades antes que elas comprometam as entregas.</p>
<p><strong>Organize a jornada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Escalas, banco de horas, horas extras e períodos de descanso precisam ser administrados adequadamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pausas e períodos de recuperação também fazem parte de uma rotina produtiva. Especialistas em saúde destacam a importância desses momentos para redução do estresse e equilíbrio durante a jornada.</p>
<p><strong>Reconheça bons resultados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Reconhecimento ajuda a reforçar comportamentos positivos e aumenta a percepção de valorização.</p>
<h2>Baixa performance também pode ser uma oportunidade de melhorar a gestão</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma queda de desempenho não precisa ser encarada apenas como um problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela também pode revelar pontos da organização que precisam evoluir.</p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez exista uma atividade que precisa ser automatizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um processo que precisa ser simplificado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma equipe que precisa crescer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um colaborador que precisa de treinamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma liderança que precisa melhorar sua comunicação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ou uma jornada que precisa ser reorganizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas que conseguem investigar esses sinais antes de simplesmente responsabilizar indivíduos constroem uma gestão mais madura.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p class="isSelectedEnd">A baixa performance no trabalho não deve ser analisada somente pelo resultado final.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por trás de uma redução de produtividade podem existir problemas de capacitação, liderança, processos, comunicação, sobrecarga, engajamento ou organização da jornada.</p>
<p class="isSelectedEnd">O papel do RH e dos gestores é transformar percepção em informação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa acompanhar indicadores, conversar com as pessoas, analisar padrões e utilizar dados para compreender o que realmente está acontecendo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesse processo, informações relacionadas à jornada de trabalho podem oferecer pistas valiosas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Horas extras frequentes, atrasos, absenteísmo, banco de horas elevado e mudanças no padrão de frequência não determinam sozinhos a performance, mas podem ajudar a identificar situações que merecem investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com tecnologia, processos claros e uma liderança preparada, a empresa consegue agir mais cedo, desenvolver seus profissionais e construir equipes mais produtivas de maneira sustentável.</p>
<p class="isSelectedEnd">A <strong>Ponto Tecnologia</strong> oferece soluções para modernizar a gestão da jornada de trabalho e tornar a rotina do RH mais simples, organizada e estratégica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque melhorar resultados também começa por entender melhor os dados por trás da operação.</p>
<p><strong>Nossa rotina é facilitar a sua.</strong></p>
<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?l=pt_br&amp;phone=5541998090118" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10779" src="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13-300x113.webp" alt="Atrasos, horas extras e absenteísmo podem revelar o que está por trás da queda de desempenho" width="1720" height="645" srcset="https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13-300x113.webp 300w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13-1024x384.webp 1024w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13-768x288.webp 768w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13-1536x576.webp 1536w, https://pontotecnologia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1-13.webp 1920w" sizes="(max-width: 1720px) 100vw, 1720px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://pontotecnologia.com.br/2026/08/21/baixa-performance-no-trabalho-2/">Baixa performance no trabalho: como identificar as causas e recuperar o desempenho da equipe</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontotecnologia.com.br">Ponto Tecnologia</a>.</p>
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